<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710</id><updated>2011-11-27T23:41:20.526-02:00</updated><title type='text'>BLOG - VIA DAS LETRAS</title><subtitle type='html'>"Um texto é muito mais do que um simples conjunto de palavras, é um organismo vivo, uma ontogênese, que carregam consigo visões, sentimentos e utopias".
 Autor:Paulo André

Seja bem vindo!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>125</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-243190950508807611</id><published>2011-07-10T23:59:00.002-03:00</published><updated>2011-07-11T00:15:19.842-03:00</updated><title type='text'>Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s): oportunidades e ameaças para o gerenciamento de projetos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://prodetechgroup.com.br/pro/wp-content/uploads/2010/12/comofazemos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 331px; height: 406px;" src="http://prodetechgroup.com.br/pro/wp-content/uploads/2010/12/comofazemos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma história recente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias atuais, em que o tempo e a distância vem ganhando novos sentidos,com o advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s), o mundo tem se tornado um território único, sem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso implica, necessariamente, em afirmar que, em nenhum outro período da história, as sociedades foram submetidas a uma dinâmica tão acelerada de inovações, no campo das ciências e das tecnologias. Nunca, na história, o conhecimento fora tão perecível. O que é novidade hoje, em termos de tecnologia, pode se tornar obsoleto em&lt;br /&gt;poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade com que a informação percorre o mundo, atualmente, é assustadora e, possivelmente, impensável, décadas atrás. O tempo, como referido antes, ganha novo sentido. O que levava, décadas atrás, por exemplo, em torno de dias, para que a informação percorresse todo o loop de canais de comunicação, atualmente, leva minutos, ou, até mesmo, segundos, para conquistar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, dá-se graças à Internet, uma história recente e explosiva, que provocou profundas transformações nas relações sociais, mundialmente. A Internet teve como berço os projetos das forças militares dos EUA. Depois, passou a ser utilizada como meio de intercâmbio de informações entre os espaços acadêmicos, até que, tempos mais tarde, viesse a fazer parte do cotidiano das pessoas comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período, os computadores ainda ocupavam prédios inteiros. Apesar disso, eram muito limitados. Foram evoluindo, ao longo das décadas, até os dias de hoje, onde é possível acessar informações da internet, através de computadores cada vez menores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a Internet sofreu inúmeras mudanças, ao longo dos anos. A transmissão das informações que anteriormente somente poderia ser realizada sob a forma de textos, atualmente, permite que grandes volumes de informações sejam enviados ou recebidos por computadores domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, devido à evolução da tecnologia de infraestrutura de telecomunicações e da capacidade de armazenamento dos computadores, pode-se acessar a conteúdos pesados na Internet, tais como, vídeos e imagens, sem muita dificuldade. Hoje, produções fílmicas são baixadas, integralmente, em questão de minutos, ou, até mesmo, segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O paradigma das novas tecnologias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos últimos cem anos, como exemplificado anteriormente, aconteceram muitos avanços tecnológicos. Sobretudo, na elaboração de dispositivos autômatos. Esse desenvolvimento da ciência no campo ta tecnologia, especialmente, tem provocado substantivas mudanças na dinâmica da sociedade. Foram muitos os segmentos que se destacaram nesse processo. O ramo das telecomunicações foi um dos segmentos que mais progrediu, em termos de desenvolvimento de tecnologias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu a proeza de integrar em aparelhos eletrônicos celulares serviços diversos, tais como televisão, rádio, internet, calculadora, agenda, etc. Na verdade, é até arriscado conceituar esse hibridismo de celular, que outrora estava restrito ao serviço de telefonia móvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, toda essa evolução tecnológica tem servido de centelha para&lt;br /&gt;discussões nos meios acadêmicos sobre o “outro lado da moeda” – o desemprego, a&lt;br /&gt;exclusão social, os danos ambientais, etc. Além disso, junto ao processo de evolução&lt;br /&gt;tecnológica, paradoxalmente, caminham sem destino e sem esperança, um exército de&lt;br /&gt;famintos. Ou seja, ao mesmo tempo em que a humanidade evolui as suas ferramentas&lt;br /&gt;tecnológicas, ela mesma se degenera, regredindo à condição de animalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adianta potencializarmos as técnicas de agricultura, por exemplo, se o rol&lt;br /&gt;de miseráveis e desnutridos aumenta devastadoramente. De que adianta, alcançar –&lt;br /&gt;como país – um alto grau de riqueza, à custa da exploração e do empobrecimento da&lt;br /&gt;grande maioria dos menos favorecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, resida, justamente, nessa questão o paradigma da tecnologia: avançar,&lt;br /&gt;como é típico da sua natureza, mas, sem deixar para trás os destroços da implosão&lt;br /&gt;contínua da sociedade. A lógica de consumir a natureza de maneira voraz, deixando&lt;br /&gt;como legado migalhas de desenvolvimento, precisa mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, algo diferente, está longe de acontecer, já que os estudos em&lt;br /&gt;tecnologia tem sido realizados muito mais por uma necessidade de expansão do capital,&lt;br /&gt;do que, propriamente, por uma razão humanitária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ERP: uma oportunidade ou um risco para as empresas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, a esse processo histórico de popularização dos computadores e da Internet, as empresas, a fim de melhor organizarem os processos, desenvolveram softwares específicos para a administração de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, foram encontradas formas de integrar esses softwares,denominados sistemas, permitindo a troca de informações entre eles. A idéia foi de criar&lt;br /&gt;um sistema que servisse de enlace de comunicação entre os vários sistemas de uma&lt;br /&gt;empresa. Hoje, chamamos esse sistema de ERP (Enterprise Resource Planning).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ERP é um sistema macro, capaz de realizar a integração, entre outros&lt;br /&gt;sistemas, que comumente, são chamados de módulos. Dentro do ERP, podem existir&lt;br /&gt;sistemas (ou subsistemas) de ligados a atividades específicas dos departamentos, como&lt;br /&gt;controle de estoque, compras, recursos humanos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por possibilitar essa comunicação entre sistemas de diversas áreas de uma&lt;br /&gt;empresa, o ERP é um sistema caríssimo. Pode-se dizer que ele tem um valor, em termos&lt;br /&gt;monetários, que alcança cifras milionárias. É preciso muito dinheiro para que uma&lt;br /&gt;empresa tenha esse sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto, é que o ERP demanda muita organização para ser implantado em&lt;br /&gt;uma empresa, por que ele necessita de pessoas com conhecimento técnico para operá-lo.&lt;br /&gt;Isso requer que a empresa qualifique os empregados, o que exige disponibilidade de&lt;br /&gt;tempo e de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manejar com as Tecnologias da Informação em uma empresa pode representar&lt;br /&gt;uma vantagem competitiva, ou, um obstáculo a isso. Ao migrar de um sistema para&lt;br /&gt;outro, uma empresa também assume riscos que podem afetar, até mesmo, a sobrevivência no palco do Mercado. Por isso, mudanças dessa natureza precisam ser efetuadas com muito cuidado e de maneira progressiva, para evitar o máximo de transtornos possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ERP, constituindo-se em novidade para uma determinada empresa, representa uma forma de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação). Como tal, ferramenta&lt;br /&gt;que é, precisa ser utilizada adequadamente, para não vir a se tornar um peso morto, no portfólio de ferramentas da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A integração virtual entre os diversos departamentos de uma empresa, se&lt;br /&gt;realizada da maneira adequada, contribui para a redução de custos e para a agilização&lt;br /&gt;dos processos, sejam do nível operacional, tático ou estratégico, da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A relação ambígua das Tecnologias da Informação e Comunicação com os projetos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando surge a necessidade de refletir sobre as ferramentas, requisitos e&lt;br /&gt;restrições a serem politicamente adotados no processo de gerenciamento de projetos,&lt;br /&gt;emergem questionamentos sobre quais ferramentas utilizar, quais os requisitos e&lt;br /&gt;restrições a serem definidos para o plano de comunicações em projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, inegavelmente, tem uma relação direta com a estratégia desenhada para o sucesso do projeto. Nesse sentido, é necessária uma análise preliminar sobre os impactos positivos e negativos que tal tecnologia irá exercer sobre o projeto. Da mesma forma que a priorização de uma tecnologia mais moderna pode desencadear uma série de efeitos negativos para o projeto, a utilização de um modal tecnológico mais arcaico, pode surtir efeitos surpreendentemente, positivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A priorização de uma tecnologia envolve considerações sobre diversos fatores,&lt;br /&gt;que precisam ser identificados na análise de preliminar, tais como a relação custobenefício, ou seja, o que será necessário investir para se obter tal tecnologia e qual(is) os ganhos que esse investimento poderá propiciar, assim como, os riscos envolvidos nesse contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, o uso adequado e contextualizado da tecnologia pode representar&lt;br /&gt;ganhos significativos para os resultados do projeto. Através da tecnologia, bem&lt;br /&gt;empregada, pode-se reduzir riscos, custos, aumentar a qualidade do produto, otimizar&lt;br /&gt;processos e reduzir tempo de entregas etc. O inverso, cabe ratificar, também poderá&lt;br /&gt;revelar um efeito oposto de mesma proporção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-243190950508807611?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/243190950508807611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=243190950508807611&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/243190950508807611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/243190950508807611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/07/tecnologias-da-informacao-e-comunicacao.html' title='Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s): oportunidades e ameaças para o gerenciamento de projetos.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5104397929705269811</id><published>2011-07-10T23:51:00.001-03:00</published><updated>2011-07-10T23:53:35.392-03:00</updated><title type='text'>A multa ou a morte?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_hMcbQfnjOwc/R_tiv0Aet6I/AAAAAAAAAEM/qfrXyiJFkZc/s320/banner_transito_seguro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_hMcbQfnjOwc/R_tiv0Aet6I/AAAAAAAAAEM/qfrXyiJFkZc/s320/banner_transito_seguro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;As autoridades do trânsito dizem que os motociclistas precisam respeitar os limites da própria segurança. Falam que os motociclistas tem que  respeitar o limite de velocidade, o uso capacete e os semáforos, etc. No entanto, fica difícil até mesmo para entender que muitos motociclistas desrespeitam a segurança no trânsito, em alguns casos, em prol da segurança pessoal e da moto. Em primeiro lugar, como é do conhecimento de muitos, transitar em determinadas zonas urbanas utilizando o capacete é um sério risco. Em comunidades, sobretudo, as dominadas pelo tráfico de drogas, agir com essa conduta é suicídio. Os traficantes mandam bala mesmo. Além disso, parar na sinaleira, a depender do horário e lugar, é pedir para ser assaltado e perder a moto. Nesses momentos, a aqueles que não estão habituados às leis arbitradas pelo mundo do crime, podem vir ao pensamento um dilema: a multa ou a morte? E essa escolha geralmente não admite erros, é melhor perder dinheiro com multas, ou, até mesmo perder a moto, do que perder a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5104397929705269811?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5104397929705269811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5104397929705269811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5104397929705269811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5104397929705269811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/07/multa-ou-morte.html' title='A multa ou a morte?'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_hMcbQfnjOwc/R_tiv0Aet6I/AAAAAAAAAEM/qfrXyiJFkZc/s72-c/banner_transito_seguro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-645751247353576185</id><published>2011-04-10T23:41:00.002-03:00</published><updated>2011-04-10T23:44:50.307-03:00</updated><title type='text'>Náufrago: um filme, um personagem, duas interpretações.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.caetano.eng.br/crashcomputer/pics/naufrago.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 145px;" src="http://www.caetano.eng.br/crashcomputer/pics/naufrago.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tudo que pode ser interpretado, a partir de um ponto de vista, é costumaz às mentes que habitam este início de século XXI, negar a existência de outras possibilidades. Talvez, aprisionados pelo egoísmo e pelo egotismo, os indivíduos, que são via de conceito, viceralmente, interconectados entre si, negam a inegável vocação deles para serem sujeitos coletivos, interdependentes, portanto, carentes de convívio social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como indivíduos, ao avistarmos uma imagem, a descrevemos de acordo com nossas próprias implicações pessoais, fortemente, influenciada pelo meio social a que pertencemos. Quem vê um filme, o descreve conforme o lugar que ocupa, na proporção dos significados que o atinge e o conduz, ao dialogar com a imagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assistir  “Náufrago”,  filme protagonizado pelo ator hollywoodiano Tom Hanks, pode-se germinar inúmeras idéias, que servirão para discussões sobre a lógica que norteia o cotidiano.  Pode-se tirar várias lições de vida dessa dramática produção fílmica. Cada cena pode presentear uma pessoa, a depender do contexto, dialeticamente amplo e específico, em que ela se situa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade, o desastre de avião, a ilha, o desespero, a solidão, a perseverança, assim como outros aspectos que refletem momentos do filme, podem ser tão pedagógicos quando as palavras de motivação, evocadas nas cenas iniciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, pode-se dizer que o filme é multi-uso, em termos de abordagens, quanto a valores, atitudes e consequências dessas atitudes. O personagem de Tom Hanks vive momentos que podem servir de exemplos, que ajudam a ilustrar de um lado, o perfil estratégico de uma empresa, que no caso é a FEDEX. Como também, demonstra que um indivíduo, muitas vezes, ao se entregar à filosofia de uma empresa, acaba pagando um preço muito alto, na vida pessoal, social e afetiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem dedicado ao propósito de eficiência da empresa, exímio controlador dos prazos de realização dos serviços, perde de vista, por muito tempo, o contato e o vínculo com amigos e com a noiva. Um colecionador de vitórias que sentiu o fel mais longo em que vivera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas adversidades ele passou, muitos aprendizados colecionou com isso. Foi dado como morto,  foi simbolicamente enterrado. Naquela ponto desconhecido do oceano, inventou a vida, para que continuasse a viver. Construiu laços, fez amizades, tudo, para não perder a razão, deu espírito ao um  objeto, a bola. A chamou de Wilson ( a sua marca), pintou-lhe os olhos, nariz e boca, com ele (Wilson), o personagem imaginário, solveu a dolorosa solidão.  Com ele, reuniu forças para resistir, para lutar em prol de um sonho, voltar pra casa e reatar os laços sociais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-645751247353576185?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/645751247353576185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=645751247353576185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/645751247353576185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/645751247353576185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/04/naufrago-um-filme-um-personagem-duas.html' title='Náufrago: um filme, um personagem, duas interpretações.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6838619579162295949</id><published>2011-03-21T02:17:00.002-03:00</published><updated>2011-03-21T02:21:47.078-03:00</updated><title type='text'>Namíbia, não!...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.brasildiario.com/imgNot/im/5/99775c137a24d14fb5555bbf692d633813004279834d82f4cfdc44e1.45921198.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://www.brasildiario.com/imgNot/im/5/99775c137a24d14fb5555bbf692d633813004279834d82f4cfdc44e1.45921198.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma peça teatral, várias vertentes de um tema, no mínimo, polêmico. Dirigida por Lázaro Ramos, a peça intitulada de “Namíbia, Não!” coloca em cena um assunto que está em alta nos círculos acadêmicos, a questão da “afrobrasilidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, as esferas governamentais tem aprovado projetos de inclusão e reparação social, que tem causado frisson quanto a sua real eficácia e objetivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Namíbia, não!”, conta-se a história de dois homens de origem afrodescente que se vêem confinados em um apartamento, para não serem presos e deportados, ou melhor, reconduzidos aos países de origem, em cumprimento a uma medida provisória de “reparação social”, promulgada pelo governo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas entrelinhas dos discursos e das cenas que se constroem durante o ato teatral, pode-se identificar diversos aspectos, inclusive, históricos da questão da afrodescendência, ou, da “afrobrasilidade”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meios de comunicação, ao logo dos últimos anos, vários debates tem sido promovidos, a respeito das cotas para afrodescendentes nas universidades públicas brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é realmente muito polêmico e provoca divergências, uma vez que os não afrodescendentes tem reclamado, até mesmo, juridicamente, de preconceito e discriminação contra eles. Mas a proposta teve boa adesão das universidades brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos defensores da causa afrodescendente no Brasil, veementemente, afirmam que essa medida não é discriminatória, mas, reparatória, pois, cria a possibilidade de amenizar os efeitos do período de escravatura no país, que gerou uma espécie de apartheid social no Brasil.&lt;br /&gt;Os negros, logo após a abolição da escravatura no país, ficaram excluídos de inúmeros direitos civis que possibilitassem quaisquer formas de inserção na sociedade. Na prática, foi como se eles tivessem sido considerados cidadãos de segunda categoria, sem direito à plena cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livres dos grilhões da senzala, mas, escravos de uma prisão ainda maior. Assim tem sido o processo de longos anos desde o fim da escravatura. Como exposto na peça teatral, não tinham o direito de estudar, nem de votar, o que os perpetuou-os como escravos. Não a escravidão de outrora, mas, uma nova forma de escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escravidão que não iria lhes permitir mobilidade social. Uma escravidão que os obrigavam a serem governados por aqueles que não os representam. Nessa escravidão, foram jogados e castigados até muito recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Namíbia, não!”, o aspecto da identidade afrodescendente é evocado. Ser negro e reconhecer-se negro é uma dicotomia que tem sido construída a partir da negação da identidade cultural desde os períodos escravocratas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso sobre identidade, de certa forma, é um chamamento à comunidade afrodescendente do Brasil para uma reflexão sobre identidade étnica e cultural, (des)construídas historicamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6838619579162295949?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6838619579162295949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6838619579162295949&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6838619579162295949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6838619579162295949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/namibia-nao.html' title='Namíbia, não!...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4915631693611443600</id><published>2011-03-21T00:13:00.003-03:00</published><updated>2011-03-21T00:29:14.784-03:00</updated><title type='text'>RESENHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0sPLi_Z6MV8/S5K9QSqrFiI/AAAAAAAAA_Y/OFDtfkoDku8/s400/We+are+Marshall+001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0sPLi_Z6MV8/S5K9QSqrFiI/AAAAAAAAA_Y/OFDtfkoDku8/s400/We+are+Marshall+001.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA: SOMOS MARSHALL (WE ARE MARSHALL). Diretor: McG. Interpretado&lt;br /&gt;Matthew McConaughey. País de origem: EUA. Gênero: Drama. Lançamento (EUA): 2007. Estréia no Brasil: 2008. Estúdio e Distribuidora: Warner. (DVD). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “Somos Marshall” (2008), conta a história de um time de jogadores futebol americano que saiu das ruínas para a glória. Uma equipe praticamente extinta que, a partir da mobilização coletiva, tornou-se competitiva e campeã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando temos visão e conseguimos encontrar significado naquilo que fazemos, o crescimento é uma consequência provável. Quantas vezes as circunstâncias fizeram um sonho nosso cair por terra? Quantas vezes fomos frustrados por um resultado inesperado, que nos fez ficar de luto? Quando isso acontece, muitas vezes, mergulhamos em um abismo do qual nos sentimos frágeis de mais para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, não é raro nos vermos como vítimas, como herança de uma tragédia. Toda a nossa existência antes da tragédia fica esquecida. Não importa se no passado tínhamos sido vitoriosos, a tragédia colocou isso além da nossa viseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi com Marshall. Um time de jogadores universitários que foi vitimado por uma tragédia de avião. O avião caiu e todos os jogadores que nele viajavam morreram. O único que não morreu foi um jogador que não havia viajado, por motivo de contusão. A Universidade Marshall ficou de luto. Acidade de Marshall ficou de luto. Uma nuvem negra a invadiu, apesar de, na verdade, ainda tenha se mantido preservada acesa uma pequena centelha de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que essa centelha crescesse e contagiasse a cidade, foi preciso um homem. Apenas, um homem. Para que na mais densa escuridão acendesse uma faísca de luz. Jack Lenghyel (McConaughey), sensível ao sofrimento da cidade, iniciou um processo de busca de parcerias para a reconstrução de Marshall. Liderou e coordenou um movimento em prol da reconstrução do time Marshall. Em prol, do resgate da autoestima e do orgulho dos cidadãos e cidadãos da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, quantas vezes, também, somos resgatados por uma palavra amiga, por um gesto fraterno, que nos impulsiona, que nos dá novo ânimo? Assim foi como Marshall. Foi preciso que alguém assumisse o comando do quartel abandonado. Foi necessário alguém com “olho clínico” para identificar os talentos e, também, o espírito elevado para que incutisse no grupo um propósito,um significado para a busca que se engendrava, para que viessem a se tornar de fato um time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso, sobre tudo, alguém para sacudir a poeira dos escombros e para lembrar que ainda era possível alcançar a glória, na materialização de um sonho coletivo.&lt;br /&gt;Na referida produção fílmica, é possível observar que, através da humildade, é possível alcançar a excelência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é somente com a ajuda de estrelas que se erguem troféus, que se concretiza o&lt;br /&gt;sucesso. Nem sempre é suficiente estar cercado dos melhores recursos. É preciso haver integração, comunhão, comprometimento. Ninguém faz nada sozinho, por mais individualista que seja a atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode até entrar em campo sozinho, mas, dentro do processo é possível encontrar pessoas que,também são fundamentais para que, ao entrar em campo, você possa desenvolver o melhor desempenho possível. No caso de um jogador de futebol, o sucesso dele é muito influenciado pelo desempenho do nutricionista, do preparador físico, do técnico, do presidente do clube, da torcida etc. A motivação dele, muitas vezes, está cercada de fatores que a elevam ou a colocam para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “Somos Marshall”, o sucesso dos jogadores não foi somente um mérito de quem entrou, diretamente, em campo, mas, de todas as pessoas que fizeram parte desse projeto. O sucesso foi alcançado porque os jogadores, o técnico, o preparador físico, o reitor da Universidade Marshall, a torcida, a camareira, o massagista, enfim, por todos que contribuiram para que a vitória fosse possível, assumiram o compromisso de reacender a chama da esperança e de caminhar em direção&lt;br /&gt;ao sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que acontece, muitas vezes em nossa vida. Sempre tem o técnico, a camareira, o preparador físsico, analogamente falando, que contribuem para que nós tenhamos êxito nas coisas que fazemos na vida. Infelizmente, nem sempre estamos maduros, com o espírito elevado, para reconhecer o valor daquelas pessoas que nos cercam e que contribuem para que possamos realizar um determinado propósito. Nem sempre vemos, nem sempre percebemos, aqueles que estão atrás do camarim, cuidando das coisas do espetáculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude disso, precisamos desenvolver a habilidade de enxergar as coisas de maneira sistemática, globalizada. Temos que nos educar para sermos “Marshall”, para sermos uma equipe coesa, consciente do sonho coletivo e do papel de cada um para que ele aconteça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser “Marshall” significa pensar coletivamente, agir coletivamente, desejar atender anseios coletivos e sentirse realizado com isso. Quando a vitória coletiva chega, você infla o peito e diz bem alto “Eu participei disso. ... Eu estava lá. Eu joguei nesse time”... É nessa hora, que percebemos a grandeza da obra que ajudamos a construir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pensa, o homem idealiza, mas, nada, absolutamente, nada, se formos investigar minuciosamente, ele realiza sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4915631693611443600?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4915631693611443600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4915631693611443600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4915631693611443600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4915631693611443600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/resenha.html' title='RESENHA'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0sPLi_Z6MV8/S5K9QSqrFiI/AAAAAAAAA_Y/OFDtfkoDku8/s72-c/We+are+Marshall+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4592434975149955527</id><published>2011-03-20T23:44:00.002-03:00</published><updated>2011-03-20T23:51:10.794-03:00</updated><title type='text'>Diálogos preliminares: o que é ser contemporâneo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.treebranding.com/blog/wp-content/uploads/networking-icon.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://www.treebranding.com/blog/wp-content/uploads/networking-icon.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser contemporâneo... O que seria realmente isso? Uma discussão sobre essa temática é tão irremediavelmente complexa que muitas pessoas podem dizer, conforme o clichê popular, que “Só Freud explica”. Outras, preferem se arriscar por esses mares revoltos, levando em consideração variadas hipóteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É trilhando nesse caminho que conseguem manter-se com os “pés no chão”. Leituras que tenho realizado nos últimos anos tem me ajudado nos diálogos tecidos com os frequentes acontecimentos e transformações que se protagonizam diariamente nas formas de se pensar e de se agir no mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas mudam em um ritmo cada vez mais rápido e, para não perder o “bonde da história”, é preciso estar em contínuo aprendizado. Para Paulo Freire, considerado um dos maiores filósofos da educação, inclusive em nível planetário, o ser humano é por natureza incompleto, por isso, ele sempre está na busca de aprender e realizar coisas novas, para ampliar horizontes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse viés, ao trazer essa idéia de contínua busca humana pelo desenvolvimento, podemos ter como um reflexo da contemporaneidade os acontecimentos do passado, isto é, aquilo que já foi, em algum momento da história contemporaneidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último século, por exemplo, pode-se ser perceber grandes avanços no campo das ciências, ainda que tais conhecimentos tenham, também sido utilizados de maneira inapropriada, negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A partir desse contexto, é possível realizar uma reflexão sobre o que é ser-contemporâneo. Percebe-se, por exemplo, que a contemporaneidade é um movimento do tempo, que está acontecendo e sendo marcado por mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leituras sobre contemporaneidade evidenciam-na colocando-a como sendo o gerúndio, o filete do tempo que denominamos de presente. Ela existe desde que o tempo é tempo. Ou melhor, desde que a humanidade passou a concebê-lo como tal. Ser contemporâneo aos olhos da atualidade, é dialogar com a realidade, de modo a conhecê-la da melhor maneira possível e assim desenvolver estratégias de adaptação/transformação aos/dos contextos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias atuais, ou seja, essa contemporaneidade viva em que nos situamos, refletem, conforme o pensamento de Sigmunt Bauman, os ares da pós modernidade, onde os diferentes dialogam entre si, transformando e se transformando a/pela dinâmica da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a isso, bem e mal se misturam; verdade e dúvida adquirem um status equivalente de importância, o que faz com que, nos discursos proferidos pelos estudiosos mais sérios, nenhuma delas seja descartada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mergulhar criticamente em estudos sobre a globalização das economias capitalistas, assim como, as implicações desse processo, em inúmeras dimensões, a exemplo de Milton Santos, pode-se concordar de que há, até certos limites, um deslumbramento, sobretudo, patrocinado e alimentado pelas ideologias de consumo, que introjetam nas pessoas um mundo fabuloso, onde a ilusão parece ser palpável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, através de estratagemas muito bem elaborados, os “agentes” do sistema capitalista, conseguem empurrar toda a sujeira produzida para debaixo do tapete. Conseguem a proeza de (re)significar a perversidade que praticam, tornando-a aceitável, normalizada, típica do cotidiano, fatalisticamente, inevitável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, através da perspectiva de Milton Santos, é emergente lutar por uma nova configuração para a Globalização. É preciso encontrar uma solução mais sustentável, ou, toda essa estrutura montada até os dias atuais, irá ruir e, provavelmente, em cima daqueles que se encontram deserdados das benesses do capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque, geralmente, na lógica capitalista, faz-se assim: privatiza-se os lucros e socializa-se os prejuízos. Na hora da crise, todos tem que ajudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos, o que se pode ouvir das autoridades governamentais é algo do tipo “pedimos a compreensão pelo momento difícil ao qual passamos”. Sem reconhecer que, num lance quase perpétuo, para a grande maioria, só existem momentos difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser contemporâneo, atualmente, é estar lançado em uma corrida desenfreada para conseguir acesso aos recursos, sejam eles financeiros ou culturais. Ser contemporâneo, implica em fazer parte de uma tribo, qualquer que seja a sua natureza. Significa estar em algum lugar dentro da geografia globalizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar em uma tribo, nesse contexto, significa seguir determinados objetivos, comportar-se semelhantemente ao grupo a que pertence, incluir-se ou excluir-se do mundo do capital.  É buscar o conhecimento a fim de alcançar determinadas posições de poder, ou, simplesmente, sobreviver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, nos dias atuais, em que a tecnologia se faz cada vez mais presente na vida das pessoas incluídas socialmente, por outro lado, aumenta cada vez mais a fila dos “refugos humanos”, dos desempregados e desabrigados das cidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, sobretudo, é um dilema em que se encontra grande parte das cidades espalhadas pelo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar em futuro mais adiante, é possível ficar horrorizado ao avistar no céu as nuvens negras da explosão provocada pelo colapso do sistema. E ser contemporâneo, enfaticamente, é pensar, hipotetizar e realizar projeções, como agora, do futuro. Talvez, essa seja uma das principais características dos habitantes dessa contemporaneidade viva, o olho voltado para o futuro. Não por uma questão de escolha, mas, pela exposição contínua a uma periclitante sobrevivência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4592434975149955527?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4592434975149955527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4592434975149955527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4592434975149955527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4592434975149955527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/dialogos-preliminares-o-que-e-ser.html' title='Diálogos preliminares: o que é ser contemporâneo?'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-114960477187739228</id><published>2011-03-19T15:47:00.002-03:00</published><updated>2011-03-19T15:50:57.955-03:00</updated><title type='text'>Folhas secas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5_lI0c9VPok/TTgvwcUrunI/AAAAAAAAAFU/EiP91WWoLkY/s1600/folhas+secas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 750px; height: 470px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5_lI0c9VPok/TTgvwcUrunI/AAAAAAAAAFU/EiP91WWoLkY/s1600/folhas+secas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***(POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS)***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais o canto dos pássaros à janela,&lt;br /&gt;Nem tampouco o cântico das cigarras ao anoitecer,&lt;br /&gt;Coisa rara, nessa barulhenta cidade,&lt;br /&gt;Onde os sons se misturam, todos falam e ninguém se comunica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais conversei comigo, apesar de conversar com o mundo pela Internet,&lt;br /&gt;Hoje mesmo, meus vizinhos postaram um recado no meu Orkut,&lt;br /&gt;O discurso falado, parece-me, em forte recessão,&lt;br /&gt;Pais já não sentam à mesa com os seus filhos, &lt;br /&gt;Filhos já não tem o mesmo respeito pela autoridade natural dos pais.&lt;br /&gt;Assim, o mundo segue mudando, rumo à desordem e a falta de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou apenas passado, diante de um presente tão vazio.&lt;br /&gt;Sou diferente, apesar de alheio à visão aos outros.&lt;br /&gt;Sou uma sombra na agitada multidão,&lt;br /&gt;Imperceptível ao olho clínico,&lt;br /&gt;Que cego, surdo e mudo, soluça lamuriosamente, &lt;br /&gt;diante da nauseante realidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fútil ri descarado para o excluído, &lt;br /&gt;Deixando na pia os restos de comida,&lt;br /&gt;Consumindo tudo o que o desejo pode devorar,&lt;br /&gt;Até mesmo sem precisar, não hesita em pagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que também perdi o caminho,&lt;br /&gt;Nunca mais fitei a praia ao amanhecer,&lt;br /&gt;Não mais vi o quebrar das ondas na areia, &lt;br /&gt;Não mais, as águas do mar apagando promessas de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto valor perdemos, quanto perdemos em viver...&lt;br /&gt;O céu, as estrelas, o sol, a chuva, tudo sobre o mesmo olhar vazio.&lt;br /&gt;Somos a expressão de um sorriso sem graça&lt;br /&gt;De quem ouviu uma piada de mau gosto e não teve coragem para falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos como uma árvore de folhas secas, &lt;br /&gt;Pronta para morrer murchamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo perdeu o sabor, as cores, a beleza esplêndida, esculpida pelo mistério.&lt;br /&gt;Agora, deitados na sarjeta, convivemos resignados com a mediocridade.&lt;br /&gt;Lamentando todos os dias, quando pisamos no chão, a perda da visão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos à beira da loucura, numa angústia solitária,&lt;br /&gt;Contidos na criatividade apodrecida,&lt;br /&gt;Respirando noites repetidas, ares pesados, ouvindo músicas de uma nota só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-114960477187739228?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/114960477187739228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=114960477187739228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/114960477187739228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/114960477187739228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/folhas-secas.html' title='Folhas secas.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5_lI0c9VPok/TTgvwcUrunI/AAAAAAAAAFU/EiP91WWoLkY/s72-c/folhas+secas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-780514396143110732</id><published>2011-03-06T21:17:00.001-03:00</published><updated>2011-03-06T21:19:10.085-03:00</updated><title type='text'>Falta açúcar, sobra doçura.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kWH7nJ7FX7o/TQiPwqDtEsI/AAAAAAAAE8E/p8Cl7Y7NKB8/s400/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o-doce%2B2%2B%2540.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kWH7nJ7FX7o/TQiPwqDtEsI/AAAAAAAAE8E/p8Cl7Y7NKB8/s400/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o-doce%2B2%2B%2540.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;Nos ambientes coletivos do cotidiano, independente de suas naturezas e finalidades, dá para fazer um deguste muito diversificado. Há pessoas de todos os tipos. Há pessoas doces e amargas. Há aquelas que carregam consigo, no dia-a-dia, a suavidade das frutas frescas. Outras pessoas, por sua vez, aparentam grande satisfação pelo cultivo do azedume. Com olhar sisudo e uma postura embrutecida, realizam um enorme esforço até mesmo para manifestar aos colegas o desejo de um bom dia. É comum a essas pessoas que o dia esteja, rotineiramente, às cinzas, num incessante luto, como se houvesse uma indispensável necessidade constante de se chorar e de tornar o acontecimento trivial em uma catástrofe. Ainda bem que nem tudo é amargo. Existem pessoas que tem o sol dentro de si, que são iluminadas, tão agradáveis quanto o aroma das rosas. Geralmente, costumam transmitir bons fluidos a todos que lhes cruzam o caminho, energia positiva. São, quase sempre, capazes de contagiar de bom humor o mais indiferente dos cidadãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-780514396143110732?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/780514396143110732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=780514396143110732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/780514396143110732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/780514396143110732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/falta-acucar-sobra-docura.html' title='Falta açúcar, sobra doçura.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kWH7nJ7FX7o/TQiPwqDtEsI/AAAAAAAAE8E/p8Cl7Y7NKB8/s72-c/cora%25C3%25A7%25C3%25A3o-doce%2B2%2B%2540.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2600878332216595329</id><published>2011-03-06T21:11:00.002-03:00</published><updated>2011-03-06T21:13:23.527-03:00</updated><title type='text'>Segundos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SdncxtD65NA/TRXiHVEwOMI/AAAAAAAAAnQ/yxRwXKoPIQE/s1600/8-segundos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 461px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SdncxtD65NA/TRXiHVEwOMI/AAAAAAAAAnQ/yxRwXKoPIQE/s1600/8-segundos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos. &lt;br /&gt;Um dia, um minuto, um segundo. É o que pode durar uma decisão. Uma fração mínima, insignificante de tempo, que pode custar, muitas vezes, dias, meses, anos, ou, até mesmo, uma perpétua e indigesta consequência. Uma decisão precipitada pode render um exílio distante e desconectado das pessoas mais próximas. Pela insensatez cometida, amarga-se intermináveis castigos e perde-se de vista o que de há de mais precioso na vida, o propósito, a direção e a trilha da liberdade. Em segundos, as flores murcham. Em segundos, as ondas do mar esvai toda a beleza transbordante na areia. Tem segundos que valem por uma vida. Outros, é melhor esquecer. Em segundos alguém pode ficar rico, pode lacrimejar de felicidade ou, simplesmente, cair na mais severa desgraça. Muita coisa é passível de acontecer em frações de segundos. Coisas boas ou ruins. Pode-se ganhar, ou, desastrosamente, perder a dignidade, a saúde e, até, a vida. Em segundos, aproveitamos, ou não, a oportunidade de viver plenamente, de realizar proezas, de atravessar oceanos e alcançar sonhos distantes. Assim, a distância entre o que somos e o que podemos ser, está sujeita a ser determinada em questão de segundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2600878332216595329?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2600878332216595329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2600878332216595329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2600878332216595329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2600878332216595329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2011/03/segundos.html' title='Segundos.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SdncxtD65NA/TRXiHVEwOMI/AAAAAAAAAnQ/yxRwXKoPIQE/s72-c/8-segundos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7400989056523348824</id><published>2010-12-31T23:16:00.002-03:00</published><updated>2010-12-31T23:21:28.256-03:00</updated><title type='text'>Lembranças de Guantánamo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i2.r7.com/data/files/2C92/94A3/2457/7537/0124/67E4/4AE5/2213/guantanamo-m-20091018.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 338px;" src="http://i2.r7.com/data/files/2C92/94A3/2457/7537/0124/67E4/4AE5/2213/guantanamo-m-20091018.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sempre muda a paisagem, ainda que algumas imagens insistam em permanecer. Ao longo de quase sete anos, várias experiências fincaram marcas difíceis de apagar.  Em Guantánamo a comunidade de prisioneiros, assim como a sociedade fora do presídio, estava dividida em grupos de influência e de poder de decisório. Pode-se dizer que lá na prisão existiam basicamente duas opções para de se incluir na coletividade. Em Guantánamo não tinha meio termo, ou se é amado, ou se é odiado. Os amados, apesar de serem iguais aos outros prisioneiros, possuíam prestígio junto aos agentes carcereiros. Eram tratados de maneira diferenciada. Possuíam Tv a cabo, visitas íntimas prolongadas, bebidas, etc. Já os odiados, em contrapartida, eram os opróbrios, exemplos da insignificância, os refugos humanos deportados para um ponto qualquer da Sibéria. Privados da liberdade e condenados ao esquecimento, tornaram-se invisíveis aos olhos da sociedade. Ninguém ouvia os gritos que rompia o silêncio da noite; ninguém percebia a sujeira e o mal cheiro das celas. Nesses anos, muitos desejaram sair do cativeiro. Alguns para mudarem de vida, outros para reeditá-la. Dos poucos que conseguiam respirar o ar da liberdade, alguns sempre acabavam perdendo a direção e acabavam regressando ao inferno prisional de Guantánamo. A liberdade também cobra o seu preço; sempre há o que dar em troca dela. Para os que voltavam, os castigos eram piores. O sangue e a carne viva, geralmente, ajudavam a caracterizá-los. Em Guantánamo era um consenso entre os prisioneiros: era muito difícil sair da prisão, mas, o mais difícil, ainda, era voltar. Se entrar em Guantánamo causa a sensação de ser enterrado vivo, regressar à  prisão, após breve e frustrada fuga, é como morrer lentamente, silenciado e sufocado, sem qualquer chance de despedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7400989056523348824?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7400989056523348824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7400989056523348824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7400989056523348824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7400989056523348824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/12/lembrancas-de-guantanamo.html' title='Lembranças de Guantánamo.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8341311166068700746</id><published>2010-12-11T23:36:00.003-03:00</published><updated>2010-12-11T23:42:34.273-03:00</updated><title type='text'>Podres poderes.</title><content type='html'>Apesar das nuvens, o sol brilha.&lt;br /&gt;Apesar das sombras, a esperança fervilha,&lt;br /&gt;Lá das nuvens, quando a chuva cai, a vida cresce,&lt;br /&gt;A luz prevalece, o sol brilha, fervilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do homem, homens prosseguem,&lt;br /&gt;Arrastando-se pelos caminhos tortuosos,&lt;br /&gt;De uma vida ingrata e sofrida, &lt;br /&gt;Longe dos olhos dos famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é consequência da morte,&lt;br /&gt;A morte é uma sequência da vida. &lt;br /&gt;Todos nascem para morrer,&lt;br /&gt;Outros morrem para ter vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pão para  comer,&lt;br /&gt;Nem lugar para guarida,&lt;br /&gt;Ninguém mais quer ver,&lt;br /&gt;Essa cena tão sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do homem, o homem vive.&lt;br /&gt;Lá embaixo dos escombros,&lt;br /&gt;De uma destruída humanidade,&lt;br /&gt;Fruto da desumana perversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais são mais sensatos, &lt;br /&gt;Matam apenas para viver, &lt;br /&gt;Os homens, reles estúpidos, ingratos, &lt;br /&gt;Bebem o sangue por prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ceifam a vida do ventre  livre,&lt;br /&gt;Condenando-o à exploração.&lt;br /&gt;Assim se nasce, assim se vive.&lt;br /&gt;Catando as migalhas do patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa do senhorio, comida farta na mesa, &lt;br /&gt;Enquanto grita bravio, o estômago vazio da serviçal,&lt;br /&gt;Que lamenta e chora noites a fio, &lt;br /&gt;Que os deuses a livre de tanto mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os podres  poderes que submetem, &lt;br /&gt;A mais indigna posição, &lt;br /&gt;Homens e mulheres condenados, &lt;br /&gt;A mais extrema humilhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podem conter a energia,&lt;br /&gt;Que emana dos corpos feridos, &lt;br /&gt;Pelo punhal da miséria, &lt;br /&gt;Agonizam, mas, resistem ainda os “vencidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por: Paulo André dos Santos -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8341311166068700746?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8341311166068700746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8341311166068700746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8341311166068700746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8341311166068700746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/12/podres-poderes.html' title='Podres poderes.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-1254018163134527707</id><published>2010-12-11T23:34:00.001-03:00</published><updated>2010-12-11T23:35:37.909-03:00</updated><title type='text'>RESENHA</title><content type='html'>REFERÊNCIA: TROPA DE ELITE 2: O inimigo agora é outro. Lançamento: 2010. Atores: Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, Milhein Cortaz. Participação: Seu Jorge. Duração: 116 min. Gênero: ação. Estúdio Zazen produções. Distibuidora: Zazen Produções. Direção: Tiago Marques. Música: Pedro Bromfman. Fotografia: Lula Carvalho. Direção de arte: Tiago Marques. Edição: Daniel Rezende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESENHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior sucesso de bilheteria da história do cinema brasileiro, o filme “Tropa de Elite 2”, traz uma perspectiva diferente da saga anterior. Aliás, como transparece o seu subtítulo (“O inimigo agora é outro”), a produção procura desmitificar e demonstrar que existe toda uma rede de poderes na relação de conflito entre polícia e crime organizado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protagonizado por Wagner Moura, o filme convoca à reflexão os espectadores, para a temática da violência, dos direitos humanos, envolvendo a polícia e o crime organizado.    Ao mesmo tempo, o filme procura mostrar que uma das consequência da corrupção política e policial, é o fortalecimento do mundo do crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme denuncia, de maneira contundente, os meandros da vida policial e política do país. Traz em cena a perspectiva criminosa das melícias, que são controladas por policiais corruptos ou ex-policiais. Por outro lado, deixa evidente a condição de exploração que se encontram os moradores de favelas controladas pelo tráfico de drogas, ou, pelos milicianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a esfera política nacional, a produção fílmica desnuda o esquema de “compra de votos”, que, por absurdo que possa parecer, ainda se constitui em uma estratégia muito utilizada para os políticos alcançares ou se perpetuarem no poder. Muito bem articulados, alguns “bandidos de gravata”, percebem, no contexto do filme, que é mais vantajoso para eles terem como aliados os criminosos que controlam as comunidades das favelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, em troca de votos, faz-se convênios secretos com o crime organizado. A história do filme é ficção, mas, a realidade não está longe disso. Casos recentes da história brasileira revelam que a associação de políticos ao crime organizado não é conto da carochinha.  A propina recebida por policiais e por políticos é uma realidade quase rotineira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, as organizações criminosas se fortalecem, com armas e com a conivência de agentes de um sistema que deveria atuar para defender a lei. Ao invés disso, preferem se tornarem sócios dos traficantes, cobrando dinheiro em troca de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente, infelizmente, que a problemática da criminalidade no Brasil é, muitas vezes, agravada não pela falta de recursos das polícias, mas, por uma distorção no comportamento dos agentes policiais e políticos diante da situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como verbaliza o Capitão Nascimento, o sistema é um organismo complexo, composto por elementos que, muitas vezes, mudam o curso de suas atribuições dentro do sistema, aproveitando-se do lugar que ocupam para realizar empreendimentos pessoais ou de outrem.  O problema do sistema, conforme encerra o filme está situado em suas diversas esferas, mas, principalmente, nas altas esferas políticas do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-1254018163134527707?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/1254018163134527707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=1254018163134527707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1254018163134527707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1254018163134527707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/12/resenha.html' title='RESENHA'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4511023461605892832</id><published>2010-09-26T00:33:00.002-03:00</published><updated>2010-09-26T00:36:02.304-03:00</updated><title type='text'>Proatividade estratégica.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_L1NDgp3sRqA/Slvku5zU09I/AAAAAAAAAFQ/4dtKogZm6OQ/s320/PROATIVIDADE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 272px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_L1NDgp3sRqA/Slvku5zU09I/AAAAAAAAAFQ/4dtKogZm6OQ/s320/PROATIVIDADE.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos atrás ser proativo era sinônimo de assumir responsabilidades. Uma pessoa com esse perfil, geralmente, agia com motivação e iniciativa, sempre que uma situação pedisse a solução de um problema atípico. Entretanto, equacionar situações problemáticas, em inúmeras circunstâncias, exige um dispêndio de consideráveis somas em dinheiro. Não raramente, gastos realizados para solucionar problemas ocasionava perdas sérias e, em alguns casos, irreparáveis, no potencial de investimento da empresa. Com isso, a capacidade de conservar a sustentabilidade e a autonomia financeira é afetada e, por fim, perde-se em competitividade, elevando o risco da não sobrevivência no mercado. Diante de uma economia globalizada onde a concorrência se faz cada vez mais acirrada, de modo que, indispensavelmente, maximizar os recursos financeiros torna-se um dos fatores críticos de sucesso do negócio. Nesse sentido, estar habilitado para “apagar incêndios” já não é mais suficiente. Ser proativo, nesses moldes, não garante o êxito de um empreendimento. É preciso atenuar os fatores que oferecem risco ao negócio. Para isso, é fundamental o desenvolvimento de um plano estratégico, que analise todas as variantes que impactam diretamente nos resultados do negócio. O problema, nesse sentido, existe antes mesmo de nascer. Com ressalva para casos fortuitos, relacionados a fatores externos à empresa, os problemas aparecem logo na fase de planejamento de um processo da empresa. Um planejamento mal feito já é mais de meio problema. Conseguinte, nesse contexto, o significado de proatividade precisa ser reconcebido, enriquecido, acrescentado pelo adjetivo da visão estratégica. Ou seja, ser proativo em consideração as demandas atuais do mundo empresarial, principalmente, em nível gerencial, deve ir muito além de possuir atitude. Ser proativo, na perspectiva atual quer dizer, também, possuir os pés no presente e com os olhos no futuro. Trata-se, não mais de uma proatividade focada estritamente na autonomia para a iniciativa, mas, de uma proatividade estrategicamente visionária, em que cada passo é pensado e planejado. Em suma, uma capacidade de ação e resiliência tal concebida, que permite um processo mais seguro e acertado de adaptação às mudanças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4511023461605892832?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4511023461605892832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4511023461605892832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4511023461605892832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4511023461605892832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/proatividade-estrategica.html' title='Proatividade estratégica.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_L1NDgp3sRqA/Slvku5zU09I/AAAAAAAAAFQ/4dtKogZm6OQ/s72-c/PROATIVIDADE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4680956301325714634</id><published>2010-09-18T21:42:00.002-03:00</published><updated>2010-09-18T21:45:00.671-03:00</updated><title type='text'>O impacto das mudanças organizacionais nos stakeholders.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.obm-consultoria.com.br/OBM%2002.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 373px; height: 303px;" src="http://www.obm-consultoria.com.br/OBM%2002.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os ventos mudam de direção, é preciso ajustar as velas. Um navegador sabe muito bem disso. Sabe que para chegar ao destino terá que cuidar para que certos problemas não aconteçam. Semelhantemente, acontece no processo gerencial das empresas modernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma questão de sobrevivência, torna-se um requisito ter uma visão de futuro e a habilidade necessária para equilibrar e conduzir o “barco” em direção ao caminho da prosperidade. Nesse mercado competitivo, é fundamental dominar a “arte da prudência”, ou, melhor que isso, é preciso consolidar o hábito de ser prudente. E ser prudente, na contemporaneidade, tem como um de seus pressupostos, a capacidade de adaptação às mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que há uma mudança na concepção do ambiente organizacional, a depender do ritmo em que elas se procedem, o impacto pode vir a ser muito desastroso. São muitas as pessoas que podem ser afetadas de maneira direta, ou, indiretamente, por uma mudança no quadro organizacional de uma empresa. A essas pessoas, que podem ser de natureza física ou jurídica, costuma-se chamar, nos círculos de administração, de stakeholders.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ou seja, todos os envolvidos que influenciam as ações e resultados da organização, e por eles são influenciados. Nesse sentido, cabe destacar, em termos de mudanças organizacionais, os colaboradores. Por que, junto a outros stakeholders do ambiente interno das organizações, são em muitos casos, os primeiros a serem afetados por esse movimento nos arranjos das empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Hunter (2005) “...A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e  nos força a fazer as coisas de modo diferente, o que é difícil.”. Desse modo, pode-se inferir que o processo de mudança precisa ser conduzido de maneira criteriosa, cercada de muitos cuidados, para que as pessoas, inseridas no processo, sintam o menor desconforto possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atender a essas necessidades, a partir de uma visão sistêmica, é imprescindível aos gestores analisarem a conjuntura ambiental e, sobretudo, identificarem as atividades do processo organizacional que solicitam melhorias. Os problemas precisam ser identificados e sanados, preferencialmente, antes que venham a ser tornarem críticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, partindo da premissa de existe uma forte interdependência entre as áreas e as sub-áreas das empresas, ainda que a estrutura organizacional permita um confortável grau de autonomia das áreas, um problema crítico em uma área pode assumir um caráter epidemiológico, alastrando-se para outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema, originalmente, é sempre um problema, mas, isso não quer dizer que, sem ser submetido ao devido tratamento, ele não venha a se tornar uma legião de problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo disso, pode-se citar a questão do acesso a uma educação de qualidade. Uma pessoa que não teve a oportunidade de vivenciá-la terá, possivelmente, ao longo da vida, em decorrência disso, muitos problemas. É possível, que não terá facilidade para conseguir um emprego valorizado pela sociedade, que não terá acesso fácil a um plano de saúde de ampla cobertura. Entre muitas coisas, de maneira geral, as suas condições de vida serão muito limitadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogamente, pode-se levar em consideração isso, para o contexto empresarial. Ou seja, em termos de competitividade, uma empresa, por exemplo, que não consegue se estabelecer, não tem a sua marca valorizada. Nesse caso, possivelmente, terá dificuldades em firmar parcerias, para vender os seus produtos e para viabilizar-se no mercado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4680956301325714634?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4680956301325714634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4680956301325714634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4680956301325714634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4680956301325714634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/o-impacto-das-mudancas-organizacionais.html' title='O impacto das mudanças organizacionais nos stakeholders.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8998660558793755802</id><published>2010-09-18T21:40:00.002-03:00</published><updated>2010-09-18T21:41:23.327-03:00</updated><title type='text'>As eleições e a culinária.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eleicoes2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://www.blogdacomunicacao.com.br/wp-content/uploads/2010/08/eleicoes2008.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos &lt;br /&gt;Para quem não captou o significado de cidadania, o momento sublime dessa condição está no pleito eleitoral. Participar das eleições votando pode ser comparado ao processo de preparo de um quitute pela cozinheira. Não basta colocá-lo no fogão e acender o fogo. Para que o quitute fique realmente pronto, é preciso mais do que isso. É necessário acompanhar o seu cozimento, regulando a temperatura e o tempo ideal, de modo que ele tenha o resultado esperado. Ou seja, espera-se que, se bem preparado, ele se torne um alimento saudável e saboroso. Analogamente, esse processo pode ser identificado na participação dos eleitores no processo eletivo dos representantes políticos. É preciso cumprir o dever de casa antes e depois de votar em um candidato a cargo político. Inicialmente, é preciso analisar a conjuntura das eleições, estudando os partidos políticos e os candidatos, dentro do contexto histórico e os seus discursos no momento pré eleições. Deve ser verificado que interesses os candidatos defendem. Isso é possível de ser feito através do acompanhamento do modus operandi, a respeito dos princípios legais e éticos. Em outras palavras, faz-se necessário, como cidadãos, fiscalizar as ações dos candidatos eleitos e identificar se estão cumprindo as promessas de campanha. Afinal, o resultado obtido ao longo de uma gestão governamental tem certa dependência do grau de amadurecimento político dos cidadãos. Se esse amadurecimento não está consolidado, as promessas de campanha estão propensas a sumir tão rápido quanto fumaça. Por outro lado, se em uma sociedade está consolidada no povo o sentido pleno do que é cidadania, o manjar estará pronto e a mesa estará farta e diversificada. O direito é sempre resultado das lutas estabelecidas no exercício da cidadania. Ele produz a cidadania e por ela é produzido. Os deveres representam o outro lado da balança. São a contrapartida que devemos oferecer para que os direitos de outras pessoas sejam viabilizados. Como deve existir no âmbito da culinária, para que a harmonia de ingredientes gere algo aprazível de saborear, assim também deve ser o exercício da cidadania, um equilíbrio constante entre direitos e deveres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8998660558793755802?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8998660558793755802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8998660558793755802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8998660558793755802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8998660558793755802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/as-eleicoes-e-culinaria.html' title='As eleições e a culinária.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-19753323254862581</id><published>2010-09-07T22:41:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T22:45:14.174-03:00</updated><title type='text'>Linha de fogo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://alunos.alfacoop.co.pt/medalt/wp-content/uploads/2009/01/200722041326-19714.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 300px;" src="http://alunos.alfacoop.co.pt/medalt/wp-content/uploads/2009/01/200722041326-19714.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois pólos antagonistas, uma silenciosa guerra, um observador solitário. Ele não está muito longe do confronto. Na verdade, encontra-se mergulhado no confronto, dentro dele, no entanto, inerte e perplexo. Em estado de choque, somente observa os fatos, sem querer acreditar no que se apresenta a sua frente, não sabe o que fazer. Não sabe se corre, se grita, ou, se se esconde. Na linha de fogo, a vida dele é o que está em jogo, por isso, uma decisão precipitada por custar muito. As facções criminosas rivais trocavam tiros entre si, as pessoas corriam, fechavam os estabelecimentos comerciais e trancavam as casas. E o observador, ainda ali, imóvel, um alvo em potencial. Para não ser atingido, precisava sair dali rapidamente. Não havia aonde se abrigar por perto. Sobrava-lhe uma única alternativa: o esgoto. Estava bem em cima de uma tampa de bueiro. Ao levantar a tampa do bueiro, veio-lhe uma rápida reflexão, pensou nas circunstâncias. Curiosamente, justo no momento em que a realidade parece-se com o inferno, a única solução possível que lhe resta é o esgoto, onde geralmente, abrigam-se ratos e baratas. Por que a solução veio ironicamente de um local tão repugnante? E como não existia outras alternativas, não havia muito o que pensar. Dessa maneira, desceu rapidamente. Ainda dois dias depois do ocorrido, analisando a situação, recôndito em casa, o observador conclui que momento crítico vivenciado lhe rendeu um aprendizado: a solução para um problema, algumas vezes, virá do local menos provável. O convencional, nesse sentido, em uma situação de emergência, pode dar lugar à criatividade e ao improviso. Desse modo, até mesmo no sólo hostil podem frutificar belas idéias, seja pela emotiva intuição, seja pelo raciocínio lógico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-19753323254862581?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/19753323254862581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=19753323254862581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/19753323254862581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/19753323254862581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/linha-de-fogo.html' title='Linha de fogo.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5667405921226931574</id><published>2010-09-04T12:39:00.006-03:00</published><updated>2010-09-04T12:52:33.091-03:00</updated><title type='text'>Capitalismo e intolerância.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3u4y8HbpXRc/SyqorGUt93I/AAAAAAAAAzg/ZvjTUJEtwSM/s320/intolerancia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 236px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3u4y8HbpXRc/SyqorGUt93I/AAAAAAAAAzg/ZvjTUJEtwSM/s320/intolerancia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo por essência é intolerante as demandas humanas. Competição e vitória acabam resultando em uma tragédia silenciada. Em um rol de mil pessoas, por exemplo, numa competição, somente algumas dezenas saem estasiados com a vitória. São eles os únicos que irão aparecer nas fotos. A grande imensa maioria são condenados à derrota e ao esquecimento. Como não se pode entender por injusto que o sorriso de alguns custa a frustração de uma grande quantidade de pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito do capitalismo é a luta, a superação de outros seres humanos. Pior, não é, necessariamente, uma escolha, mas, muito mais, uma compulsória necessidade de sobrevivência. Que se nega a vencer é vencido por WO. Além disso, as condições de competitividade são muito desiguais, as oportunidades são desiguais. A intolerância de um Sistema alimenta e patrocina a intolerância entre as pessoas que estão subjugadas a esse Sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Individualismo e consumismo, como pilares do capitalismo revelam-se como um câncer para a saúde das relações humanas. Os que tem capital para satisfazer os desejos de consumo não querem repartir com os que não tem. Os que não tem, condenados a consumir imagens pela Tv, sente-se humilhados, esquecidos, sem-valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor para os que estão inseridos na cultura do capitalismo é medido pelo que se tem e, infelizmente, não pelo que se é enquanto ser humano. Assim, dentre os excluídos surgem aqueles que não aceitam a condição de não ser, por que, para eles, não ter é essencialmente, não ser. Muitos deles, sem oportunidades de acesso ao "céu" (o mundo do trabalho e do dinheiro), acabam aceitando ser operários do crime, pois, muitas vezes, não conseguem enxergar outra opção, outra alternativa que lhes permitam sair do "inferno" em que se encontram (sem renda, sem comida, sem saneamento básico etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem muitas vezes, que esse é um caminho sem volta, mas, optam por ele ao invés de permanecerem onde estão: na "caldeira do diabo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar em que se encontram, muitas vezes, não lhes permitem contemplar o "sol" e, desse modo, imersos nas "trevas", acabam se apoiando em qualquer coisa em que conseguirem encontrar à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, uma escolha, nesse contexto, não reflete, necessariamente, uma escolha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5667405921226931574?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5667405921226931574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5667405921226931574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5667405921226931574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5667405921226931574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/capitalismo-e-intolerancia.html' title='Capitalismo e intolerância.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3u4y8HbpXRc/SyqorGUt93I/AAAAAAAAAzg/ZvjTUJEtwSM/s72-c/intolerancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5376413743076133783</id><published>2010-09-02T01:15:00.003-03:00</published><updated>2010-09-02T01:17:05.747-03:00</updated><title type='text'>O banquete do faminto.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SrEi8nW3VlI/SodboiuKWHI/AAAAAAAACRQ/r-_6unG3OOg/s400/o+banquete+dos+famintos+1915.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 314px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SrEi8nW3VlI/SodboiuKWHI/AAAAAAAACRQ/r-_6unG3OOg/s400/o+banquete+dos+famintos+1915.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pés atados,&lt;br /&gt;Não verás o mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pela cidade,&lt;br /&gt;Entre cidadãos apressados,&lt;br /&gt;Correndo, apertados,&lt;br /&gt;Atenção é raridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custa caro cinema,&lt;br /&gt;Diário da vida real,&lt;br /&gt;O ingresso é pão, é merenda,&lt;br /&gt;Boa vontade alheia,&lt;br /&gt;De alguém que se afetou com a cena,&lt;br /&gt;Do mísero mendigo Sobral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E das sobras ele vive,&lt;br /&gt;De um resto escarnecido,&lt;br /&gt;Do prato sujo do restaurante,&lt;br /&gt;Que mais parece banquete servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5376413743076133783?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5376413743076133783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5376413743076133783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5376413743076133783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5376413743076133783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/09/o-banquete-do-faminto.html' title='O banquete do faminto.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SrEi8nW3VlI/SodboiuKWHI/AAAAAAAACRQ/r-_6unG3OOg/s72-c/o+banquete+dos+famintos+1915.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6431699297530996721</id><published>2010-08-18T00:06:00.002-03:00</published><updated>2010-08-18T00:12:39.372-03:00</updated><title type='text'>Para o dia nascer feliz.</title><content type='html'>Por: Paulo André dos Santos. &lt;br /&gt;Curiosamente, foi justo na escuridão de uma fria noite, que a assimilação de uma série de eventos me permitiu enxergar a grandeza da luz introspecta mergulhada na essência de cada um de nós. Somos como o sol: podemos brilhar e trazer luz e vida sobre nós. Também, possuímos dessa energia o suficiente para iluminar o ambiente, contaminando positivamente outras pessoas. A luz a que me refiro é o ponto culminante de nosso processo de autodescoberta. Ou seja, a luz é o que viabiliza a felicidade, a autorealização. A luz é o conhecimento de si mesmo, um requisito primeiro elegido por Sócrates na antiguidade para alcançarmos a sabedoria. Como ele próprio enunciou, “Conhece-te a ti mesmo”. E toda vez que nos descobrimos, aprendemos, conforme Shakespeare , que a vida possui um inestimável valor. E, por isso, nós representamos um grande valor diante da vida. Muitas vezes, levamos longos anos para descobrir isso. Aliás, há pessoas que passam literalmente pela vida sem descobrir. É verdade. A vida passa muito depressa quando ficamos aprisionados no tempo, seja nos fatos do passado, ou, tentando alcançar com as mãos um imaginário futuro. O viver, no sentido verbal da palavra, na vida real, implica em não negligenciar a conjugação do tempo presente, pois, sem ele não se constrói um bom passado, nem tampouco se firma as esperanças e os planos em relação ao futuro. O que mais importa é o aqui e o agora! Carpe diem . Traduzindo...aproveite o dia. Não se esqueça de que o tempo passa mais rápido do que você percebe. Eu fui lembrado disso por Mr. Mascarenhas . Com ele aprendi que “nenhuma crença que alguém tenha sobre você pode ser maior (e mais forte) do que a crença que você tem sobre si mesmo”. Afinal, quem acreditará em você se você próprio não se valoriza. Ainda que o céu do dia esteja completamente preenchido pelo cinzento nublado, o sol sempre estará brilhando. Nós somos únicos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6431699297530996721?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6431699297530996721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6431699297530996721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6431699297530996721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6431699297530996721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/08/para-o-dia-nascer-feliz.html' title='Para o dia nascer feliz.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6117932864235067618</id><published>2010-07-12T00:24:00.001-03:00</published><updated>2010-07-12T00:26:47.646-03:00</updated><title type='text'>Crônicas da Copa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://11arte.files.wordpress.com/2010/04/copa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 625px; height: 409px;" src="http://11arte.files.wordpress.com/2010/04/copa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;A cada quatro anos, o mundo gira em torno do futebol. Cerca de trinta e dois países entram na disputa pela tão sonhada taça de campeão mundial. Em casa, milhões de patriotas torcedores roem as unhas, na expectativa de que seu país faça uma boa campanha – o futebol tem seus encantos. Aliás, nenhum esporte, talvez, produza tanta audiência nas transmissões televisivas. Realmente, um evento esportivo da magnitude da Copa do Mundo de Futebol é bastante rentável. Muito dinheiro escorrega pelo duto do mercado futebolístico. Cifras astronômicas são geradas a partir da publicidade singular da Copa. Grandes empresas multinacionais investem vultosos recursos, a fim de potencializar as vendas. E vendem muito, senão não gastariam tanto com publicidade. A Copa é interessante enquanto evento esportivo, mas, mais do que isso, é muito importante, também, como “mina de ouro”, pois, oferece às empresas a oportunidade de ampliar substancialmente os seus lucros. Com tanto dinheiro rolando pelos bastidores, a suspeita sobre manipulações de resultados é presente nos segmentos mais críticos da sociedade. Aliás, muitos, já céticos, preferem a indiferença diante do referido evento, dada a convicção sobre o seu cunho ideológico. Referem-se à Copa como um “circo” montado para as massas, a fim de desocultar a realidade e lhes proporcionar uma ilusória e momentânea esperança. Por outro lado, não dá para negar a Beleza do futebol. Os lances ontológicos, os dribles desconcertantes, as defesas milagrosas, fazem do futebol o esporte mais popular do mundo. Sendo, na Copa do Mundo, um motivo para se colocar em cena o sentimento nacional, refletindo, de certa forma, os anseios de cada povo. Durante a Copa do mundo, o mundo gira em torno da bola. Na verdade, a bola é o mundo, a razão existencial de todos estarem a acompanhá-la: os jogadores, os torcedores no estádio, os telespectadores etc., todos, enfim, envolvidos emocionalmente na competição, gritando, reclamando, sugerindo medidas necessárias ao sucesso de sua Seleção. Nesse meandro, um ganha, outros perdem, mas, continua ainda acesa a chama da esperança para a próxima edição do evento. Após quatro longos anos, tudo começa de novo, ressurge a esperança, da própria realidade, a grande maioria refugia-se nela para que possa existir, pelo menos, como povo. A comunhão e o entusiasmo dos torcedores volta a empurrar a Seleção rumo às vitórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6117932864235067618?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6117932864235067618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6117932864235067618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6117932864235067618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6117932864235067618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/07/cronicas-da-copa.html' title='Crônicas da Copa.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7619912454912603931</id><published>2010-07-12T00:18:00.001-03:00</published><updated>2010-07-12T00:20:59.376-03:00</updated><title type='text'>O charlatão, o vigarista e o estelionatário.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blablablafotos.kit.net/dc02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 534px; height: 361px;" src="http://www.blablablafotos.kit.net/dc02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;Desde que o mundo é mundo sempre existiram pessoas desprovidas de qualquer dignidade, que ganham a vida explorando a ingenuidade e as crenças da população. Hoje, é preciso tomar muito cuidado com pessoas desse tipo. Charlatão, vigarista, estelionatário,... independente do nome que se dê, milhares de pessoas são vitimadas todos os anos. Há enganadores de toda natureza: vendedores de curas milagrosas, de produtos que não funcionam, de terrenos no mar, etc. Na maioria das vezes, as suas vítimas são anciãos, principalmente. Geralmente, pessoas de baixa escolaridade, que são enganados, sofrendo, muitas vezes, prejuízos irreparáveis em seu patrimônio. Em alguns casos, sendo expostas a riscos de morte – no caso, por exemplo, de remédios à base de farinha. O pecado capital desses falsários é que se acostumando em realizar tramóias acabam ganhando excessiva confiança, deixando de precaver-se dos riscos de serem desmascarados. O mal do esperto é que ele acaba se convencendo de que somente ele é esperto, os outros são uns otários. Nesse momento é que a casa cai, o meliante acaba preso, quando antes, não recebe uma sova dos populares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7619912454912603931?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7619912454912603931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7619912454912603931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7619912454912603931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7619912454912603931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/07/o-charlatao-o-vigarista-e-o.html' title='O charlatão, o vigarista e o estelionatário.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5500859398038793278</id><published>2010-06-24T23:18:00.002-03:00</published><updated>2010-06-24T23:26:26.623-03:00</updated><title type='text'>RESENHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://franci23.files.wordpress.com/2009/02/batendo-o-martelo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 293px;" src="http://franci23.files.wordpress.com/2009/02/batendo-o-martelo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;12 homens e uma sentença&lt;/span&gt;. Direção: Sidney Lumet. Produção: Henry Fonda e Reginald Rose. Produtor associado George Justin (Orion-nova). Intérpretes: Lee J. Cobb; Ed Begley e E. G. Marshall; Jackwarden; Martin Balsam; John Fiedler; Jack klugman; Edward Binns; Joseph Sweeney; George Voskovec; Robert Weber. História e Roteiro de Reginald Rose. Gênero: Drama. Estados Unidos: Orion-Nova, 1957. 1 DVD (96min).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RESENHA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “12 homens e uma sentença” (1957), estrelado por Henry Fonda, é colocado em evidência os bastidores de um julgamento cujo caso refere-se a um homicídio. Trata-se, mais especificamente, da história de um jovem acusado de por fim a vida do próprio pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao analisar a produção fílmica com um olhar sobre a visão de conhecimento que admite a verdade como absoluta, é possível compreender o perigo que ela representa para a condição humana. No filme, a distância entre culpado e inocente definido pelo julgamento crime é capaz de colocar nas mãos de seres humanos a decisão sobre a vida (ou morte) de um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história que se desenrola, a verdade se torna, graças à oportunidade de um debate, passível de ser relativizada. A verdade, enunciada no filme, torna-se o fruto do compromisso coletivo com a justiça. Ela passa a ser o resultado, sobretudo, de uma postura ética diante da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o referido filme, inicia-se com a determinação do Juiz, que encomenda a análise do caso em questão pelo Júri. Aliás, o filme dirigido por Sidney Lumet se passa, a exceção de três minutos de projeção inicial e de um ligeiro final, exclusivamente, em uma sala de júri. Trata-se como dito antes, de um caso de homicídio de um homem, cujo acusado em julgamento é o próprio filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que as pessoas que compõem o Júri se reúnem para deliberar sobre o julgamento, fica latente que o caso em questão é visto com um certo descompromisso e é, praticamente, tido como encerrado pela grande maioria dessas pessoas, que votam pela condenação do réu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, entre os integrantes do Júri, um homem – sim, um único homem foi contra tal condenação. Foi contra a verdade que ali, naquele grupo de pessoas, era aceita. Esse homem foi indispensável ao parecer do Júri, representando, diante da maioria, a contradição que permitiu um consenso mais seguro para o caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento primeiro, ainda era um contra onze. Haviam onze pareceres, inicialmente, em que o consenso (a verdade) era, ainda, a condenação. Em determinado instante, entretanto, quando via-se divergente de uma esmagadora maioria (11 a 1), o personagem da reviravolta sugere a necessidade de uma discussão sobre o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante lembrar que no filme, consoante a lei que regeu o caso, o parecer do Júri tem que ser unânime. Nesse caso, somente foi admitido um parecer, cuja votação tivesse sido, nesse contexto, por 12 a 0. Ou seja, fundado no espírito da lei, não se poderia estabelecer, no caso referido, um parecer em que houvesse discordância de, pelo menos, um membro do Júri. Além disso, caso condenado o réu, de acordo com o Juiz, seria levado a cadeira elétrica. Conseguinte, em específico, não era possível conceder o perdão através do pedido clemência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudar os discursos do filme, percebo que durante o momento da investigação do crime não houve rigor científico pela parte da equipe de perícia da polícia. Posso supor, ainda, que, a exemplo dos momentos iniciais da reunião do Júri, a equipe de investigação avaliou o caso com certo preconceito ou descaso, uma vez que, o réu em questão era de família pobre, cujo pai o tratava com violência. O jovem – ainda em conformidade com a visão expressada por alguns integrantes do Júri – era o retrato do jovem contemporâneo: rebelde, anárquico, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, também, o preconceito inicial da maioria dos integrantes do Júri – sem mencionar os interesses imediatos -, é um fator que, de certa forma, prolongou a sessão. Enquanto um estava apressado para terminar a reunião, expressamente, por causa de Jogo, um outro queria resolver logo o veredicto para tocar os negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem, como dito antes, no entanto, foi capaz de mudar, sob a mediação do relator, o curso do julgamento, atraindo, através do diálogo, o interesse e a participação dos demais componentes do Júri. Esse homem foi o portador da dúvida necessária para se chegar a um resultado diferente do inicial, para o caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, percebo que a “muralha” da verdade estabelecida pelos argumentos das testemunhas começam a ruir. Durante a discussão crítica os integrantes do Júri vão identificando lacunas nas provas que, gradualmente, derrubam o seu caráter incontestável. A arma branca utilizada, os acontecimentos e as testemunhas passam a serem alvo de desconfiança pelo Júri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de várias simulações (reconstituições) da cena do crime, conduzido pelas argumentações que vão emergindo, o Júri finda a reunião reconhecendo que o réu é inocente, visto as discrepâncias descobertas nos elementos do caso que, reunidos, constituem a prova. Ou seja, um caso jurídico que parece definido, observando-se a quantidade de evidências, vê-se num grande revés, transformando culpado em inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa análise, pode-se dizer que não existe verdade absoluta, mas, uma verdade aceita pela maioria absoluta de um determinado contexto, sustentada por uma teoria científica ou não. A verdade, desse modo, não pode ser vista como imutável, inatingível e absoluta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saber sempre se revela como poder. A verdade é imposta por um determinado núcleo de poder, o discurso da promotoria de acusação (no caso do filme), que, aproveitando-se da apatia da defesa, acredita-se, influenciou fortemente a opinião dos jurados. Nesse meandro, conforme a inferência da centelha dialética do Júri (o problematizador da verdade), o advogado de defesa não procurou questionar as evidências das provas, negando a sua veracidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que eram tecidas análises pelo Júri, foi se percebendo a necessidade de “regressar” à cena do crime, para buscar os vestígios do acontecimento que não ficaram claros. Quando as dúvidas começam a serem esclarecidas (ou lançadas), o coro em prol da vida (inocência do réu) foi crescendo em adesão, até que o parecer do Júri, finalmente, considerou o réu inocente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pede, ao fim desta análise fílmica, é a cumplicidade com a dúvida, com o cuidado científico na ética e no diagnóstico de um determinado objeto ou circunstância. É preciso ter cuidado com a vida, é preciso respeitar e amar a vida. Na hora de julgar os outros é sempre leal se perguntar “E se fosse eu?”, pois, como mencionara Confúcio, “Não faça aos outros o que não queres que te faças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade dogmática, apesar de, historicamente, ter servido, também, ao desenvolvimento humano, é, também, uma das principais responsáveis da tragédia humana. Desastre que é capaz de fazer de humanos, animais primitivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instante em que a verdade deixa de ser absoluta, começa a ser relativizada. Desse modo, torna-se autorenovável, aberta a outras possibilidades, que, ao  mesmo tempo que oferece novas perspectivas, permite um ajustamento com a realidade dada. A verdade relativa desmitifica a certeza, a convicção. Com isso, torna-se autocorretiva, vigilante de si mesma.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a experiência de contemplação crítica do filme em abordagem, convida-nos a refletir sobre a maneira como vemos e julgamos o mundo. Parafraseando uma das passagens do filme, podemos dizer que nem sempre vemos o que está a nossa frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo quando o personagem de Nietzsche, em “Quando Nietzsche chorou” (2007), quando diz que o inimigo da verdade não é a mentira, mas, as convicções. Estas não podem existir sem uma visão de mundo em que prevaleça o dogma, a verdade absoluta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Finalmente, vale destacar a atuação do personagem estrelado por Henry Fonda. Ele foi fundamental, como já referido antes, para o desenrolar final da história. Como afirma Nietzsche (1999), “...desconfiai de todos os que sentem poderosamente o instinto de castigar!...”. Foi essa linha que seguiu o personagem do referido ator. Ele observou algo além do crime. Conseguiu perceber, principalmente, que posição dos demais integrantes do Júri estava sendo muito influenciada pelas implicações imediatas de cada um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem em questão foi para a produção fílmica um símbolo de sensibilidade, sagacidade e inteligência. Provavelmente, características fundamentais que precisam fazer para de qualquer discussão em Júri, em que o destino e, muitas vezes, a vida de pessoas está na “mesa de tabuleiro”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5500859398038793278?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5500859398038793278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5500859398038793278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5500859398038793278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5500859398038793278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/06/resenha_24.html' title='RESENHA'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2416670495245121613</id><published>2010-06-24T23:06:00.003-03:00</published><updated>2010-06-24T23:17:24.817-03:00</updated><title type='text'>RESENHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.olhares.com/data/big/189/1891904.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 750px; height: 498px;" src="http://i.olhares.com/data/big/189/1891904.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA: O nome da rosa. Direção: Jean Jacques Arnnaud. Produção: Berno Eichinger. Baseado no livro de Umberto eco “The name of the rose”. Estrelado por Sean Connery e F. Murray Abraham. Gênero: suspense. Estados Unidos: Costantin Film Produktion GmbH, 1986. 1 DVD (131min).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESENHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um crime, um mistério, influência do demônio ou uma conspiração religiosa? Desse modo começa a história do filme, recheado de segredos escondidos a sete chaves. Inspirado na obra de Umberto Eco, o gênero fílmico de suspense “O nome da rosa” (1986) convoca o espectador a mergulhar nessa história intrigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com a morte do irmão Adelmo. Encontrado morto em um penhasco, a ordem religiosa levanta a suspeita de uma influência demoníaca. Para solucionar o caso, solicitam a ajuda do clérigo detetive Guilherme de Baskerville (Sean Connery).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adepto da filosofia aristotélica, Guilherme, ao contrário dos sacerdotes, nega-se a embasar a opinião na perspectiva religiosa. Prefere seguir a linha dos fatos a partir da razão. Diante disso, após as primeiras observações o personagem representado por Connery conclui sobre a morte do irmão Adelmo, chegando a confirmar como motivo da morte o suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, novas mortes vão acontecendo, como a morte de Venâncio, tradutor de grego e dedicado estudioso da obra Aristotélica, que, até dias atrás, mantinha relações muito próximas com Adelmo (a primeira vítima). Perspicaz, o detetive segue o rastro das pistas deixadas pelo assassino. Ao estudar as evidências, percebe um fato curioso que relaciona as mortes: todas vítimas estavam com uma das mãos e a língua sujas de tinta. A partir daí, o mistério vai se tornando mais estonteante e perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante no filme, Connery percebe que a biblioteca escondia os segredos que possibilitariam confirmar sua tese: a tinta encontrada nas mãos das vítimas era veneno e provinha do manuseio de livros de sabedorias com textos reveladores, que se encontrava na biblioteca da igreja, não aberta aos sacerdotes e ao público em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às mortes, com a chegada de um representante da inquisição, o mistério assume uma conotação religiosa: um sumo sacerdote e um monge são acusados de heresia contra a ordem religiosa. Assim também, uma mulher é acusada de bruxaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, as mortes continuaram a acontecer. Guilherme de Baskerville é acusado pelas mortes, o inquisidor deduz que só era possível ao clérico detetive explicar os fatos que vinham acontecendo se fosse ele mesmo o assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de mais um sacerdote, o inquisidor tenta ir embora, mas, acaba sendo morto por populares, que o jogam no penhasco. Simultaneamente, Barkerville e seu ajudante, o jovem Adso, perseguem a solução de toda a trama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar secretamente na biblioteca, Barkerville e seu ajudante encontram no local um dos altos sacerdotes, que acaba confirmando-se como mentor dos assassinatos. Para ele, valia o princípio de que “Sem o demônio não haveria necessidade de Deus”. Ou seja, o temor ao demônio alimentava e sustentava a fé em Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em decorrência disso, aquele que conseguisse ter acesso as secretas escrituras, deveria morrer, sob risco de danos irreversíveis à fé religiosa. Os livros, nesse sentido, diante dos acontecimentos, precisavam ser destruídos, em nome de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que consigo compreender dessa produção fílmica é de que um dos princípios ou sabedorias do acervo secreto era que, como anunciado no filme, o conhecimento precisa ser preservado e, não, buscado. Para a ordem religiosa, “Aquele que aumenta o seu conhecimento aumenta também o seu sofrimento”. Isso quer dizer que, outras linhas, o conhecimento traz sofrimento e, por isso, tinha que ser mantido sob controle e segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, o acesso a tal conhecimento poderia levar muitos a questionar, até mesmo, a “infalibilidade de Deus. Assim, em nome Deus, os hereges precisaram perecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme em questão revela aspectos históricos que norteavam a doutrina da Igreja católica, no século XIV. Tempos em que o poder da igreja era capaz de determinar, através da inquisição, o direito à vida ou à morte. Nesse sentido, casos de heresia ou de bruxaria eram tratados com rigor pelos membros da inquisição. Nesse período, incontáveis vidas humanas foram ceifadas sob o pretexto da vontade divina. A vontade da Igreja era, naquele momento, a suprema vontade de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2416670495245121613?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2416670495245121613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2416670495245121613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2416670495245121613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2416670495245121613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/06/resenha.html' title='RESENHA'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4520995615035691104</id><published>2010-06-14T00:01:00.002-03:00</published><updated>2010-06-14T00:04:50.433-03:00</updated><title type='text'>Planejamento estratégico: uma ferramenta de adaptação às mudanças.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogdeplanejamento.files.wordpress.com/2009/04/planejamento-estrategico-valores.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 425px; height: 282px;" src="http://blogdeplanejamento.files.wordpress.com/2009/04/planejamento-estrategico-valores.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança! Essa é a palavra do momento. Tudo muda a cada dia que se passa mais rapidamente. O constante processo de inovação exigido pela dinâmica de globalização  dos mercados mundiais elegeu a mudança como pauta fundamental a ser discutida e desenvolvida no intuito de assegurar a sobrevivência e de promover o crescimento das empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, com a competição promovida pela inauguração da globalização, diminuíram-se as fronteiras nacionais, abriram-se novos caminhos e surgiram oportunidades atraentes, haja vista, a flexibilização política e econômica que criou facilidades para a entrada de empresas no mercado de um país capitalista estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse contexto, de olho nas oportunidades, percebeu-se a necessidade das empresas realizarem melhorias em todos os processos da cadeia produtiva. Elas começaram a estudar a dinâmica de Mercado de maneira globalizada, verificando tendências de ameaças e de oportunidades proporcionados pelos cenários governamentais, pelos seus Mercados e pela concorrência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa análise de variáveis  internas (inerentes ao ambiente da empresa) e externas (governo, cultura, economia, jurídicas, demográficas, tecnológicas, concorrência, perfil dos consumidores, etc.) cria condições nas empresas para um constante processo de auto-organização, com vista à superar dificuldades e sobreviver num mercado tão competitivo. Além disso, consciente de seu propósito social (a missão), realizando-o, de modo a erguer no presente os pilares para o futuro, a fim de alcançar objetivos maiores e de longo prazo (a visão). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser de natureza menos imediata, a visão – para que seja viabilizada – precisa ser subdividida em objetivos específicos, de menor abrangência e com menor prazo de cumprimento, mas que, ao serem concretizados criam condições favoráveis ao seu alcance. No percurso desse caminho, “todos devem empurrar a carroça”. Desde o nível presidencial até os níveis operacionais, cada segmento precisa estar consciente da importância de seu papel na empresa, sabendo das implicações que suas atividades irão trazer para o presente e para futuro dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em virtude disso, com a finalidade de reunir forças a partir das variáveis internas e externas às empresas, foi desenvolvida uma ferramenta que integra o ambiente empresarial e leva todos os seus envolvidos a remarem em uma só direção, rumo ao sucesso. Todos os níveis hierárquicos das empresas, como dito antes, precisam caminhar juntos. Embora, cada um deles tenha seus objetivos comuns, todos estarão, inegociavelmente, alinhados a um objetivo maior (a visão). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, esses objetivos são, conforme os níveis citados, denominados como: objetivos estratégicos (executivos da empresa), objetivos táticos (gerências intermediárias) e objetivos operacionais (supervisores e funcionários da área operacional e administrativa equivalente). A busca desses objetivos, conduzidos por diversos instrumentos – além dos mencionados -, que organiza as empresas rumo à concretização de sua missão e ao alcance de sua visão é realizada através do Planejamento Estratégico, que, se bem realizado, pode conduzir ao êxito empresarial.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Diante da constante mudança de arranjos nos cenários da aldeia global, como referido antes, tudo precisa ser minuciosamente observado, analisado e planejado, no acompanhamento atento dos “movimentos de mudança”. O Planejamento Estratégico é a ferramenta que permite as empresas se anteciparem aos cenários futuros, possibilitando não serem pegas de surpresa, o que, muitas vezes, pode invalidar, até mesmo, a sua razão de existir (a missão). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrossim, ratifica-se que cada passo diante da concorrência e do mercado tem, indispensavelmente, que ser muito cuidadoso. Consequentemente, antes de qualquer posicionamento, diversas análises precisam ser realizadas, previamente. Toda empresa, antes de tudo, precisa saber-se quem é, os valores que está defendendo ou promovendo com o seu produto no mercado, a postura política que está adotando ou precisa adotar, diante dos cenários presentes e daqueles tendem a acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalização. Disponível em:&lt; http://pt.wikipedia.org/wiki/Globalização &gt; Acessado no dia 13/06/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalização. Disponível em:&lt; http://www.suapesquisa.com/globalizacao/ &gt; Acessado no dia 13/06/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodologias de apoio ao Planejamento Estratégico. Disponível no sítio: http://www.alvarestech.com/lillian/Planejamento/Modulo3/Aula31SWOT.pdf &gt; Acessado no dia 13/06/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejamento Estratégico Institucional. Disponível no sítio: &lt; www.cpd.ufv.br/planogestao/doc/apresenta_seminario.ppt&gt; Acessado no dia 13/06/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDION, Maria Carolina; e FAVA, Rubens. Planejamento Estratégico. Disponível no sítio: &lt; www.fae.edu/publicacoes/pdf/empresarial/3.pdf&gt; Acessado no dia 13/06/2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4520995615035691104?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4520995615035691104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4520995615035691104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4520995615035691104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4520995615035691104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/06/planejamento-estrategico-uma-ferramenta.html' title='Planejamento estratégico: uma ferramenta de adaptação às mudanças.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5913811261921878780</id><published>2010-06-04T00:49:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T00:57:28.782-03:00</updated><title type='text'>O cliente.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://futurosadm.files.wordpress.com/2009/12/atendimento-ao-cliente.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 450px;" src="http://futurosadm.files.wordpress.com/2009/12/atendimento-ao-cliente.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um empreendimento empresarial está sempre envolto a uma clientela. Em todas etapas que compreendem o processo produtivo existem pessoas ou grupos de pessoas que são fundamentais para que a empresa tenha êxito no mercado. Ou seja, da mesma forma que essas pessoas ou grupos podem contribuir para o sucesso do empreendimento, elas podem colocar, conforme o contexto, tudo a perder. Esse conjunto que abarca o ambiente interno e externo, que interfere nos resultados das empresas, é denominado de stakeholders e possui entre seus elementos participantes, o governo, os acionistas, os clientes, concorrentes, funcionários, sindicatos, meio ambiente etc. Alguns deles, por estarem diretamente envolvidos no processo de geração de resultados de uma empresa, são considerados, efetivamente, como clientes. Dividindo em duas categorias de clientes (interno e externo), pode-se dizer que, por exemplo, os consumidores dos produtos ou serviços, os fornecedores, os “intermediários”, os representantes comerciais ou prestadores de serviços etc., são clientes externos à organização. Por outro lado, os acionistas e os colaboradores (funcionários) são exemplos de clientes internos. Nesse sentido, para a sobrevivência e para um desenvolvimento da atividade econômica das empresas, é preciso levar em consideração tanto clientes internos quanto externos, pois, nos dias atuais, a concorrência está sempre a empurrar o portão das empresas, tentando invadi-las e saqueá-las, naquilo que elas tem de mais precioso, ou seja, o rol de consumidores, portanto, a sua fatia de mercado, assim como, os seus bons profissionais, aqueles colaboradores diferenciados que emprestam grande qualidade às empresas. Assim, para se manterem e aumentar a participação no mercado, as empresas desenvolvem, conforme as circunstâncias estabelecidas, um  planejamento estratégico. Desse modo, as empresas lançam no presente as sementes para o futuro, orientada por uma missão (o que somos?) e por uma visão (o que queremos ser?). E para que a missão seja consolidada e viabilize o alcance do que se visiona hoje para o futuro, as empresas desenvolvem e aplicam instrumentos que permitem organizar as variáveis favoráveis e desfavoráveis (Matrix SWOT), a fim de desenharem uma linha de ação, em que se exponha ao menor número de riscos (fragilidades e ameaças) possíveis. Na verdade, os instrumentos de gestão estratégica nas empresas são inúmeros, vão além da análise de potencialidades próprias e das concorrências. Se uma empresa quer realizar um percurso de vida no mercado mais duradouro, precisa desenvolver processos de melhorias contínuas, por que se ela não o fizer, a concorrência fará e não terá o mínimo pudor em atropelar os retardatários. Portanto, o cliente, numa perspectiva ampla de abordagem (interno e externo), é a razão de ser de uma empresa, de onde devem partir a inspiração do produto ou serviço prestado. Estar atento aos clientes, em suas necessidades, que emergem, muitas vezes, em silêncio, é uma questão fundamental para que uma empresa se antecipe na criação de produtos e serviços, que de repente podem lhe proporcionar a conquista de novas fatias de mercado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5913811261921878780?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5913811261921878780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5913811261921878780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5913811261921878780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5913811261921878780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/06/o-cliente.html' title='O cliente.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2310124549645223022</id><published>2010-05-29T12:29:00.004-03:00</published><updated>2010-05-29T12:40:44.030-03:00</updated><title type='text'>Negando água.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BrtcZ6VzBUY/SxXLzPRAU8I/AAAAAAAACTQ/Ntguq4nHetQ/s1600/mentiroso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 454px; height: 406px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BrtcZ6VzBUY/SxXLzPRAU8I/AAAAAAAACTQ/Ntguq4nHetQ/s1600/mentiroso.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma época em que a negação se faz um prerrogativa existencial. Na arena da competição global, o discurso do mérito pessoal cria no imaginário do cidadão comum a fantasia da igualdade de condições. Parte-se do pressuposto de que, ao início do jogo, todos estão em condições equivalentes. Pura hipocrisia ideológica. A negação de oportunidades iguais a todos é latente. Antes de negar a esmola do pão a determinadas camadas da população, nega-se o acesso a bens culturais e econômicos mínimos necessários ao autodesenvolvimento. A negação não é, geralmente, percebida pelas pessoas em condição de desvantagem. Elas acabam, aprisionados pelo discurso dominante, introjetando a culpa dentro de si, convencendo-se de que os argumentos apontam para uma derrota pessoal e não – como de fato é -, fruto de um papel coadjuvante no "teatro da exclusão social". Como se refere Louis Altrusser, sobre ideologia, os indivíduos tem a concepção de que eles pensam e produzem, quando na verdade eles são minuciosamente pensados e produzidos. Embora, a própria dinâmica humana na cultura confira, de certa forma, autonomia a esses indivíduos. Laraia (2001) revela a cultura como elemento condicionante do homem, mas, também, como uma produção humana. O problema é que o que o homem produz, atualmente, é cada vez mais algo que foi pensado por outro alguém, com propósitos próprios, a fim de preservar o "status quo" ou de lhe provocar algum tipo de mudança. Quando a perspectiva é a da conservação, nega-se tudo aos indivíduos da esfera social inferior. Ou melhor, permite-os que possa beber do conhecimento necessário para que possam sobreviver no mundo, mas, não o suficiente para que venham a refletir sobre a realidade e contestar a ordem estabelecida. Nesse sentido, nega-se a seres humanos uma vida na plenitude do conhecimento. Não se nega a água para sobreviver – isso ninguém nega. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;água&lt;/span&gt; que é negada provém do rio. É uma água ainda fresca, viva, essencial. O que se quer dizer é que o conhecimento produzido historicamente pela civilização, aos indivíduos das camadas mais pobres, é oferecido em fragmentos, aos pedaços, de modo que, é-lhes impedem uma compreensão contextualizada da própria existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2310124549645223022?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2310124549645223022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2310124549645223022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2310124549645223022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2310124549645223022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/negando-agua.html' title='Negando água.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BrtcZ6VzBUY/SxXLzPRAU8I/AAAAAAAACTQ/Ntguq4nHetQ/s72-c/mentiroso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6951136370350272576</id><published>2010-05-24T21:34:00.003-03:00</published><updated>2010-05-29T01:11:32.518-03:00</updated><title type='text'>A cela.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/TACT53zsJaI/AAAAAAAAAHM/zu3H-vN70RQ/s1600/CASAL-CORRENDO-FINAL-raios_editado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 192px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/TACT53zsJaI/AAAAAAAAAHM/zu3H-vN70RQ/s400/CASAL-CORRENDO-FINAL-raios_editado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476539769325102498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecíamos dois foragidos, numa correria desenfreada, empurrados por um único motivo: chegar ao destino. Não exatamente na mesma ordem, essa mistura deu o tom da ação, conduzida com um certo desespero, para fugir ou chegar a algum lugar. Percorremos ruas planas e inclinadas, repetidas vezes. Em aproximadamente vinte minutos – depois que desembarcamos no Terminal da França, chegamos ao destino. Foi uma mistura de alívio e decepção, de alegria e tristeza. Quando estávamos a nos aproximar do teatro XVIII, para assistir ao espetáculo “A Cela”, imaginativamente, conseguíamos ouvir a melodia do Hino da Vitória. Em fração de segundos, a metros do teatro, recordamos de Airton Senna. Sua garra e suas vitórias emocionantes pareciam nos ter sido emprestadas, tal a proximidade com o objetivo. Já estávamos sentindo o gosto do triunfo, os segundos que faltavam de correria pareciam estar se congelando em câmera lenta. Infelizmente, nem tudo nessa vida é acerto, êxito, vitória. No momento em que chegamos à bilheteria para retirar os nossos bilhetes – que já haviam sido comprados por amigos, que chegaram mais cedo ao local -, o atendente nos passou o ingresso, mas, prontamente, trouxe-nos a informação de que não poderíamos entrar. O relógio marcava, exatamente, vinte horas e seis minutos. Por um minuto, um mísero minuto, fomos impedidos de entrar. Pedimos, imploramos, mas, não teve jeito, perdemos a última exibição da peça teatral “A Cela” por causa de um mísero minuto. Fomos vencidos, ou, será que vencemos? Na verdade, tudo depende do ponto de vista, de quem olha, de quem interpreta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6951136370350272576?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6951136370350272576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6951136370350272576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6951136370350272576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6951136370350272576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/cela.html' title='A cela.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/TACT53zsJaI/AAAAAAAAAHM/zu3H-vN70RQ/s72-c/CASAL-CORRENDO-FINAL-raios_editado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7442276579390309152</id><published>2010-05-24T21:24:00.001-03:00</published><updated>2010-05-24T21:33:37.269-03:00</updated><title type='text'>O mundo de Alice.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://meninasdoape.zip.net/images/descoberta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 400px;" src="http://meninasdoape.zip.net/images/descoberta.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderá dizer que a realidade é ? Quem poderá afirmar, categoricamente, que não existe ilusão na realidade e, também, que não existe realidade na ilusão? O mundo em que vivemos é real, ou, o é apenas na forma como o enxergamos? Com o advento da revolução da física quântica, velhos pilares ruíram e as verdades, tornam-se cada vez mais incertas. Com o filme “Alice no país das maravilhas” (2010), podemos relembrar uma das mais velhas metáforas da filosofia, em toda sua história. Trata-se da “Alegoria da caverna”, de Platão, em que por meio do diálogo Sócrates problematiza a possibilidade de que a realidade seja uma ilusão. Ou seja, verbalizando “imagine”, através das idéias, o personagem refuta a própria realidade, colocando-nos todos numa caverna e como aprendizes no “Mundo das sombras”. Tudo o que aprendemos, nesse sentido, são tão somente sombras, formas, sem textura e sem profundidade. Alice, no filme referido antes, mergulha em outro mundo – que poderia ser o perfeito-, onde coisas fantásticas acontecem. Ela volta a realidade primeira, com outra compreensão de mundo, que pediria muito cuidado ao ser revelada para outras pessoas. Talvez, fosse tachada como louca, esquizofrênica, pois, como acontece na metáfora descrita por Platão, os “outros” não aceitariam a idéia e, possivelmente, iriam recriminá-la. O dogmatismo, nesse sentido, talvez seria o maior obstáculo. Uma vez que não admite duas verdades para mesma idéia, o dogmatismo impede qualquer forma de mudança, de inovação e revolução. A voga dessa doutrina é o conceito de imutável, de eterno continuísmo. Isso quer dizer que, o modelo de ciência atual (pós-moderna)  é inimiga de tal forma de conceber o mundo. Se cada pessoa fosse uma “Alice”, “pescadora de ilusões”, as verdades, os arranjos da realidade, talvez, jamais simbolizassem o “fatal”, o inevitável, uma consequência do destino. A realidade, talvez, seria aceita, quando o interesse pedisse, como pseudo-realidade, permitindo a sua manipulação e transformação de quadros de maneira mais articulada. Os políticos, os filósofos, os donos da ciência, os professores, os representantes religiosos, os intelectuais – de maneira geral -, enfim, em todos os pólos de influência, não teriam a força, muitas vezes, de fazer crer piamente, mas, de alimentar cotidianamente uma crítica reflexão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7442276579390309152?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7442276579390309152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7442276579390309152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7442276579390309152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7442276579390309152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/o-mundo-de-alice.html' title='O mundo de Alice.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3274227276739539608</id><published>2010-05-11T00:39:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T00:41:57.380-03:00</updated><title type='text'>Um dia de chuva.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cnovos.zip.net/images/CHUVAS.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 398px; height: 239px;" src="http://cnovos.zip.net/images/CHUVAS.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação das famílias nos morros das favelas em épocas de chuvas é de muita apreensão, de muita dramaticidade. O desconforto dos moradores é grande nesses períodos. Diante das chuvas, a noite é uma “serenata da angústia”, um corre-corre, um desespero, que, no intuito de salvar o pouco que se tem, alguns desses moradores dormem mal, e outros, sequer adormecem. Os alagamentos e os desabamentos são os problemas mais frequentes. Geralmente, provocam perdas materiais significativas, quando o pior não acontece: o desastre extremo que deixa um “vazio” nas famílias, a perda de um ente querido. No noticiário de TV, o comentário dos jornalistas causa comoção entre os telespectadores. Em virtude disso, rapidamente, formam-se correntes de solidariedade. Não faltam ajudas, não faltam voluntários e doações para as vítimas das chuvas. Roupas, alimentos, medicamentos, etc., chegam, aos lotes, nos abrigos improvisados. As estruturas precárias que caracterizam as cidades e bairros periféricos fazem da ameaça representada pelas chuvas  um problema ainda maior. A ocupação desordenada e descontrolada do solo dificulta a circulação de pessoas e de veículos, impedindo a prestação de serviços essenciais, principalmente, os que envolvem questões de saneamento básico. As chuvas, nesse contexto, provocam lágrimas e “dores emocionais” depois que vem a estiagem. Chegada a hora de vasculhar os escombros em busca de vítimas, ou, de procurar um objeto de relevância pessoal, o tempo vai-se escorrendo lentamente. Talvez, esses sejam os dias e horas mais longos que as vítimas tem a sensação de suportar. O pior de tudo, é que, mesmo depois de uma catástrofe provocada pelas chuvas, as casas e barracos nos morros continuam habitados, ocupados pelos moradores ou por pessoas em busca de um teto para dormir. As chuvas vem e vão, mas, no alto dos morros, todas noites, surgem pontos de luzes, sinais de vida que evidenciam a permanência e a prevalência do medo, que coloca vidas em perigo, que humilha e denuncia a precariedade da condição humana, resumida, subjugada aos interesses de um sistema econômico liberal em propostas, mas, conservador em atitudes, em mudanças no “status quo” da sociedade, que implique em uma coerência com o seu princípio fundamental, a liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3274227276739539608?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3274227276739539608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3274227276739539608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3274227276739539608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3274227276739539608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/um-dia-de-chuva.html' title='Um dia de chuva.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3736420851175032710</id><published>2010-05-05T00:21:00.004-03:00</published><updated>2010-06-14T00:08:34.266-03:00</updated><title type='text'>Pedais e Bicicletas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jovensdapib.files.wordpress.com/2009/05/planejamento_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 425px; height: 282px;" src="http://jovensdapib.files.wordpress.com/2009/05/planejamento_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos*&lt;br /&gt;Uma empresa é como uma bicicleta, um todo integrado. Um conjunto de partes que, sozinhas, não conseguem atribuir valor ao todo. Cada peça é fundamental e indispensável. Enquanto uma das partes é responsável por guiar a trajetória da empresa no presente e para o futuro, com sustentabilidade, outros ficam com atribuições não menos importantes. Os pedais movimentam as engrenagens, que por si, dão movimento à empresa. Constituem-se na sua força motriz, em seu pulmão e coração, responsáveis na prática pelo fluxo de produção, pela oxigenação fabril e financeira da empresa. Eles são a dimensão logística operacional fim, os manejadores diretos dos produtos e serviços. Por outro lado, quem está guiando a empresa, o guidão da bicicleta, com o apoio das outras engrenagens, constituem-se nos planejadores, estrategistas, gestores, etc., que elaboram e atualizam, de acordo com as demandas, a visão e a missão da empresa. É o guidão da bicicleta o responsável por desviar-se de obstáculos e percorrer o caminho mais adequado, adquirindo “know how” em novas experiências e identificando necessidades de melhorias, a partir de instrumentos minuciosamente escolhidos. Entretanto, observada as qualidades de cada peça, nenhuma delas pode trabalhar sozinha, a fim de atingir objetivos e de conquistar méritos próprios, isso não seria possível. Seria negar a dinâmica da totalidade do conjunto, os seus macros movimentos. Compreendendo isso, reconhecidamente, pode-se dizer que o mérito da caminhada é de todos, do guidão, dos pneus, dos pedais, engrenagens de movimento, propriamente ditas, dos raios que equilibram a estrutura, enfim, todos eles, individualmente, tem o mérito pelos resultados da caminhada, por terem realizado as suas atribuições com êxito, contribuindo, significativamente, para uma caminhada tranquila. Dessa maneira, a bicicleta, ou, melhor, a empresa, embora fragmentada em áreas (setores), necessita promover a comunhão entre elas, a fim de realizar um movimento harmônico. Assim, abraçando-se rumo aos objetivos comuns, fazendo do todo uma expressão maior do que a soma das partes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3736420851175032710?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3736420851175032710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3736420851175032710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3736420851175032710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3736420851175032710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/pedais-e-bicicletas.html' title='Pedais e Bicicletas.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3991922551718663079</id><published>2010-05-04T21:51:00.002-03:00</published><updated>2010-05-04T21:56:14.412-03:00</updated><title type='text'>O legado de Maria Cabral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://diasimdiatambem.files.wordpress.com/2007/12/esperanca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://diasimdiatambem.files.wordpress.com/2007/12/esperanca.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas pessoas, a morte é inexorável. Não há como escapar ao seu apetite insaciável. Nós sabemos que isso não é verdade, digníssima matriarca. Sabemos, sobretudo, que, ao partires não estás nos abandonando, mas, cumprindo o ciclo natural da vida. Mostrando-nos em sua trajetória uma referência aos que estão vindo um pouco atrás. Afinal, como enunciava Aristóteles na Grécia antiga, a finalidade primordial humana consiste na felicidade. De certa forma, tu cumpristes essa missão, gloriosamente. Consolidastes a tua obra, deixando-nos um importante legado. Algumas sabedorias, alguns ensinamentos, tem contribuído para a nossa educação e para as gerações vindouras. Atravessastes, recentemente, o caminho da imortalidade, mas, o aroma de tuas flores continuará a perfumar nossas vidas. Nesse momento, estamos aqui reunidos sob pêsames, mas, ao mesmo tempo, com a alegria de saber que terás um caminho mais tranquilo pela frente. Passastes a tua flâmula e, agora, somos nós que iremos hasteá-la, defendê-la, reverenciá-la. Sim! É o que nós iremos fazer. Faz parte de nosso propósito! A sua casa foi erguida. O seu Jardim se encontra habitado por inúmeras flores, onde nós nos deleitaremos no aroma e na essência de sua beleza. Em nome daqueles que ficaram incumbidos de guiar-se pela tua trajetória, agradecemos, ò matriarca, por ter nos ensinado a navegar em mares revoltos, enfrentando com dignidade as tempestades. Muito obrigado, querida mãe, querida avó, querida bisa,... por ter nos impregnado de toda a esperança e por todos os sonhos e valores que nos ajudastes a consolidar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, Ba., 12 de abril de 2010.&lt;br /&gt;PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3991922551718663079?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3991922551718663079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3991922551718663079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3991922551718663079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3991922551718663079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/05/o-legado-de-maria-cabral.html' title='O legado de Maria Cabral'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3088113898057110754</id><published>2010-04-09T01:03:00.002-03:00</published><updated>2010-04-09T01:07:28.655-03:00</updated><title type='text'>Ultraje a rigor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://setimodia.files.wordpress.com/2009/09/poluicao-rios.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 303px; height: 364px;" src="http://setimodia.files.wordpress.com/2009/09/poluicao-rios.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um contexto como o da selva, onde os animais lutam de maneira legítima pela sobrevivência, as leis da natureza, às vezes, parecem cruéis com as expressões de vida mais vulneráveis. Aqueles que, de certa maneira, foram agraciados pela natureza com força, velocidade ou resistência, além da inteligência, no caso específico dos humanos, desfrutam do pleno direito de predomínio sobre os desvalidos de atributos favoráveis. O mais forte, em sentido amplo, exerce domínio sobre o mais fraco. Tomado de fragilidade, este mergulha em um processo de vitimização, em que passa a ser presa fácil entre os animais mais ferozes. A prosperidade é um luxo, um privilégio – quando deveria ser o fruto da trajetória de toda humanidade. Assim, os predadores podem facilmente findar a existência dos mais frágeis se isso não lhe for comprometer as possibilidades de sobrevivência futuras. Na selva urbana, entre prédios e avenidas, lojas e fábricas; homens, mulheres, jovens e idosos não estão em um contexto muito diferente do que o mundo primitivo dos animais em luta pela sobrevivência na natureza. Mais nocivos que muitos dos maiores predadores da natureza, aos humanos uma particularidade, a sua histórica tendência auto-destrutiva. A exploração do homem pelo homem, assim como, da natureza evidencia isso. Nesse sentido, com o surgimento do capitalismo tanto a criatividade, quanto o potencial de destruição alcançado pelos humanos são formidáveis. Com muito conhecimento e pouca consciência social, as sociedades estão conseguindo transformar o mundo em um cenário de acontecimentos ultrajantes. Exagerados sim, em comodidade, facilidades, em conveniências, etc. Tudo isso tem um preço. As florestas, os recursos naturais, os rios, entre outros, estão sendo devastados, explorados indiscriminadamente, poluídos, em prol do que se costuma chamar de progresso. Só não se sabe para onde se avança, para o aumento das catástrofes naturais, ou, para o desenvolvimento humano prolongado. A confusão climática, os terremotos, maremotos, secas e enchentes atípicas, reúnem apenas algumas das consequências da nociva aventura humana na terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3088113898057110754?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3088113898057110754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3088113898057110754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3088113898057110754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3088113898057110754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/04/ultraje-rigor.html' title='Ultraje a rigor'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5004858586469718488</id><published>2010-04-04T15:16:00.002-03:00</published><updated>2010-04-04T15:21:49.994-03:00</updated><title type='text'>O criado mudo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wKH-uTthfQw/SgtLL17CvlI/AAAAAAAAAoQ/N6BS4tv5EoI/s400/escravid%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 398px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wKH-uTthfQw/SgtLL17CvlI/AAAAAAAAAoQ/N6BS4tv5EoI/s400/escravid%C3%A3o.bmp" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos dóceis e mentes cegas e obedientes. Ingredientes perfeitos para o banquete dos mais ferrenhos, profundos conhecedores e defensores do capitalismo. A cegueira intelectual diante das relações de consumo favorece a consolidação do consumismo. Desse modo, é fundamental ter como público consumidor indivíduos suscetíveis à alienação produzida pela indústria de mídia e propaganda. Contribuindo para isso, o sistema de ensino nacional que prepara os cidadãos, sobretudo, para uma vida de consumo. Como resultado, um sujeito “marionetizado”, um servo, um criado mudo, um “escravo afilhado pelo Senhor de engenho”, que mesmo recebendo a liberdade, decide se manter aos pés do Senhor. Afinal, os apelos são tão sedutores, as justificativas tão de acordo com “suas necessidades”, que fica difícil não se influenciar. Embora Nietzsche tenha sinalizado a “vontade de potência” em tudo o que é vivo, inclusive, a vontade de ser Senhor internalizada no escravo, o magnetismo das paixões pelo consumo, que anseia em devorar tudo o que pode ser consumido, inibe essa tendência natural para pra ser mais do que um criado mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5004858586469718488?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5004858586469718488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5004858586469718488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5004858586469718488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5004858586469718488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/04/o-criado-mudo.html' title='O criado mudo.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wKH-uTthfQw/SgtLL17CvlI/AAAAAAAAAoQ/N6BS4tv5EoI/s72-c/escravid%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3253456063124016851</id><published>2010-04-03T23:57:00.002-03:00</published><updated>2010-04-03T23:59:08.853-03:00</updated><title type='text'>Conflito de gerações.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imgs.abduzeedo.com/files/articles/flavio-demarchi/2385411921_c029d75eb5_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 400px;" src="http://imgs.abduzeedo.com/files/articles/flavio-demarchi/2385411921_c029d75eb5_o.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deixe o prego que o martelo chama!”, costumam profetizar os mais velhos, sempre que os jovens fazem algo que lhes fogem à regra. O prego e o martelo, nesse sentido, assumem a mesma semântica, respectiva, de devedores e credores. Ou ainda melhor, de réus e juízes. Assim, tal profecia, em certa medida, é oralizada como uma forma de aviso, muitas vezes, persuasivo. A mesma força de expressão é evidenciada quando se diz que “colhemos o que plantamos”. Resumidamente, todo esse discurso serve para afirmar que tudo o que realizamos de bom ou de ruim irá nos trazer, quase sempre, uma consequência de mesmo valor. Solidariamente, os textos sagrados concordam com isso, quando dizem que uma árvore ruim não produz bons frutos. O que os mais velhos, muitas vezes, não levam em consideração é que já foram jovens um dia. Jovens em uma outra época, onde os modos de vida, em alguma proporção eram diferentes. Esquecem que um dia erraram e que aprenderam com os erros. Esquecem, muito possivelmente, que os mais velhos de suas épocas também assumiram a posição de juízes em que se encontram, atualmente. Toda geração de jovens e velhos encontram-se inclinados à aversão, ou, pelo menos, ao estranhamento em relação aos costumes de outras gerações. Cada uma delas se diz legítima, atribuindo-se maior valor do que as outras, em que a forma de ser e de se comportar é, ou era, a mais adequada. O mais sensato a dizer, no entanto, é que não existem melhores gerações, melhores juventudes, melhores épocas, mas, gerações, juventudes e épocas singulares, diferentes, cada uma com o seu juízo de valor, virtudes e problemas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3253456063124016851?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3253456063124016851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3253456063124016851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3253456063124016851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3253456063124016851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/04/conflito-de-geracoes.html' title='Conflito de gerações.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3506121246381680065</id><published>2010-03-15T00:18:00.002-03:00</published><updated>2010-03-15T00:25:21.297-03:00</updated><title type='text'>Águas de março.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.alagoasemtemporeal.com.br/_EDITORIAS/turismo/648_img_chamada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 401px;" src="http://www.alagoasemtemporeal.com.br/_EDITORIAS/turismo/648_img_chamada.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história vive a sua época de “cheia”. Os últimos cem anos tem sido tão frutíferos em produção de sentidos que, talvez, em nenhum outro momento o caos esteve tão evidente. A abundância de novas descobertas tem modificado arranjos na semântica da tradição. Vive-se, atualmente, sempre o último capítulo de uma novela, onde o saudosismo já não encontra acomodação. As experiências não possuem o mesmo crédito. A sabedoria dos “mais velhos”, nem se fala. Ou melhor, encontra-se engasgada na garganta dos que tem uma vida para contar. A mudança é um motor constantemente ligado e, marcantemente, a moda é o seu combustível. Assim como as águas de março, em que o mar se engrandece imponente e cheio de vida,  semelhantes são os tempos atuais. A diferença é que o último não se reedita anualmente, mas, a cada segundo, vertiginosamente, faz-se inédito e singular. “Ninguém se banha duas vezes nas águas do rio”, dizia Heráclito de Eféso. Analogamente, ao resgatar esse pressuposto para os dias atuais, percebe-se uma coincidência essa idéia e a realidade contemporânea. Ou seja, tratando a referida metáfora “em miúdos”, pode-se dizer que, no contexto em que se engendra a produção do conhecimento, o posicionamento de Heráclito, citado anteriormente, converge, atualmente, para uma visão pós-moderna de compreensão do mundo, onde a cultura flutua e as verdades são cada vez mais abertas às incertezas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3506121246381680065?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3506121246381680065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3506121246381680065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3506121246381680065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3506121246381680065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2010/03/aguas-de-marco.html' title='Águas de março.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3277746429920845590</id><published>2009-12-26T23:35:00.003-03:00</published><updated>2009-12-26T23:38:31.001-03:00</updated><title type='text'>A princesa, a rosa e os espinhos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_HNfLDAXvnVs/SugoVJ3WVBI/AAAAAAAAALM/QgXPl_47bEM/s320/rosas-espinhos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_HNfLDAXvnVs/SugoVJ3WVBI/AAAAAAAAALM/QgXPl_47bEM/s320/rosas-espinhos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em busca da felicidade, todos nós nos lançamos diante da vida. Queremos ser felizes. Não percebemos, porém, que a felicidade está dentro de nós. Uma condição suprema, que não se resume ao perene, ao esporádico, mas que se faz prolongada, duradoura. A felicidade implica uma certa serenidade diante da vida e, d’algum modo, uma vida que repouse diante da serenidade. Andar por aí distraído, disperso na própria existência, pode até propiciar uma vida alegre, cheia de alegrias, recheada com momentos de euforia. No entanto, nada disso é comparável ao caráter sublime da felicidade. E, na tentativa de desembrulhar o significado da alegria, sem necessariamente recorrer ao dicionário, é possível afirmar que a ela reflete o efeito que alguns momentos causam em nossa pessoa, contaminando-nos com o room da euforia, que nos traz uma prazerosa satisfação, mas, que, em instantes, desfaz-se como um suntuoso castelo de areia, distraidamente, construído nas proximidades da boca de praia, deixando para trás, apenas, nostálgicas lembranças. A felicidade, nessa perspectiva, geralmente, conforme a serenidade diante da vida, espelha uma condição interior mais estável, como um castelo construído sob terra firme, com vista para o horizonte da pacífica tranquilidade. Assim, alguns podem até encontrar beleza nos momentos de tristeza, mas, jamais na infelicidade, uma vez que esta se constitui em uma tormenta em  plena vida. Metaforicamente, a princesa é o símbolo da graça feminina e humana, da alegria contagiante, da euforia que quebra a monotonia. O alcance da felicidade, ilustrativamente, é o resultado da mistura entre rosas e espinhos, entre sucessos e fracassos, entre alegrias e tristezas. É saber viver os sabores e dissabores da vida. É, talvez, o fruto, o denominador comum, obtido a partir das diferentes experiências vividas, apreciadas e sofridas, durante a vida e que, a depender dos olhos de cada um, pode revelar uma obra semi-acabada, de beleza singular, que nos recompensa pelo trabalho feito, pela forma como nos amamos e amamos aos outros e ao mundo, pela maneira com que escolhemos viver a vida. Desse modo, viver apreciando somente o aroma e a beleza das rosas é muito prazeroso, mas, enganoso, também. Quando esquecemos dos espinhos, quando lhes negamos existência, certamente, estamos mais fadados a sofrer ferimentos, desilusões, derrotas. Os espinhos também tem a sua beleza e representam o equilíbrio diante da vida. E são surpreendentemente interessantes, pois, pedem, muitas vezes, a contrapartida, o preço a ser pago por quem se permite viver as delícias da vida. E quem assume esse papel sabe que por detrás do mar de rosas que ilumina os nossos olhos, vem os espinhos, que perfuram a nossa alma, mas, que, não nos privam de continuar a perceber a beleza e o aroma das flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3277746429920845590?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3277746429920845590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3277746429920845590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3277746429920845590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3277746429920845590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/12/princesa-rosa-e-os-espinhos.html' title='A princesa, a rosa e os espinhos.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HNfLDAXvnVs/SugoVJ3WVBI/AAAAAAAAALM/QgXPl_47bEM/s72-c/rosas-espinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4900964873773084584</id><published>2009-12-22T00:17:00.002-03:00</published><updated>2009-12-22T00:21:59.942-03:00</updated><title type='text'>A Paz dentro de nós.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dhnet.org.br/dados/livros/edh/br/pbunesco/img/vera_paz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 511px; height: 342px;" src="http://www.dhnet.org.br/dados/livros/edh/br/pbunesco/img/vera_paz.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mais um ano se consuma em nossas vidas. Com isso, somos levados a pensar sobre essa curta passagem. As novas amizades, os projetos, os sonhos que alimentamos, para nós ou para outros, tudo, absolutamente, precisa e sempre merece uma reflexão. Quando nos permitimos fechar para balanço, damo-nos a chance de evoluir, de melhorar enquanto ser humano, de assentar a poeira de nossa existência em um reservado momento. Surge a oportunidade de analisar e de perceber como, até então, temos contribuído com o nosso sonho original, o nosso projeto de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos medos, gritos, silêncios, angústias, enfim, a cadeia de sentimentos que nos cercam, cotidianamente, são elementos importantes e que solicitam influência em nossas vidas. O resultado disso, é sempre o resultado de nossas escolhas de perspectiva, a nossa forma de ver e de interpretar o mundo, orientado pela cultura. O medo, por exemplo, não é o que nos prejudica, não é o que nos imobiliza diante de um sonho, de um projeto. Na verdade, é a maneira como iremos administrar esse medo é que será fator determinante para a nossa caminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa maneira, é preciso evocar a paz dentro de nós para que tenhamos a serenidade e a resiliência necessária para persistir diante das adversidades. A paz é um estado de elevada sabedoria, resultado de experiências geradoras de um equilíbrio interior, um tesouro encontrado nas profundezas do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ano, vivenciamos muitas situações angustiantes, aterradoras. Perdemos, às vezes, o equilíbrio e, infelizmente, ferimos a autoestima de pessoas e, a nossa, ocasionalmente. Na maioria das vezes, estrelamos a redenção, na tentativa de recuperar o que havia sido quebrado. E nos sentimos tão bem com isso, que sentimos a paz brotar em nosso espírito. Daí, podemos dormir tranquilos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando temos, iluminadamente, a oportunidade de perceber o valor dessa paz interior, damo-nos conta de que vale a pena cultivar o bem nesse terreno tão agredido, que se faz dentro de nós a partir das constantes frustrações que a realidade nos impõe. A paz é uma semente divina, dá em qualquer lugar. Tudo depende das escolhas que fazemos, de acordo com a nossa visão de mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4900964873773084584?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4900964873773084584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4900964873773084584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4900964873773084584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4900964873773084584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/12/paz-dentro-de-nos.html' title='A Paz dentro de nós.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4884278794285037188</id><published>2009-12-08T22:30:00.003-03:00</published><updated>2009-12-30T21:18:48.427-03:00</updated><title type='text'>A Academia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_74-pVJ_0UMQ/SuyyJP5KXII/AAAAAAAABMg/my5t0iBK3cI/s400/saudades___1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_74-pVJ_0UMQ/SuyyJP5KXII/AAAAAAAABMg/my5t0iBK3cI/s400/saudades___1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um namoro de 4 anos nem sempre faz casamento, no entanto, não se pode negar de que muito em termos de convivência acontece. E por acontecer, dificilmente, deixa de causar impressões e sentimentos. Dificilmente, deixam de produzir lembranças. Nesses anos, em que se criam laços, muitas vezes, próximos, com pessoas, até então, desconhecidas, enfrentamos queixumes e rusgas. Ouvimos e pedimos desculpas, rendemos homenagens, fazemos confraternizações, brincadeiras, uns com os outros. Ao final, as despedidas, os até logo, adeus, mas, sempre residirá a esperança de um reencontro. Sempre ficará um gostinho de quero mais. E nesse momento, percebe-se que valeu a pena e que a saudade vai nos acompanhar, em alguns casos, pelo resto da vida. Uma caminhada, que de início, parecia-nos demasiadamente longa, vai sendo percorrida sem, muitas vezes, que tenhamos sentido o passar do tempo. Quando nos damos conta, estamos sentados à beira de um rio, recordando as peripécias de uma viagem que acabou. Agora resta esta visão maravilhosa do passado, que embora dolorido, sofrido, agonizante, mas, que, jamais poderíamos negar que realmente foi bom.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo todos vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do amigo de todos, em todas as horas,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4884278794285037188?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4884278794285037188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4884278794285037188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4884278794285037188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4884278794285037188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/12/academia.html' title='A Academia.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_74-pVJ_0UMQ/SuyyJP5KXII/AAAAAAAABMg/my5t0iBK3cI/s72-c/saudades___1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2247086020151146647</id><published>2009-11-28T23:19:00.002-03:00</published><updated>2009-11-28T23:22:21.820-03:00</updated><title type='text'>Sem destino algum.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/hellenjornalista.spaceblog.com.br/images/gd/1249699076/Pos-modernidade-ou-mortificacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/hellenjornalista.spaceblog.com.br/images/gd/1249699076/Pos-modernidade-ou-mortificacao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é tão efêmero, tão rapidamente transeunte, tão nebuloso, que fica difícil identificar quem foi que passou por nós, pelo caminho. As andanças intermináveis, à medida em que denuncia um caminho sem-fim, em virtude da velocidade que se impõe à viagem, impede-nos uma contemplação menos superficial da paisagem. Já não se tolera o deleite prolongado, pois, antes de um novo dia, o significado das coisas envelhecera. E isso, profundamente, mexe com o horizonte da cultura, uma vez que não resta mais tempo à tradição. Tudo, agora, é moda, é novidade. Tudo agora, é flash. A instabilidade suga os nossos pés, de modo que nos sentimos perdidos, atordoados, em busca de algo concreto para nos instalar. Tudo, agora, parece cada vez mais livre da previsibilidade, cada vez mais fora de lógica, de controle. Apesar de todo o esforço, de todas as especulações, o futuro é cada vez mais gasoso, mais impalpável e menos imaginável. As novas teorias que vão surgindo, ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que devoram suas anteriores, as resgatam, as dão nova vida e as fazem novamente caminhar. A história já não se condiciona a seguir em frente, mas, constantemente, vive retornando às origens, ressuscitando personagens mortos e os fazendo cantar a antiga melodia. Estamos à solta, sem rumo, sem destino algum, que seja, confiavelmente, alcançável. E por não usufruir mais da capacidade divina de rasgar as barreiras do tempo, decidimos aproveitar o momento, o tempo, as paixões coloridas, tão intensamente vividas, marcadas por experiências dignas de uma eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2247086020151146647?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2247086020151146647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2247086020151146647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2247086020151146647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2247086020151146647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/11/sem-destino-algum.html' title='Sem destino algum.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2181375343292023874</id><published>2009-11-22T01:09:00.003-03:00</published><updated>2009-11-22T01:21:27.944-03:00</updated><title type='text'>Aquarela da vida.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vtarelho.no.sapo.pt/aquarela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 446px;" src="http://vtarelho.no.sapo.pt/aquarela.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa experiência de vida nunca é igual a anterior, nem mesmo, principalmente, se vivenciada por distintos atores. Concorda-se com Heráclito quando disse que “Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”. Mesmo que, aparentemente, a sensação seja a mesma, as águas já não são mais, pois, a correnteza levou. Em pleno sábado de sol, resolvi prestigiar o que estava ocorrendo em alguns museus da cidade. Uma necessidade de satisfazer o desejo gestado nos últimos dias. Mergulhei com alma nos mares profundos e colhi uma pedra preciosa. Cheguei em terra firme com a clareza de que a oportunidade é um bem precioso. Tudo o que somos, o que nos tornamos, é, em parte, fruto de nossas escolhas, mas, mais do que isso, é a colheita possível ao solo em que a semente fora plantada. Tudo o que acontece é sempre em virtude de uma possibilidade. A vida é uma possibilidade. O crescimento e o sucesso, também. As ações e emoções são o produto das possibilidades humanas. Cada ser humano é único, apesar das semelhanças que caracterizam o caráter humano. Sobre isso, Sofhie Calle, sob expressar muito bem essa multiplicidade dentro da unicidade humana. A partir de uma carta enviada por e-mail ela enxergou inúmeras possibilidades de contemplar a existência diante da leitura do conteúdo da mensagem por outras pessoas. Diante das palavras que simbolicamente transitam no nosso inconsciente, nossas impressões são muito diferentes.  Por isso, as nossas ações também. E nossas ações não são um número exato, não são cálculos precisos. A resposta sempre vai depender do nosso estado psicológico e afetivo, no momento. O lugar e a ocasião possuem a sua força de influência. Tem o poder tanto de inspirar ações positivas quanto de influenciar atos na direção da frustração. Sobre o lugar, propiciamente, muito perto dessa lavoura, encontra-se o “Tempo profundo”, de Lica Muniz de Aragão. Depois de termos sido convidados a conhecer o trabalho de Sofhie, em que se demonstra o humano como ser único, a exposição de Lica nos mostra que apesar de sermos, cada um, único no mundo, estamos ligados um ao outro. Mais do que isso, fazemos parte de uma imensa diversidade vivente que se comunica, também, regido pelas possibilidades. Lica nos traz o mar de Salvador como obra viva. Um mar que tem seus momentos de revolta, mas, que, também, conserva uma docilidade e tranqüilidade capazes de inspirar o lirismo dos poetas. Aliás, o inesquecível Dorival Caymmi cantara que até a morte é doce se for no mar. Mas a morte cantada pelo artista não deve ser a morte triste das algas, dos peixes e dos outros habitantes do mar. A morte, nesse sentido, não é a consequência do desastre da consciência humana, em que paga toda a dádiva da natureza com as pedras da intolerância. Apesar de sermos diferentes, como belamente subilinhado no trabalho de Sofhie, somos, em essência, uma só coisa, a vida. Somos as cores que colorem esse mundo com a totalidade de suas combinações. A nossa textura por si só não torna a vida bela, mas a aquarela que formamos quando nos misturamos harmoniosamente a outras, a magnífica diversidade de vida que se expressa e que nos faz acreditar que tudo isso é obra digna de um ser supremo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2181375343292023874?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2181375343292023874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2181375343292023874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2181375343292023874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2181375343292023874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/11/aquarela-da-vida.html' title='Aquarela da vida.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3693759934842746694</id><published>2009-11-17T01:30:00.002-03:00</published><updated>2009-11-17T01:34:44.721-03:00</updated><title type='text'>A escola na escola.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Nens_escola.png/600px-Nens_escola.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 600px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Nens_escola.png/600px-Nens_escola.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;A Cidade começa na escola.&lt;br /&gt;As pessoas e fábricas também.&lt;br /&gt;O professor, o arquiteto, o advogado,&lt;br /&gt;Todos eles começam na escola.&lt;br /&gt;O jornalista, o policial, o traficante e o juiz,&lt;br /&gt;Todos eles começam na escola.&lt;br /&gt;A riqueza, a pobreza, a miséria,&lt;br /&gt;Todos, começam na escola.&lt;br /&gt;É hora da merenda, a bola rola.&lt;br /&gt;Pra fora! Bola na escola.&lt;br /&gt;Risos, choros, travessuras e travessias,&lt;br /&gt;Tudo acontece na escola.&lt;br /&gt;Tudo, acontece na escola.&lt;br /&gt;~&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3693759934842746694?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3693759934842746694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3693759934842746694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3693759934842746694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3693759934842746694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/11/escola-na-escola.html' title='A escola na escola.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3605163336354037778</id><published>2009-11-15T01:54:00.006-03:00</published><updated>2009-11-15T02:15:57.221-03:00</updated><title type='text'>O sagrado silêncio.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://queroserfeliz.blogs.sapo.pt/arquivo/silencio.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 304px;" src="http://queroserfeliz.blogs.sapo.pt/arquivo/silencio.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos em que, envoltos em determinadas circunstâncias, soa no imaginário coletivo a necessidade imperiosa de se exercer protagonismo, de assumir uma postura enérgica, interventora. Ora por vezes perguntam: “Vai ficar aí parado? Não vai fazer nada?”. O silêncio, nesse sentido, como uma alternativa de resposta, fica, muitas vezes, às margens do rio, longe das correntezas que arrastam os acontecimentos. Na nossa cultura o silêncio é interpretado como a ausência de resposta, como uma omissão. É comum pessoas que vivenciam esse contexto serem censuradas sob a indignada alegação de falta de iniciativa, de habilidade e, especialmente, de coragem para conduzir determinadas situações. Muitas vezes isso é verdade. No entanto, há situações em que o silêncio é uma virtude, uma sabedoria, uma qualidade humana que expressa traços da mais suprema liberdade. Concordo com o escritor Fábio de Melo, quando diz que o que acontece de melhor na vida, geralmente, está marcado pelo que há de mais sublime no momento, o silêncio, o trem silencioso que nos faz captar toda a essência de nossa existência. O silêncio é muito mais do que um vazio de sons, é, na verdade, em muitas vezes, um texto completo, um momento sagrado, onde se revelam novos sentidos para a nossa vida e nos presenteia com novas possibilidades e oportunidades de recompor-nos, de sarar as rachaduras deixadas pelos tombos levados nas andanças pelos caminhos hostis de nossa trajetória. Talvez, a estrutura cartesiana de nossa cultura nos feche esse horizonte. Talvez, esteja a sempre nos impedir de contemplar o que há de caos no silêncio, a dúvida, a incerteza do que está por vir. Estamos tão habituados à verdade, de modo que, não conseguimos tranquilidade enquanto não encontramos uma resposta para nossas indagações, precisamos de uma resposta para tudo. Um silêncio, visto como falta de eco nos acontecimentos, incomoda, causa desconforto e, em muitos casos, indignação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3605163336354037778?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3605163336354037778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3605163336354037778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3605163336354037778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3605163336354037778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/11/o-sagrado-silencio.html' title='O sagrado silêncio.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-9039320271917903916</id><published>2009-11-01T11:44:00.003-03:00</published><updated>2009-11-01T11:48:55.592-03:00</updated><title type='text'>Escolas em preto e branco.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ew-dayFiyz4/SbP1MqsjzPI/AAAAAAAAA-4/oKf-Jh8IXbE/s400/Preto+Branco1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ew-dayFiyz4/SbP1MqsjzPI/AAAAAAAAA-4/oKf-Jh8IXbE/s400/Preto+Branco1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolas em preto e branco,&lt;br /&gt;Riscos num quadro negro,&lt;br /&gt;Pinturas que nada inspiram,&lt;br /&gt;Faz silêncio o palavreiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Nos corredores agonizantes,&lt;br /&gt;Resmungam inquietados,&lt;br /&gt;Entre palavras de silêncio&lt;br /&gt;E gestos domesticados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gritam os inocentes.&lt;br /&gt;Derramam pelas paredes,&lt;br /&gt;As súplicas de socorro,&lt;br /&gt;À fala, à fome, à sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-9039320271917903916?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/9039320271917903916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=9039320271917903916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9039320271917903916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9039320271917903916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/11/escolas-em-preto-e-branco.html' title='Escolas em preto e branco.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ew-dayFiyz4/SbP1MqsjzPI/AAAAAAAAA-4/oKf-Jh8IXbE/s72-c/Preto+Branco1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-1377877577816316465</id><published>2009-10-30T00:50:00.005-03:00</published><updated>2009-11-01T00:52:03.103-03:00</updated><title type='text'>O inferno d’antes.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_EwuZLg5jKOk/Sa2QRwnk6TI/AAAAAAAAAFY/NvBXOGIEepc/s400/739010.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 354px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_EwuZLg5jKOk/Sa2QRwnk6TI/AAAAAAAAAFY/NvBXOGIEepc/s400/739010.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, não tínhamos comida,&lt;br /&gt;Hoje, reclama-se o sal.&lt;br /&gt;Não tínhamos casa, guarida.&lt;br /&gt;Hoje, comemos muito e mal.&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;Agora, estamos salubres, contritos.&lt;br /&gt;Protagonistas de um psicodrama abismal.&lt;br /&gt;Estamos em pânico, aflitos.&lt;br /&gt;Nossa eterna novela semanal.&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;Falta ainda a queixa resignada,&lt;br /&gt;O silêncio que incomoda e incrimina.&lt;br /&gt;Nos trazendo à tona a culpa velada. &lt;br /&gt;De uma vítima inocente e franzina. &lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;Mas o mistério deveras se firma imponente,&lt;br /&gt;Um inferno d’antes vivido, intenso e duradouro, vazio,&lt;br /&gt;Agora, um deleite excessivo, alucinado, um sutil delírio,&lt;br /&gt;Sem gosto, sem fruto, sem semente. &lt;br /&gt;*AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-1377877577816316465?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/1377877577816316465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=1377877577816316465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1377877577816316465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1377877577816316465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/o-inferno-dantes.html' title='O inferno d’antes.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EwuZLg5jKOk/Sa2QRwnk6TI/AAAAAAAAAFY/NvBXOGIEepc/s72-c/739010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2899883815283652658</id><published>2009-10-27T22:25:00.002-03:00</published><updated>2009-10-27T22:32:35.670-03:00</updated><title type='text'>Cisso.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ante-et-post.weblog.com.pt/chuva%20-%20hassan%20farahani.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 375px;" src="http://ante-et-post.weblog.com.pt/chuva%20-%20hassan%20farahani.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Era o fim de uma tarde muito fria na cidade. Eu estava muito cansado, tinha trabalhado muito naquele sábado. Haviam muitas crianças com resfriado na região. Eu não via a hora de chegar em casa. Aliás, fazia alguns dias que eu não aparecia por lá. Lembro que fui interrompido no momento em que organizava os prontuários, para levá-los pra casa. Apesar de ter sido um dia nebuloso, os raios do sol rasgavam as nuvens e, de certa forma, fazia com que todos lembrassem de que naquele dia ele existira. Àquela altura, já não havia mais pacientes para atender. Eu estava pronto para sair. Recordo que naquele dia, uma lágrima me segurou. Uma lágrima de menino. De um menino que chegara ao Posto de Saúde em desesperadas súplicas.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dotô! (Disse o garoto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi menino? O que fazes sozinho neste tempo frio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sinhô tem remédio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra curar dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venha! Vou ver o que você tem? Sente alguma coisa? Aonde dói?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dói dentro, Dotô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o lugar, filho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na alma. O sinhô tem remédio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Fiquei alguns instantes um pouco atônito com a resposta do menino. Senti uma piedade muito grande ao ouvir o menino falar de uma coisa tão séria. Era cedo de mais pra viver um sofrimento tão duro. Aquele garoto sofria precocemente. Uma dor assim não deveria assaltar uma criança. É tão triste perceber que, logo cedo, as crianças de comunidades pobres são convidadas a conhecer o duro mundo dos adultos. O mundo da pobreza, em que os sonhos já morreram, mas que a esperança, felizmente, ainda agoniza.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Fui rápido. Aquele menino feito em trapos de pano aguardava ansiosamente uma resposta. Lembrei que sobrara algumas pastilhas de hortelã em meu bolso. Sempre gostei de usá-las nos momentos de descanso.]  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você quer uma pastilha de hortelã, filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero. Sempre gostei de pastilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Passei a pastilha para as mãos dele. Ele as recebeu alegremente. Mas é um sorriso momentâneo. Eu sei disso. É uma trégua. Um curto momento em que, quem sofre, dá-se o direito de um ligeiro sorriso.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é o seu nome, filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mora muito longe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Moro logo ali perto. Tá vendo aquela casa lá na frente? Eu moro ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que saiu de casa sozinho? Pode ser perigoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gosto de ver a minha mãe sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela está doente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Está sofrendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que ela sente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dor. Que nem eu. Dor na alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Um nó engasgou a minha garganta. Vi que poderia ser doloroso prosseguir com mais perguntas. Às vezes, vale mais ser presenteado com um sorriso do que buscar saber ao menos o nome do desconhecido. Embora não soubesse muito sobre Cisso, eu sabia o suficiente para comover-me com a sua história. A história que é a mesma de muitos meninos das redondezas. A sua mãe, coitada, deve ter problemas na relação com o marido (se é que tem um). Deve passar por dificuldades em casa. Talvez, chore todas as noites, lamentando a falta de pão na mesa. Cisso deve ter muitos irmãos. Eles provavelmente disputam, pelo merecimento, as pequenas coisas que a família pode comprar.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cisso. Você quer tomar um suco lá no Freitas? Ainda está aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito custoso Dotô. Eu não tenho moeda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu pago pra você. Eu estava pensando em fazer um lanche mesmo. Lá poderíamos continuar a prosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se for assim eu aceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, fomos ao Freitas. Cisso comeu com muita satisfação. Parecia que a muito tempo não  comia. A sua névoa de tristeza, pelo menos, naquele momento, havia desaparecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe Dotô. Parece que a minha dor está passando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se sente melhor, Cisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora estou bem. Ao menos até chegar em casa. O sinhô me deu cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como? Não fiz nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mãe disse uma vez que fé cura. Acho que você me deu um pouco de fé. Vou dividir com a mãe quando chegar em casa. Obrigado, Dotô. Obrigado por ter me visto, quando ninguém viu. Por ter escutado quando ninguém escutou. O sinhô com certeza vai ter o seu próprio anjinho no céu. Que vai te proteger também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O garoto se despediu de mim com uma silenciosa gota de lágrima. Não uma lágrima de tristeza, mas, de uma alegria perene, rara; que, aos meus olhos, constrói as pequenas fibras da esperança. O sol, naquele dia, iluminou as frias noites no barraco de dona Maria, mãe de Cisso. E fico feliz hoje, ao ver que Cisso conservou aquele filete de esperança. Não só o guardou, mas, fê-lo florescer. Fazendo nascer uma árvore frondosa. Hoje, vinte anos depois, Cisso é um jovem bem sucedido. Trabalha no Corpo de Bombeiros, ajudando a salvar vidas e a resgatar a esperança daqueles que já se entregaram.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2899883815283652658?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2899883815283652658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2899883815283652658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2899883815283652658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2899883815283652658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/cisso.html' title='Cisso.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5557497984548900859</id><published>2009-10-17T02:54:00.002-03:00</published><updated>2009-10-17T03:01:22.852-03:00</updated><title type='text'>A agonia da escrita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nzGIT0Ql2Rw/SVgZosC777I/AAAAAAAAADI/UtS5RHtMe5s/s400/linha+de+chegada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nzGIT0Ql2Rw/SVgZosC777I/AAAAAAAAADI/UtS5RHtMe5s/s400/linha+de+chegada.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;Nos momentos decisivos, nas horas em que realmente precisamos, ao nos encontrarmos diante de uma situação em que temos o poder de confirmar o êxito, não é muito raro sentirmos o amargo gosto da frustração. Quando isso acontece, somos muitas vezes, possuídos pela apatia e pelo sentimento de culpa de não ter conseguido aproveitar a chance. Essas experiências são, em determinadas ocasiões, agonizantes, pois, percebe-se que o momento precioso vai lhe escapando às mãos. Um exemplo que reflete muito isso é quando estamos a escrever um bom texto. Lamentamos lamuriosamente quando as boas idéias nos fogem. O texto se perde em nosso abismo interior e a caneta perde, indignada, a oportunidade de deslizar mansamente pelo papel. Diante disso, suamos muito, sofremos demasiadamente como se a perda fosse definitiva. Mesmo assim, de acordo com a necessidade, persistimos. Concentramos as energias para recuperar o texto perdido. Mergulhamos destemidamente nos mares da consciência, a fim de trazer de volta a caixa de relíquias, naufragada nas profundezas. E quanto mais a procuramos, sentimos no corpo as nossas limitações. Uma vez ou outra perdemos o fôlego. O insucesso nos faz retornar à angústia do desamparo e à superfície, de mãos vazias. Há, nesse instante, uma sensação infante de certa debilidade e desespero, um medo e uma fragilidade que nos colocam como crianças perdidas em meio à multidão. No entanto, ao viver a plenitude desse desespero, ao provar da angústia de “não saber”, passamos pela linha de chegada e novos significados se perfazem em nossa mente. Já não somos os mesmos! A depender da nossa força de espírito, saímos mais fortes e a nossa voz interna, antes sufocada nos mares profundos, começa a retornar a superfície, mais confiante de si mesma. Voltamos a sentir mais o sabor da escrita. Voltamos a degustar deliciosamente cada palavra. O texto, então, surge novamente. Agora, mais vivo e colorido. Mais nítido e belo. Ornamentado com as mais belas flores colhidas nos bosques das florestas, nos mares de dúvidas pelos quais navegamos, naufragamos e ressurgimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5557497984548900859?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5557497984548900859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5557497984548900859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5557497984548900859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5557497984548900859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/agonia-da-escrita.html' title='A agonia da escrita'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nzGIT0Ql2Rw/SVgZosC777I/AAAAAAAAADI/UtS5RHtMe5s/s72-c/linha+de+chegada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5003727863100217286</id><published>2009-10-12T01:12:00.013-03:00</published><updated>2009-10-12T01:26:22.797-03:00</updated><title type='text'>A galáxia dos anônimos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.blogs.abril.com.br/1/divadomasini/imagens/arte-na-rua.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 490px; height: 323px;" src="http://img.blogs.abril.com.br/1/divadomasini/imagens/arte-na-rua.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ouçam! Ouçam o cântico que vem das praças.&lt;br /&gt;Ouçam a melodia que transborda nas estações de trem.&lt;br /&gt;Ouçam! Podem salvar os seus dias.&lt;br /&gt;Desarmem, pois, os teus espíritos e confortem as tuas almas.&lt;br /&gt;Recebam o toque das cordas e vejam-se parar no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam-se emergir das tuas páginas esquecidas.&lt;br /&gt;Ouçam! Confortem as suas almas.&lt;br /&gt;Ouçam a voz que vem da multidão.&lt;br /&gt;Alguém poderá mudar as tuas vidas.&lt;br /&gt;Ouçam, pois, a música. Ouçam! Escutem vossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o brilho nos olhos. Vejam a força de espírito que lhes são despejados.&lt;br /&gt;É presente! Uma dádiva. Deem uma chance ao anonimato.&lt;br /&gt;Deem uma chance a si mesmos, de ouvir uma bela canção.&lt;br /&gt;Nas ruas, nas praças, ouçam, pois, a canção.&lt;br /&gt;Sejam testemunhas de um milagre. Vejam que reclamais em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçam, pois, a vida é poesia, é musica, é sempre uma bela canção.&lt;br /&gt;Um choro, um sorriso, é sempre uma bela canção, uma poesia, um sim, um não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor: Paulo André dos Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5003727863100217286?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5003727863100217286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5003727863100217286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5003727863100217286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5003727863100217286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/galaxia-dos-anonimos.html' title='A galáxia dos anônimos.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7666352302660850793</id><published>2009-10-10T19:38:00.002-03:00</published><updated>2009-10-10T19:41:03.072-03:00</updated><title type='text'>A dúvida.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://rodrigoteixeira.files.wordpress.com/2007/09/incerteza_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 789px;" src="http://rodrigoteixeira.files.wordpress.com/2007/09/incerteza_01.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma coisa que possa angustiar mais do que a dúvida? Há uma gota de esvaziamento, uma sensação de caos perturbador na dúvida. Há uma torrente de incertezas, um abismo tão escuro que parece não haver chão. Como somos tão viciados pelas certezas, a dúvida gera, a depender da situação, um pânico enorme, um grande desespero. Em contrapartida, a dúvida nos dá novas possibilidades, novas oportunidades de ver o mundo - o nosso mundo.  Ao mesmo tempo em que a dúvida pode nos oferecer um crescimento positivo, ela pode, quando aprisionada em nossas mentes, deixar-nos em estado de imóvel perplexidade. Então diante disso, o quer fazer com a dúvida? Nada? Fazer nada é muito perigoso, a não ser nos momentos em que tivermos a clareza de que essa é a melhor solução. A dúvida não é, portanto, em si, positiva ou negativa.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; A dúvida não é o que nos salva, mas, inevitavelmente, o que fazemos dela. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7666352302660850793?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7666352302660850793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7666352302660850793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7666352302660850793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7666352302660850793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/duvida.html' title='A dúvida.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4582131003836176112</id><published>2009-10-09T23:38:00.007-03:00</published><updated>2009-10-10T11:13:46.072-03:00</updated><title type='text'>A correria.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aigrejadocaminho.files.wordpress.com/2009/05/correria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 512px;" src="http://aigrejadocaminho.files.wordpress.com/2009/05/correria.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população das grandes cidades brasileiras tem crescido muito rapidamente, nos últimos dez anos. Tem tanta gente, que fica difícil sair de casa em determinados horários. É um engarrafamento pra tudo. Enfrenta-se filas quilométricas no trânsito, nos bancos, nos hospitais, nos terminais de ônibus, etc. Enfim, é tanta fila, é tanta espera, que, para fugir delas, logo que inicia o dia, descumprimos os limites que regulam a nossa existência. Muitas vezes, não percebemos sequer a sintonia necessária entre mente e corpo. Aquela voz lá dentro que grita, que nos pede pra parar, que nos pede pra descansar. Os estados, os ânimos, os estresses, as pressões emocionais e as dores, passam muitas vezes desapercebidas, deixando conosco, sempre, alguma marca ou patologia, em fase de incubação. A correria, nesse sentido, preocupa. O preço pago por isso é, em muitos casos, alto demais. A vida não combina com correria, nem tampouco combina com falta de movimento. Vida é movimento, mas, tem um movimento próprio, um tempo próprio, que deve ser respeitado, sob o risco de ter que parar definitivamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4582131003836176112?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4582131003836176112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4582131003836176112&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4582131003836176112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4582131003836176112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/correria.html' title='A correria.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5383890643191506650</id><published>2009-10-09T01:20:00.002-03:00</published><updated>2009-10-09T01:22:51.564-03:00</updated><title type='text'>O grande capital das empresas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blogdocastanha.com/wp-content/uploads/2009/05/capital-humano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://www.blogdocastanha.com/wp-content/uploads/2009/05/capital-humano.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias pela manhã, quando abrimos a janela da mente para o mundo, percebemos que a nossa vista se encontra o futuro. Não o futuro em si, mas, um jogo de possibilidades, uma imensa cadeia de perspectivas boas e ruins que nos obrigam a assumir posições estratégicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo interligado, tudo se relaciona com tudo e, nesse sentido, o bom e o ruim coexistem. Sucesso e fracasso se relacionam de maneira umbilical, dependendo um do outro. Assim, com o fracasso de hoje, podemos construir o sucesso de amanhã. A humanidade segue, portanto, o seu natural caminho de evolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um caso específico tão presente no nosso cotidiano, podemos citar as empresas, que para viabilizar a própria sobrevivência, incorporou a sua cultura operativa o conceito de liderança e de liderados. É como se estivessem realmente mergulhadas em uma guerra, em uma arena de combate. E nessa empreitada, a qualidade da relação estabelecida entre líderes e liderados é imprescindível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não se pode mais conceber atualmente o espaço das empresas com um simples ambiente coletivo, onde trabalham um determinado número de pessoas. Por isso, talvez, muitas das empresas tem se tornado, cada vez mais, um corpo-ação, uma corporação.  O coletivo idealizado assume um aspecto mais integrado, interligado, inspirado, sobretudo, por objetivos comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o ambiente coletivo das empresas passa a ser visto como ambiente de equipes, onde as pessoas são convidadas a realizar, cada uma, um papel específico, dentro da organização do processo produtivo. Para isso, são algumas iniciativas servem de estímulo, em termos de valorização da atividade e do profissional, abrindo possibilidades para que cada pessoa possa compreender a importância de sua atividade nas empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Por outro lado, em virtude da necessidade de assegurar a competitividade no mercado, algumas empresas acabam, de certa maneira, espoliando qualquer possibilidade de ter em seus espaços, ambientes de equipes, num sentido legítimo. Cria-se dentro da cultura dessas empresas, uma mentalidade estruturada no pragmatismo, onde os resultados são o que realmente importa, esquecendo-se muitas vezes, de que os resultados, para serem conseguidos, precisam de pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, perde-se a oportunidade de caminhar em direção ao sucesso duradouro. Priorizando o aqui e o agora, através, unicamente, da política de resultados, as pessoas começam a agir mecanicamente, por puro interesse salarial e não, como deveria ser: por saber da importância que cada um representa na cadeia produtiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que as pessoas não agem também por interesse salarial, pois, isso é uma condição para a vida delas em sociedade,mas, não deve se restringir a isso, uma vez que as pessoas querem se sentir felizes onde estão trabalhando e o salário delas não é a única condição para isso. O salário, nesse sentido, é uma das recompensas e, em alguns casos, não a maior delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que ganham um salário muito bom onde trabalham. Entretanto, sempre se revelam insatisfeitas com aspectos interpessoais dentro das empresas. Isso demonstra que não é somente o salário que traz a satisfação às equipes. Existem coisas que também precisam ser observadas, como por exemplo, o grau de ética que estão norteando a relação nas empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética é o alimento das empresas. Para que elas possam “ter vida, e vida com abundância”, precisam ter em seu ambiente corporativo, perspectivas de relações humanas de respeito às particularidades de cada pessoa, desde que esta não esteja prejudicando a coletividade. Afinal, as pessoas são o capital mais importante das empresas, o capital humano. São, sem sombra de dúvida, o ar que enche os pulmões das empresas, que as fazem respirar e a continuarem vivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5383890643191506650?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5383890643191506650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5383890643191506650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5383890643191506650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5383890643191506650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/o-grande-capital-das-empresas.html' title='O grande capital das empresas'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7283391181382687860</id><published>2009-10-06T23:59:00.004-03:00</published><updated>2009-10-07T00:08:19.360-03:00</updated><title type='text'>Gritos inaudíveis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://aiachismo.files.wordpress.com/2009/05/inaudivel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 400px;" src="http://aiachismo.files.wordpress.com/2009/05/inaudivel.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas manhãs de domingo,&lt;br /&gt;Pernas e braços gingam em eloquentes movimentos articulados.&lt;br /&gt;Entre faixas e sinais, um espetáculo curto, mínguo,&lt;br /&gt;Em troca de alguns trocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto poucos tem o mundo, &lt;br /&gt;A muitos restam apenas lembranças, &lt;br /&gt;De um sonho vivo e profundo, &lt;br /&gt;De um sonho antigo de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade não para, o tempo não para,&lt;br /&gt;Os sinais piscam intermitentes. &lt;br /&gt;Garotos somem em meio às faixas, &lt;br /&gt;Pedintes, comerciantes, reticentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe-se o sol, surge a lua, &lt;br /&gt;Na imensidão do céu noturno.&lt;br /&gt;Nas calçadas, nos abrigos, nas ruas, &lt;br /&gt;Choram-se lágrimas em gritos mudos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rostos tristes na penumbra,invisíveis aos paletós,&lt;br /&gt;Dos homens que velozes indiferentes, &lt;br /&gt;Cegos e surdos às súplicas,&lt;br /&gt;Pedidos de socorro para esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7283391181382687860?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7283391181382687860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7283391181382687860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7283391181382687860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7283391181382687860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/10/gritos-inaudiveis.html' title='Gritos inaudíveis'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3840789064166663219</id><published>2009-09-29T00:24:00.002-03:00</published><updated>2009-09-29T00:40:56.775-03:00</updated><title type='text'>Entre o sonho e a dolorosa realidade.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PE6HlmJa2vE/SLVP0hiGuNI/AAAAAAAAAB0/NwBR1chT5P8/s320/Desilus%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PE6HlmJa2vE/SLVP0hiGuNI/AAAAAAAAAB0/NwBR1chT5P8/s320/Desilus%C3%A3o.bmp" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando a vida começa, quando inaugura um novo ser neste mundo, é tão poética quanto as flores que escorregam levemente pelos rios do Amazonas. É de uma beleza triunfal, sublime e milagrosa. Assim que a vida transborda da caixa de Pandora, instaura-se o sagrado e a veneração de todos. Nesse momento, cessa-se a guerra e o luto, dá-se uma trégua à esperança, permitindo a todos os novos, por alguns anos, o direito de sonhar e de voar indefinidamente pelo azul celeste. Mesmo que a pobreza – em um sentido amplo – diga o contrário, todo ser novo, de início, sente a esperança de ser amado por Deus. Sente a esperança de vingar gloriosamente como uma flor dentre os espinhos. Entretanto, chega-se o momento do abandono e do esquecimento. Chega-se ao instante em que se tem a impressão de ruptura com a divindade. Momento, sobretudo, em que murcham as flores da inocência, em que se percebe que dor de verdade é aquela que penetra na alma e que nos roubam a esperança. As lágrimas do desalento explodem em nosso peito. Uma mistura de ódio e desespero toma conta da razão. É quando diz-se que “Menino Jesus não gosta de mim”. Foram tantos os pedidos. Foram tantas as orações. Mesmo assim, nesta manhã, toma-se o cálice da amargura e a fome corrói a mais viva dignidade. É possível avistar os meninos que andam perdidos pelas ruas. Perdidos de pais, de mães, de esperança, de uma morada. Meninos como Zezé, que criaram em torno de si uma Laranjeira-lima. Meninos que tem em seu natal de cada dia a humilhação do desperdício alheio. Aqueles meninos, que não conheceram o pai, a mãe, que não tiveram durante maior parte da infância, roupas para vestir, livros para estudar e sonhar. Não tiveram um amigo Xururuca para compartilhar de suas tristezas, nem de alguém que lhe estendesse sequer a mão. Todos esses meninos nascem encharcados de esperança, mas, a vida, com o passar do tempo, faz amarelar suas folhas verdes. A sua árvore vai morrendo, secando, definhando diante de uma terra tão seca e ingrata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VASCONCELOS, José Mauro de. O meu pé de laranja lima. Ilustrações de Jaime Cortez. – São Paulo: Editora Melhoramentos, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3840789064166663219?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3840789064166663219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3840789064166663219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3840789064166663219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3840789064166663219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/entre-o-sonho-e-dolorosa-realidade.html' title='Entre o sonho e a dolorosa realidade.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PE6HlmJa2vE/SLVP0hiGuNI/AAAAAAAAAB0/NwBR1chT5P8/s72-c/Desilus%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7614059318025800086</id><published>2009-09-28T01:03:00.003-03:00</published><updated>2009-09-28T01:10:25.822-03:00</updated><title type='text'>A utopia de todos os dias.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://borboletasazuis.files.wordpress.com/2009/05/nada-impossivel-040208.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 560px; height: 344px;" src="http://borboletasazuis.files.wordpress.com/2009/05/nada-impossivel-040208.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como pisar no chão todos os dias, mesmo sabendo da trilha dolorosa que nos espera? Como continuar caminhando se até mesmo o destino é inseguro? A esse respeito, o que se pode dizer é que não há garantias, essa é a verdade.  E quando não há garantias somos sempre levados a questionar a validade de nossa caminhada. Por isso, constantemente nos perguntamos: para que tanto sacrifício? Qual a recompensa? Vale realmente a pena? Infelizmente, essas perguntas, somente cada um de nós poderá responder. E para responder isso precisamos saber qual o nosso propósito nesta vida, o que valorizamos? O que defendemos? Pelo que lutamos? Após formularmos essa resposta, saberemos qual a esperança que nos move, que nos dá ânimo, que nos dá motivo. Enfim, saberemos qual a nossa utopia, os nossos sonhos, a nossa realidade a ser alcançada. Ao acordar todos os dias, nesse sentido, temos que alimentar o tempo todo, as nossas crenças, por tudo o que isso representa. É uma tarefa árdua não fraquejar durante uma caminhada tão cheia de obstáculos, tão cheia de momentos adversos. Diante disso, muitos ficam pelo caminho, muitos não conseguem continuar sonhando, acabam se entregando resignados à dura realidade. Deixam de sonhar, deixam de viver. Porque só estamos vivos quando mais do existimos, quando sonhamos. Vida é propósito e uma construção da história. É portanto, um legado às gerações posteriores. Isso é o que move a humanidade – a contribuição que prestamos ao futuro. Se somos mortais, é muito importante que possamos dar valor a cada momento aqui na terra. E uma maneira honrosa de valorar a nossa trajetória tão rápida como seres viventes é construindo a nossa obra, cumprindo com o nosso ideal, por tudo o que acreditamos ser o melhor para a humanidade. Desse modo, para criarmos resistência às adversidades do caminho, precisamos ter com clareza a dimensão consequente da nossa ação, ou seja, em que a nossa ação age e em que ela se transforma. Se queremos um mundo mais justo, mais igual e mais pacífico entre as pessoas, temos que nos perguntar, em determinado momento, em que contribuímos para isso. Temos que perguntar, sobretudo, em que a nossa utopia serve ao que nós queremos disso tudo. A nossa utopia representa um bem coletivo ou um bem individual? Qual das duas tem mais valor? Por quê? Com certeza, qualquer pessoa sensata iria concordar de que quantos mais pessoas forem beneficiadas, mais será louvável a sua utopia, mais ela teria força para se justificar, mais, sobretudo, ela poderia ganhar a adesão coletiva viabilizando a sua concretização de maneira substancial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7614059318025800086?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7614059318025800086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7614059318025800086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7614059318025800086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7614059318025800086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/utopia-de-todos-os-dias.html' title='A utopia de todos os dias.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5121072182699977013</id><published>2009-09-27T19:18:00.003-03:00</published><updated>2009-09-27T19:33:44.547-03:00</updated><title type='text'>Do valor intrínseco da vida.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://recantodasletras.uol.com.br/img.php?id=354&amp;nome_sis=42385.jpg&amp;maxw=400&amp;maxh=533"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://recantodasletras.uol.com.br/img.php?id=354&amp;nome_sis=42385.jpg&amp;maxw=400&amp;maxh=533" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma tarde ensolarada de sábado, no final do mês de setembro, depois de muitas reivindicações, resolvi sair com o meu pequeno filho. Nos últimos quatro anos, eu, réu confesso, tenho dedicado pouco tempo ao meu tesouro – a vida, às vezes, cobra-nos um preço muito alto. No entanto, posso dizer que sempre alimento o meu espírito redentor, pois, quando estou com meu filho, faço um esforço muito grande para que esses poucos momentos se tornem o mais significativo possível na vida dele. Hoje, tenho uma meta a cumprir: no ano que vem (2010), vou participar mais de sua educação. Provavelmente, iremos jogar bola juntos, empinar pipa, jogar gude, visitar museus, bibliotecas, tudo que possa ajudá-lo na caminhada da vida. No dia de hoje, em especial, fomos à pizzaria e, logo após, à livraria e ao cinema. Ficamos de decidir entre dois filmes e, como acontece com outras crianças, ele decidiu o que lhe representava mais aventura. Escolheu o filme Força G (2009), que apesar contar a saga de um grupo de porquinhos-da-índia em serviço clandestino ao FBI, pode-se compreender, também, como uma mensagem, uma espécie de chamado ao valor intrínseco da vida em busca de realizar a sua missão aqui na terra. Ao fazer emergir o herói, o protagonista que há em cada um de nós, a força que nos impulsiona em direção a um propósito, o filme nos possibilita entender o quanto cada um de nós é especial, único, de valor imensurável, independente das circunstâncias. Ao sair do cinema, tentei sondar o que o meu filho havia compreendido do filme, qual a mensagem que ele havia abstraído. Como é natural, ele se mostrou muito empolgado com as ações, com os êxitos, mas, um pouco mais adiante, percebo que será possível incluir, em nossas conversas, uma abordagem sobre essa força que locomove a vida no sentido de cumprir o seu caminho. A vida, em especial, a vida em sociedade, a vida consigo e na relação com os outros, com a família, com os demais seres vivos. Sinto a necessidade de sugerir e de participar de uma reflexão sobre o nosso agir como humanos, sobre a atual a solidão humana que nos consome, apesar de toda a facilidade de se comunicar nos dias atuais – estamos ligados entre si umbilicalmente a cada pessoa desse planeta. Eu acredito, firmemente, que ainda há esperança, que ainda é possível viver uma vida sem que com isso, necessariamente, tenham que se extinguir indiscriminadamente outras expressões de vida aqui na terra. Vivemos atualmente o drama das florestas e de suas faunas e floras. Vivemos a destruição de vários rios, em virtude do apocalipse urbano-industrial. Vivemos a ação predatória entre os próprios humanos, com a intolerância, a exclusão social e a violência, que assumem proporções que poderão mudar o curso de nosso processo de civilizatório. Sabe-se, nos dias atuais, que um quarto da população mundial vive na linha da extrema pobreza. Isso significa dizer que aproximadamente um bilhão e meio de pessoas estão subjugadas a condições de vida degradantes e, portanto, desumanizadoras. E é pensando nisso, sem querer podar os sonhos e, ao mesmo tempo, sem querer me passar, no futuro, como um mentiroso, sinto-me preso diante da dimensão utopia-realidade. Quero que o meu filho saiba que, no mundo, as coisas não são “só flores”, que também existem os espinhos, mas, ao mesmo tempo, não quero fazê-lo esmorecer em seu ânimo, em sua esperança, em sua vida num sentido de movimento e de expressão. Às vezes, penso e me pergunto: como ajudar as pessoas a criar uma consciência de realidade sem que essa lhes privem de olhar para o horizonte, sem que lhes impeçam  de alimentar, no âmago de suas almas, uma utopia e, desastrosamente, lhes neguem a humanidade necessária para poderem contemplar a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5121072182699977013?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5121072182699977013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5121072182699977013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5121072182699977013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5121072182699977013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/do-valor-intrinseco-da-vida.html' title='Do valor intrínseco da vida.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-583341783294925813</id><published>2009-09-22T21:27:00.001-03:00</published><updated>2009-09-24T00:50:05.409-03:00</updated><title type='text'>A estatística cotidiana.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://newserrado.com/wp-content/uploads/2008/05/estatistica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 248px;" src="http://newserrado.com/wp-content/uploads/2008/05/estatistica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estatística, mesmo na opinião de um estatístico, não revela em si um status de Ciência. Na verdade, os cálculos estatísticos se constituem em uma extraordinária ferramenta que possibilita a quem pesquisa sobre um determinado objeto, quantificável ou qualificável, realizar diagnósticos de tendências e estabelecer de forma mais consciente – mas, não absoluta -, um planejamento, uma projeção, ou ainda, em formular uma hipótese geradora de outras pesquisas. Não é necessário ir muito longe para constatar o quanto a Estatística se faz presente na vida cotidiana. Nesse sentido, a fim de ilustrar essa idéia, parafraseando Paulo Freire, podemos dizer que nós, ao acordarmos todas as manhãs, iniciando a nossa rotina diária – contabilizando o tempo entre o café da manhã e a chegada ao trabalho – demonstramos, sem perceber, o quanto fazemos uso da Matemática, como seres sociais matematicizados que somos. Da mesma forma, em certa proporção, isso também acontece com o uso da Estatística nas práticas cotidianas. Embora muitas das pessoas sequer tenham tido contato com os conhecimentos sobre a Estatística durante o processo escolar, elas, em determinados eventos, calculam, de certa forma, intuitivamente, as possibilidades de resultados de sucesso, de fracasso, de perigo, de ingresso em um determinado emprego etc. Assim como ocorre em relação à Matemática, propriamente dita, as pessoas sempre conservam no imaginário a idéia de que a Estatística é um instrumento para deuses, o que não é verdade. A Estatística tem como pressuposto em si, definir possibilidades. Assim, se esse instrumento fosse muito mais social, no sentido de compartilhamento com outras pessoas, do que é atualmente, talvez, muitos dos problemas do dia-a-dia desapareceriam ou seriam em muito atenuados. O mundo, hoje, gira, de certo modo, em torno de números estatísticos. Um exemplo bem rotineiro, sobre isso, acontece quando uma pessoa precisa – com certa urgência – de comprar um gênero alimentício no bairro de residência. A tendência, nos termos do bom senso, é de que a pessoa irá procurá-lo, primeiramente, no local mais próximo (uma possibilidade de economia de tempo). No entanto, se os possíveis estabelecimentos estiverem em distâncias equiparadas, a pessoa irá estabelecer, em muitos casos, inconscientemente, um certa hierarquia de possibilidades. Bem, ou ela irá procurar o estabelecimento comercial mais diversificado em termos de produtos, ou ela vai priorizar aquele que, de certa forma, já lhe serve como uma referência, devido a compras anteriores (uma possibilidade de acerto na escolha do estabelecimento). De certa maneira, faz-se, nesse contexto, uma filtragem de possibilidades. O que quer dizer, que, inegavelmente, a Estatística, como um consenso que é, está sendo empregada. Portanto, se fosse possível mensurar os usos da Estatística, de cada pessoa, durante o dia, incrivelmente, chegar-se-ia a constatar que a Estatística antes de ser um campo de estudos formalizado e ignorado pelas pessoas como tal, ela é uma cultura diluída nas sociedades e, pelo menos em parte, se faz pelo senso comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-583341783294925813?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/583341783294925813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=583341783294925813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/583341783294925813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/583341783294925813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/estatistica-cotidiana.html' title='A estatística cotidiana.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-9101128062033915948</id><published>2009-09-21T19:47:00.002-03:00</published><updated>2009-09-21T19:54:05.800-03:00</updated><title type='text'>Comunicação e expressão: novos caminhos para uma prática educativa.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ipcg.org.br/ipcg/i_wp/internet.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 482px; height: 326px;" src="http://www.ipcg.org.br/ipcg/i_wp/internet.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabiamente dizem os populares, “Quem não se comunica se complica”. Na era das tecnologias da informação, vivenciada atualmente, em que a comunicação se faz cada vez mais intensa e extensa – num sentido mais geográfico -, tanto nas relações presenciais quanto através de meios virtuais, saber manipular a comunicação em multimeios pode significar um enorme diferencial tanto para profissionais quanto para as empresas em competição no cenário globalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar isso, pode-se constatar que, há alguns anos atrás, em muitas empresas, os técnicos, para produzirem um relatório diário de sua operação, tinham que escrever em um formulário impresso as informações diagnósticas correspondentes ao seu turno de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, atualmente, em grande número de empresas, os técnicos tem a possibilidade, a depender do grau de automação da empresa em que trabalham, de emitir o seu relatório a partir de um notebook conectado à rede privada virtual (Network private – VPN), a Intranet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa, em outros termos, que, além de ter que saber se comunicar bem oralmente e por escrito, em empresas desse nível, os técnicos, indispensavelmente, tem que possuir habilidades de manejo em processos automatizados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação, nesse sentido, assume o papel de destaque entre os requisitos de empregabilidades dos profissionais. Falhas de comunicação podem, em determinadas circunstâncias, condenar uma empresa à ruína. É preciso saber – e os grandes empresários já sabem -, que “Comunicação é poder”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicação, nessa análise em questão, implica como um fator que pode alavancar nas empresas, em todos os seus processos produtivos – inclusive, a respeito das atividades de compra e venda – um ganho substancial, portanto, uma geração maior de lucros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito disso, em uma perspectiva mais ampla, é interessante a um país, cujas ambições de desenvolvimento sejam grandes, investir, logo no processo educacional das crianças e dos jovens, em uma qualificação introdutória para lidar com multimeios de comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem isso, sobretudo, nas escolas públicas, viabilizar a inclusão social dos estudantes, será uma tarefa cada vez mais difícil em um mundo em constante transformação e avanços substantivos em termos de tecnologias da informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ao valer-se dos multimeios de comunicação, as escolas flexibilizam as aulas e quebram a rotina das atividades escolares. Atraem com mais eficiência os alunos, conseguindo maior adesão dos desses e, em consequência disso, acaba contribuindo para diminuir os casos de indisciplinas dentro de seu espaço educativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas, o uso de tecnologias como mais um recurso de aprendizagem, cria, para os alunos, novas possibilidades, novos horizontes, que contemplam múltiplas linguagens e proporcionam mais significado e, portanto, mais prazer, para as aprendizagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-9101128062033915948?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/9101128062033915948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=9101128062033915948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9101128062033915948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9101128062033915948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/comunicacao-e-expressao-novos-caminhos.html' title='Comunicação e expressão: novos caminhos para uma prática educativa.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3995256962918112765</id><published>2009-09-17T17:13:00.007-03:00</published><updated>2009-09-17T17:27:51.843-03:00</updated><title type='text'>A ética: condição para a coexistência das sociedades.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.geocities.com/pavolo_74/tortuga_limpieza.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 515px; height: 365px;" src="http://www.geocities.com/pavolo_74/tortuga_limpieza.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que os seres humanos perceberam que poderiam cultivar, à beira dos rios, o próprio alimento, deixaram de ser nômades. Com isso, os homens passaram a conviver em regiões de solo fértil para cultivo e em abundância de água, para irrigar as plantações, para a sobrevivência própria e dos animais. Tornaram-se sedentários, possibilitando o surgimento de grupos maiores, dando origem ao que denominamos atualmente de sociedade. Ao longo dos anos, a vida em sociedade produziu a cultura, abarcando costumes e tradições. A ética, nesse sentido, surge, também, desse processo de desenvolvimento humano como ser social. Aparece, sobretudo, como sistemática de estudo, como um referencial do caráter moral do homem. Apesar de etimologicamente semelhantes, a ética e a moral ocupam dimensões distintas, apesar de se debruçarem sobre o mesmo objeto, o caráter humano, as virtudes, os costumes e tradições. Por isso, é muito comum confundir-se ética com moral. Enquanto a ética (moral teórica) se ocupa do estudo, da investigação, e por vezes, de exercer influência sobre a moral. A moral em si (moral prática), é um conjunto de valores, legitimados por costumes e tradições, que estabelecem um consenso coletivo em um determinado contexto sócio-cultural, situado em determinada época. A ética, apesar de estar situada, mergulhada no estudo, no entanto, não tem como prerrogativa o julgamento dos atos humanos, mas, dedica-se estudo desses atos a partir da análise da referência da moral social, abraçando, nesse processo, conhecimentos, argumentações nos mais diversos campos do saber (ciências), a fim de estabelecer as generalidades, os princípios da qual se emana os valores morais. A ética por princípio e a moral por valores, são indispensáveis, aliás, vital para que a vida em sociedade seja possível, próspera e, eminentemente, humana. A ética é, como sinalizado antes, sintoma do desenvolvimento humano, da mesma forma que é também, para a sociedade, em seu processo de evolução e de coexistência contínua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3995256962918112765?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3995256962918112765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3995256962918112765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3995256962918112765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3995256962918112765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/etica-condicao-para-coexistencia-das.html' title='A ética: condição para a coexistência das sociedades.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-387181133889770523</id><published>2009-09-17T01:45:00.004-03:00</published><updated>2009-09-17T16:16:26.957-03:00</updated><title type='text'>A finalidade humana em nível planetário.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.euniverso.com.br/Carpediem/Ecologia/ecologia1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 377px;" src="http://www.euniverso.com.br/Carpediem/Ecologia/ecologia1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais otimistas, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o sol tem que brilhar, mesmo sendo ao final da tarde&lt;/span&gt;. Como é muito comum ser enunciado nas conversas do cotidiano, nos bares, nas casas e nas ruas, “Antes tarde do que nunca”. Ao aproveitar esse princípio popular de forma a analisar a condição humana, vitimada pelo “mal estar da civilização”, vemo-nos obrigados a realizar o caminho regresso, com destino à antiguidade. Nesse sentido, Aristóteles, já nessa época, defendia a finalidade primordial humana, a felicidade. E para ser feliz, para usufruir do supra-sumo da plenitude, homens e mulheres precisam ser livres. A liberdade ainda é, nos dias atuais, um objeto de extremo desejo, símbolo mágico e utópico da humanidade. Mesmo assim, ciente da própria condição, os humanos não desistem de sua grande busca, dessa empreitada, que faz de todos, navegantes nos mares do conhecimento. E, a bordo dos navios, à proa, gritam revestidos de esperança, todas as manhãs, os capitães: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dia bom. Dia de desafios e de travessia, de conquista da felicidade. Não desistamos. É preciso conquistar a “liberdade, ainda que tardia”&lt;/span&gt;. Essa é, desde sempre, a razão humana, o seu princípio e o seu fim. Afinal, como uma condição primeira da felicidade, nascemos para sermos livres. Livres para pensar, para julgar, para decidir e agir, sempre orientados pelos princípios éticos, propulsores da viabilidade social-humana. A humanidade necessita, como um requisito de sua autopreservação e, portanto, de sua sobrevivência, aprender a se comportar como um corpo social único, planetário. Para que isso aconteça, em nível sistêmico, efetivamente, cada um dos humanos, no âmbito de suas tribos, devem resgatar ou desenvolver o interesse, em querer, em criar e em dar significados, para depois afunilar a compreensão de si, como um membro-corpo planetário, e, assim, atingir um nível mais elevado, mais transcendente, de consciência. Não se trata, portanto, de edificar uma consciência restrita, pormenorizada, mas, de se permitir à construção de uma visão transdimencional dos compromissos éticos com a humanidade, como também, dos poderes e das possibilidades que cada sujeito, em cada tribo da tribo maior, conserva e oportuniza quando pensa e age coletivamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-387181133889770523?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/387181133889770523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=387181133889770523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/387181133889770523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/387181133889770523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/finalidade-humana-em-nivel-planetario.html' title='A finalidade humana em nível planetário.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5550054526950545503</id><published>2009-09-13T12:27:00.002-03:00</published><updated>2009-09-13T12:35:28.816-03:00</updated><title type='text'>O nosso legado...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.evangelizabrasil.com/wp-content/uploads/2009/01/mundo_verde.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 331px; height: 480px;" src="http://www.evangelizabrasil.com/wp-content/uploads/2009/01/mundo_verde.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: POR PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez li em um livro de um autor - que não recordo - que “a vida é muito curta para que haja tempo de arrependimento”. De certa forma, é com esse sentimento que fico após ler “Qual é a tua obra?”, de Mario Sérgio Cortella. Nesse escrito, o autor nos presenteia com algumas importantes nuances da gestão, da liderança e, sobretudo, da ética. São muitos os aspectos abordados, mas, talvez, o que nos revela mais substância é quando o autor traz a importância do significado que cultivamos nas coisas que realizamos, nas coisas que vivemos. O significado que atribuímos as coisas, segundo Cortella, é preponderante para a nossa autorealização e, consequentemente, para a nossa felicidade. E para ilustrar isso, ele nos traz o exemplo do bombeiro, que não ganha muito, mas, que, no entanto, exerce com afinco a sua missão, muitas vezes, arriscando, em nome da vida, a própria vida. Isso acontece, porque o bombeiro encontra significado no que faz, encontra inspiração. O bombeiro sabe, como diz Cortella (2009, p.68), que “A sua obra é muito mais ampla do que qualquer que seja a atividade que você realize em si mesma”. Nesse sentido, o autor levanta a importância do líder, seja nas relações cotidianas ou nas empresas, para ajudar as pessoas a se inspirarem, a encontrarem, também, um significado no que faz e a assimilarem a importância da busca pela excelência. Para isso, diz-nos o autor, que o líder precisa ser uma pessoa com visão, que, humildemente, proporciona as pessoas um ambiente que as ajudem a revelar, em âmbito individual e coletivo, o seu pertencimento, a sua sintonia, a sua sensibilidade e enfim, todo o seu potencial. Cortella afirma que liderança é uma questão de escolha e de aprendizado, portanto, qualquer um pode ser líder, em determinadas situações. Ainda para o autor, todo bom líder é sempre um bom ouvinte, sempre alguém que não perde a oportunidade de aprender com os outros, não lhe deixa escapar a chance de renovação de seus conceitos. E para que o líder, assim como, os seus liderados, consigam permanecer em harmonia, como atualmente se prescreve muito, é preciso trilhar o caminho da ética. Na última parte do livro, o autor nos revela o sentido exclusivo-humano da ética. Nessa parte, ele ressalta a importância da sustentabilidade nas relações do humano com os seus semelhantes e com todo o complexo vivo do planeta. Aliás, em certo momento da escrita, Cortella nos fala da nossa relação simbiótica com o planeta. Simbiótica quer dizer, a grosso modo, viver junto, conviver junto, num sentido mais social.Portanto, no livro, é destacado que quando em um dilema de natureza moral, as decisões são sempre de caráter individual, mas, as suas consequências implicam sempre, em maior ou menor grau, no universo coletivo. Atualmente, ouve-se falar em banalização dos modos, das transgressões, da violência. Durante a abordagem sobre ética, o autor faz questão de alertar para atentarmos para o perigo que representa tudo o que em nós ou, em nosso meio social, é concebido por normal. Por fim, o autor traz, de certa maneira, que o líder precisa ser uma pessoa íntegra, assertiva, exemplar no sentido mais poético da palavra e fonte de inspiração, de significado, de propósito, em um sentido mais objetivo, para os seus liderados. Afinal, lembra-te da tua obra, porque tu, esteja líder ou liderado, és mortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5550054526950545503?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5550054526950545503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5550054526950545503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5550054526950545503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5550054526950545503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/o-nosso-legado.html' title='O nosso legado...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-193388123057174388</id><published>2009-09-07T19:56:00.004-03:00</published><updated>2009-09-07T20:04:06.187-03:00</updated><title type='text'>Viva à República: ao Brasil que não temos, ao Brasil que queremos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,12908767-EX,00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 535px; height: 335px;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,12908767-EX,00.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;   Foto: do Globo.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasce o sol na pátria amada, o dia se anuncia, é a sua hora, idolatrada mãe gentil, é agora, é já. Mais uma vez estás completando anos de sua independência. E como o canto de um rouxinol, tu nos revela, a exemplo de décadas atrás, um futuro glorioso, abundante. Esse futuro, contudo, parece estar muito distante de nós, mãe. Talvez, quase fora de nosso alcance. Nossos jovens de antes, hoje, estão envelhecendo, já não conservam o vigor e esperança. Sentem-se como aquele povo que caminhou por quarenta anos pelo deserto, em busca da terra prometida. Seus corpos já não querem mais caminhar e as suas mentes, frustradas, não conseguem sair da inércia. Assim como Moisés foi para Israel, nós, querida mãe, estamos sendo para ti. Fomos incumbidos de acreditar, de mobilizar, de liderar, mas, para nosso infortúnio, não fomos escolhidos por ti, para saborear o manjar que brota de teu ventre. Hoje, dia sete de setembro, tu destilas aos olhos de todos os seus filhos a manifestação robusta de tua força e de teu poder. As tropas - e as trupes - passam em reverência  a ti e, enquanto isso, um batalhão de sobreviventes devora tudo o que é alumínio e plástico espalhados, displicentemente, pelo chão. São homens, mulheres, meninos e meninas, são os defensores de si mesmos, que gritam silenciosa e bravamente entre as multidões. No entanto, tu não os escuta, mãe. Por que se mostras incapaz de atender aos pedidos de socorro? Tu, insistentemente, alimenta-nos à fome e à miséria, por quê? Por que sendo tão vigorosa nos faz, proporcionalmente, tão fracos? Ò pátria, as nossas lágrimas já secaram. Deixa-nos, agora, sermos como ti. Alimenta-nos com as tuas raízes mais fortes e os teus frutos mais suculentos. Edifica-nos grandemente, para que possamos habitar em ti e por ti. Dá-nos a vez à verdade e à lógica, faça-nos como devemos ser: à tua imagem e semelhança. Tudo isso, para que não sejamos mais as promessas eternas de futuro, e sim, os grandes orgulhos do presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-193388123057174388?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/193388123057174388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=193388123057174388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/193388123057174388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/193388123057174388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/09/viva-republica-ao-brasil-que-nao-temos.html' title='Viva à República: ao Brasil que não temos, ao Brasil que queremos.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-1613919942736598157</id><published>2009-08-23T17:33:00.002-03:00</published><updated>2009-08-23T17:36:02.704-03:00</updated><title type='text'>Coaching, por que faz bem.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://gestaodepessoasrh.files.wordpress.com/2008/08/motivacao-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 527px; height: 350px;" src="http://gestaodepessoasrh.files.wordpress.com/2008/08/motivacao-2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do ritmo intenso em que nos lançamos na vida cotidiana, ficamos muito restritos ao momento presente. Valorizamos de mais coisas que, se fruto de uma reflexão profunda, seriam consideradas sob um outro ponto de vista e nos levariam a tomar outras atitudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes nos arrependemos por atos que realizamos de maneira impensada? Quantas vezes violamos os nossos próprios valores, justamente, por termos sido dominados pelos impulsos? Nessas horas, quando nos damos conta, ficamos decepcionados com o nosso próprio eu, percebemos a fragilidade de nossas convicções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, torna-se necessário a nós educarmos a nossa mente para que venhamos a evitar certas circunstâncias. Para isso, antes de assumir qualquer posicionamento em nossas vidas, devemos nos perguntar se é válido seguir em frente, pesando o que se ganha e o que se perde em empreender determinados atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, não podemos deixar de cogitar a possibilidade de reagir de maneira diferente a uma situação que normalmente solicitaria um embate, um conflito. Ao lidar com pessoas, inevitavelmente, estaremos entrando em um universo complexo, diversificado, visto as diferenças de valores e crenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem se todas as pessoas tivessem a mesma opinião. Será que isso seria bom? Provavelmente, não. Pode parecer até paradoxal, mas, o conflito de idéias é quem proporciona o desenvolvimento humano. Não são as respostas prontas que movimentam o mundo, mas, as perguntas que as questionam. A questão, portanto, não é o conflito em si, mas, como conduzimos esse conflito, de modo saudável, sem provocar ressentimentos ou, de maneira traumática, deixando-nos levar pelos impulsos de agressividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face disso, temos que estar capacitados para lidar com diferentes situações que surgem em nossas vidas, principalmente, durante as relações interpessoais. Para que isso aconteça, não há solução mágica. O processo de automudança deve ser conduzido por cada um de nós e de forma gradual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, vivemos muito em função de nossos resultados. Reclamamos das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia, seja na área profissional, seja em nossas vidas pessoais na relação com os outros. Muitas vezes, atribuímos aos outros o mérito pelas nossas atitudes, pelo nosso fracasso, mas, será que esse é o melhor caminho?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi buscando responder a isso que surgiu o Coaching, pensando em uma proposta que ajude as pessoas a conseguirem melhores soluções para os problemas vivenciadas no cotidiano. Por isso, o Coaching possibilita às pessoas atingirem realizações uma melhor qualidade de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se permitir instrumentalizar pelo Coaching, as pessoas podem atingir objetivos pessoais, conquistando mais satisfação e elevação de auto-estima. Tudo isso é possível graças a um processo de estímulo ao autoconhecimento e ao desenvolvimento da inteligência emocional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esses processos são finalizados com êxito, nós percebemos que não existem várias possibilidades, portanto, várias escolhas que determinarão o resultado de uma dada situação. E assim, escolhemos a opção que irá proporcionar o melhor resultado, conferindo-nos mais autoconfiança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o Coaching, aprendemos a lidar melhor com os nossos medos e com as nossas limitações internas. Aprendemos, sobretudo, que temos qualidades positivas e negativas e que sempre podemos melhorar como pessoas e como produtores de resultados mais expressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ensinar, o Coaching nos ensina que existe sempre algo a aprender para suprir as nossas necessidades e para superar as nossas deficiências. A partir do Coaching, podemos perceber mais do que outras alternativas para a resolução de situações conflituosas, mas, sobretudo, perceber que podem existir maneiras melhores de estarmos conduzindo as nossas vidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é Coaching. Disponível em &lt;http://www.lambent.com/PDF/BR_What%20is%20coaching.pdf &gt; Acessado em 23/08/2009.&lt;br /&gt;Coaching. Disponível em&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Coaching&gt; Acessado em 23/08/2009. &lt;br /&gt;COACHING: UM COMPROMISSO COM RESULTADOS E REALIZAÇÃO. Disponível em &lt;http://www.guiarh.com.br/PAGINA22D.htm&gt; Acessado em 23/08/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-1613919942736598157?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/1613919942736598157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=1613919942736598157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1613919942736598157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1613919942736598157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/08/coaching-por-que-faz-bem.html' title='Coaching, por que faz bem.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5418549227703509581</id><published>2009-08-23T14:36:00.006-03:00</published><updated>2009-08-23T14:59:15.663-03:00</updated><title type='text'>Quando o microfone fala...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://br.geocities.com/umbandacem/microfone.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 301px;" src="http://br.geocities.com/umbandacem/microfone.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem detém o poder de representar, de dar voz, em razão da representatividade em que se reveste, para em essência, sintetizar os anseios das maiorias, são os representantes.  No entanto, esse poder é ao mesmo tempo tão absurdo, pois, torna abstratos os representados, uma vez que não possuem voz própria, quanto é, também, legítimo, pois, ordena,  organiza, direciona os discursos que, em tese, emanam dessas maiorias. O sujeito que detém o microfone, em representação a um determinado grupo, é, ao mesmo tempo o sujeito que ali representa e, legitimamente, a maioria representada nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O mistério do ministério é um desses casos de magia social em que uma coisa ou uma pessoa se torna uma coisa diferente daquilo que ela é, um homem (ministro, bispo, delegado, deputado, secretário-geral, etc.) que pode identificar-se e ser identificado com um conjunto de homens, o Povo, os trabalhadores, etc. O mistério do ministério chega ao cúmulo quando o grupo só pode existir pela delegação num porta-voz que o fará existir falando por ele, quer dizer, a favor dele e no lugar dele. O círculo então fica fechado: o grupo é feito por aquele que fala em nome dele, aparecendo assim como o princípio do poder que ele exerce sobre aqueles que são o verdadeiro princípio dele. [...] (BOURDIEU, 2007, p.158)&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupar, hoje, um cargo de dirigente, delegado, secretário etc., de uma representação sindical, seja em nível de federação, seja em nível regional, está, inevitavelmente, atrelado à ideologia de um determinado partido político, que, em razão da conjectura atual, defende, assume, atua em nome de interesses que favorecem, primeiro, à sobrevivência do partido, e, em segundo, à oportunidade de ampliar o seu leque de atuação, de influência, de poder. Por isso, Bourdieu (2007, p.185), revela que "Em política, &lt;&lt;dizer é fazer&gt;&gt;, quer dizer, fazer crer que se pode fazer o que se diz e, em particular, dar a conhecer e fazer reconhecer os princípios de di-visão do mundo social, as palavras de ordem que produzem a sua própria verificação ao produzirem grupos e, deste modo, uma ordem social. [...]". A promessa, assim, em um segmento politicamente engajado, nem sempre irá se tornar uma realidade. Em nome da mobilização das maiorias recorre-se, muitas vezes, à alienação destas, em via de garantir o efeito que se deseja, ou, de legitimar o que, no momento, não se justifica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraditório nisso, ocorre, quando quem deveria representar, quem deveria defender, quem deveria ser o fruto dos interesses das maiorias, defende, para decepção das maiorias, a expressão dos próprios interesses, é, não mais o representante, mas, nesse instante, representa a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"O desenvolvimento normal da organização sindical geral resultados inteiramente opostos aos que tinham sido previstos pelo sindicalismo: os operários que se tornaram dirigentes sindicais perderam completamente a vocação do trabalho e o espírito de classe e adquiriram todas as características do funcionário pequeno-burguês, intelectualmente pervertido ou fácil de perverter. Quanto mais o movimento sindical se alarga, ao abarcar grandes massas, tanto mais o funcionarismo se espalha" (GRAMSCI, apud BOUDIEU, 2007, p. 195).&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, não resta outra saída aos representados senão investir em uma representação, mesmo que, às vezes, seja necessária negá-la, retirá-la da condição representante e pôr em seu lugar, outra representação. Isso acontece por que, aqui no Brasil como na maioria dos países, é ilegítima a manifestação de trabalhadores sem uma representação sindical. Os sindicatos são a voz dos trabalhadores, são a sua existência e resistência, e, quando em nome da causa trabalhista, mobilizam-se e mobilizam para a conquista ou a manutenção de direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se os representantes, aqui, o sindicato, não estão representando os anseios das maiorias, cabe às maiorias assumir uma postura definir outras representações para si. Apesar do poder que emana do microfone, ele só se justifica pela crença e pela permissão das maiorias. A partir do momento que este poder simbólico cai em descrença, ele, inevitavelmente, deixa de existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, é providencial que, para que isso não venha a acontecer, os indivíduos representados não se deixem cair na passividade, neutralidade diante dos representantes. É preciso exercer uma constante vigília a respeito das atividades e dos discursos dos representantes. A função das maiorias, em nome da preservação da sua representatividade é policiar as atividades dos representantes e, permanentemente, definir e exigir como quer ser representado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Trad. Fernando Tomaz (português de Portugal). – 11ª ed. – Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5418549227703509581?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5418549227703509581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5418549227703509581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5418549227703509581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5418549227703509581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/08/quando-o-microfone-fala.html' title='Quando o microfone fala...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7859328847411250271</id><published>2009-08-14T20:51:00.001-03:00</published><updated>2009-08-14T20:56:41.791-03:00</updated><title type='text'>O Banquete da burguesia</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preço e mercadoria. Critérios muito considerados pelas grandes empresas ao se lançarem para  implantação de um polo produtivo de serviços e produtos. Mão-de obra barata e qualificada, uma condição ideal que se viabilizem os investimentos - e os lucros. Assim, a força produtiva  se converte em potencial de lucro nas lutas comerciais entre as empresas. Afinal, para manter a competitividade, as empresas estão sempre buscando reduzir os seus custos com a produção - o que envolve os encargos trabalhistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma exploração "sangrenta" da mão-de-obra em prol da sobrevivência no mercado - meio predatório isso, não parece? Para que isso seja possível, contribuem com extrema falta de responsabilidade social os centros de formação profissional, que lançam anualmente aos mercados, em escala industrial, um considerável número de novos profissionais - sem que, necessariamente, o mercado esteja apto a captar toda essa massa de trabalhadores. O que acontece? A lei da oferta e da demanda entra em vigor, formam-se os reinos e as cabanas, não há lugar para todos no castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, os trabalhadores veem-se instintivamente obrigados a se "digladiarem" por uma vaga no mercado, já que não existem vagas necessárias para incluir todos na dinâmica produtiva. Isso coloca em condição de absoluto conforto os "cartolas do Mercado", pois, com tanta gente em busca de trabalho, pode-se criar uma espécie de "leilão das vagas", visando identificar os profissionais que aceitariam trabalhar por um salario reduzido. Quanto mais gente procurando o emprego, menor o salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consoante, isso pode ser identificado que, com as privatizações realizados pelo governo do Brasil na década passada, os trabalhadores passaram a ganhar menos. O "Estado Mínimo" ou "Estado Neo-liberal", de acordo com os princípios do capitalismo, passaram a enxugar drasticamente a sua participação na vida das pessoas, o Mercado assume, então, o comando. Logo, começam a se realizar a produção industrial do cidadão multi-utilidades, ao mesmo tempo barato e competitivo. Barato por que é produzido em abundância pelas escolas de formação profissionalizante e competitivo porque, para manter a  empregabilidade, vê-se obrigado a investir grande parte de seu achatado salário em processos de aprimoramento profissional, visando permanecer como um "produto" atraente para as empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida produtiva torna-se assim, a vida social das pessoas. Viver para produzir, quem não está produzindo não está servindo nem como produto nem como possível cliente, são considerados um joio, um peso para a sociedade. De quem é a culpa disso? De quem é o mérito por indivíduos estarem desempregados? O Mercado, rezando a “bíblia” capitalista argumenta que é culpa dos indivíduos, por não se qualificarem ou não se empenharem no processo de qualificação. Ou seja, eles são uns derrotados e ninguém carrega a culpa disso senão eles  mesmos. Esse é um posicionamento cruel em defesa da alta lucratividade das empresas. O desemprego faz parte dos interesses das empresas atuais - por lá, costuma-se chamar isso, cinicamente, de rotatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém admite de quem é a culpa. O Estado se queixa da redução dos postos de trabalho por meio da modernização e, consequente, automação do processo produtivo, mas, ao mesmo tempo,  contribui com programas de capacitação de trabalhadores do tipo plural, oferecendo-lhes uma formação geral, tornando-os versáteis para realizar tarefas e, em contrapartida, baratos, pois, como já dito, são produzidos em larga escala. O "Mercado" se esquiva das acusações e diz que não é dele a responsabilidade pelo desemprego, mas, do Estado, que exerce uma grande oneração por via dos tributos cobrados, obrigando as empresas a buscarem alternativas para reduzirem custos e permanecerem competitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, legitimam a "lei da sobrevivência", em que elas estão obrigadas a se subjugarem para permanecerem vivas e, ao qual, os trabalhadores devem se inspirar para conseguirem a inclusão e a permanência na atividade profissional. Em meio a culpas e culpados, empresas e países tem se beneficiado em detrimento do lado mais "fraco", os trabalhadores. Um exemplo disso, é a China, um gigante que vê sua economia ter maior desempenho global, enquanto, o seu povo é submetido a uma condição de trabalho em muitos aspectos desvantajosa. Baixos salários, super-exploração e ausência de direitos fazem parte da rotina desses trabalhadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estar a caminho da marca de dois bilhões de habitantes, esse gigante da Ásia se torna aos olhos dos Mercados um magnífico reino a ser conquistado, sua imensa população confere ao país um atrativo para os grandes mercados, que querem tirar proveito dessa especificidade.&lt;br /&gt;O regime comunista da China, já faz alguns anos,  que se ajoelhou com uma perna só para o  Mercado, passando a conceber em seu sistema econômico o inédito Socialismo de Mercado - para os capitalistas, isso é um bom começo. É como se os chineses dissessem aos grandes empresários capitalistas: "Nós ganhamos, mas, vocês levam o troféu". Abrem-se, gradualmente, as portas dos templos aos investidores estrangeiros, de modo que, nos últimos anos, a China tornou-se, talvez, o maior canteiro de obras do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um único dia surgem novos edifícios do tipo arranha-céu, que abrigarão luxuosos escritórios executivos de mega-empresas. Quem paga isso? Ora, o lucro obtido através da criação de um sistema produtivo barato e competitivo,  trabalhadores dedicados e mal-pagos. Afinal, cada um tem a sua parte no latifúndio - apesar de ninguém ser dono de terras na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o governo detém a posse das terras, os grandes empresários estrangeiros ficam com o fruto precioso do setor produtivo - o dinheiro, e, os trabalhadores, bem, estes ficam com as migalhas que caem da mesa farta e suculenta do patronato. A burguesia moderna está cada vez mais voraz e egoísta. Os banqueiros tem lucros exorbitantes, os detentores do grande agronegócio querem todo tipo de subsídios, as fábricas escolhem o local do seu pólo produtivo considerando os incentivos fiscais e a estrutura logística oferecida pelos Estados (malha rodoviária, portos e aeroportos). Enfim, o Estado torna-se mais um refém na mão dos grandes mandatários do cenário global, as grandes empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, a redução na arrecadação tributária somada aos encargos sociais proporcionados pela elevação do desemprego, o "Estado Mínimo", torna-se aos olhos de todos um Estado pequeno, frágil, impotente, falido. No Brasil, mais um agravante, o "fogo amigo", o Estado corrompido dentro de sua estrutura institucional, os interesses do Mercado são fielmente seguidos por quem deveria vigiá-lo, os agentes políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrupção por aqui é histórica, mas, nessas primeiras décadas de redemocratização, assumem uma conotação ainda mais escandalosa, visível. Se é que se pode falar de escândalo, os casos de corrupção dentro da máquina estatal são tão rotineiros que fica até estranho se falar em escândalo - os brasileiros parecem estar tão domesticados a isso que a corrupção, talvez, tenha deixado de ser algo que mereça  reflexão. É tudo que os grupos de interesses querem, eles querem "trabalhar" as fraudes sossegados, sem ninguém para vigiar ou, para julgá-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7859328847411250271?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7859328847411250271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7859328847411250271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7859328847411250271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7859328847411250271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/08/o-banquete-da-burguesia.html' title='O Banquete da burguesia'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8493598879335364328</id><published>2009-07-19T15:25:00.000-03:00</published><updated>2009-07-19T15:28:44.029-03:00</updated><title type='text'>Quando voltamos a ser crianças.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pequeninos, aprendemos que o ciclo da vida se dá com as fases do nascimento, crescimento, reprodução e morte. Durante essas fases, aprendemos uma gama de coisas e nos desenvolvemos como seres humanos; somos solicitados a prestar nossa cota de contribuição à civilização. Mas alguma coisa ainda falta dizer desse nosso período vital. Isso por que, quando envelhecemos, é aparente a nossa ânsia em voltarmos à juventude, à infância. Ao mesmo tempo em que nos libertamos, que nos tornamos gradualmente independentes na vida, vamo-nos aprisionando às necessidades, às regras e aos costumes. Quando envelhecemos, parece que saturamo-nos de tais coisas, e, consciente ou inconscientemente, iniciamos uma busca na direção contrária à determinada pelo tempo, queremos tornar a ser crianças, possuídos pela curiosidade e pela energia características dessa época, insuperável em vida e em vontade de viver. Ao menos em espírito, alguns de nós, nunca envelhecem. Insistimos, muitas vezes, em violar os limites que a idade do corpo nos impõe, desobedecemos às prescrições de elasticidade e de resistência estabelecidos para a nossa faixa etária, desprezamos o bom senso. Depois disso, sentimos as consequências do peso da idade, surgem as dores, as contusões musculares e, às vezes, até fraturas. Isso porém, para alguns de nós, não significa um obstáculo intransponível. Mesmo após isso, insistimos em desobedecer regras e em violar os tabus, assumimos a nossa vocação suprema para viver.  Nesse meandro, deixamos de ser responsáveis e independentes, passamos a precisar de auxílio para satisfazer as nossas necessidades mais básicas, como para tomar banho ou se alimentar. Infelizmente, a nossa trajetória – quando a seguimos de maneira natural - em determinado momento, culmina na fase da debilidade corporal, somos vencidos pela fragilidade da velhice. O nosso corpo, frágil e dependente como o de um bebê, mas, ao invés deste, que se desenvolve, o nosso corpo segue o seu caminho de deterioração, de falência absoluta, rumo ao destino final de qualquer ser humano, a morte. “...Que seja eterno enquanto dure...”, Assim como diz Carlos Drummond de Andrade, sobre o amor, em um de seus belos poemas, devemos encarar a vida, vivendo-a intensamente enquanto for possível, pois, o tempo não é suficiente para que tenhamos a possibilidade de lembrar de viver. Se vacilarmos e nos atrasarmos, ao olhar pela janela, perceberemos que a caravana já passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8493598879335364328?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8493598879335364328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8493598879335364328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8493598879335364328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8493598879335364328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/07/quando-voltamos-ser-criancas.html' title='Quando voltamos a ser crianças.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7007050468294015596</id><published>2009-07-12T10:12:00.001-03:00</published><updated>2009-07-12T10:12:55.055-03:00</updated><title type='text'>Maior que o mundo.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza a Magu nunca esqueceu aquele dia. Um acontecimento daquele só acorre uma vez em uma vida. É como se fosse o encontro entre duas estrelas que a milhares de anos estavam separadas, o primeiro choro ou a gloriosa estréia nesse mundo. Mais importante do que o nascimento, só o renascimento, pois, nesse estamos conscientes de que estamos vivos e de que talvez seja a nossa última chance. Na cultura, na idade, na saúde e no amor, estamos sempre renascendo. E é nesse último renascimento que nos sentimos mais sublimes, mais próximos da divindade. Nesse momento, assumimo-nos como quase deuses, querendo mover o mundo para que reine a felicidade. Um velho dito popular costuma sempre se repetir entre as discussões sobre questões amorosas: “O amor remove montanhas”. O amor é pura energia, é a força que impulsiona para o bem as ações humanas. Ele nos dirige à perfeição, ao estado de espírito elevado, sereno, a sabedoria. Quando falta amor neste mundo, passamos a viver sem significado, sem essência, sem caminho nem destino certo, ficamos completamente perdidos. Amor de verdade não tem ciúmes nem inveja, mas, ao contrário disso, tem alegria e admiração. É costume sermos tão pobres de amor, que confundimos com a paixão. O amor é sempre bom, traz sempre acréscimo em nossas vidas, torna-nos mais fortes e sensatos. A paixão, no entanto, governa-nos, cega-nos e nem sempre nos revelam bons caminhos. Somos possuídos pela paixão o tempo todo. Temos paixão pelas coisas materiais, como dinheiro, roupas, jóias, etc., mas, também temos paixão pelas coisas imateriais, como pelo culto ao orgulho, a inveja, a arrogância etc. Ou seja, a paixão é como o nosso eu cheio de vontades e sem limites. A paixão nos poda como plantas, priva-nos de sermos o que somos: águias em busca do céu azul. A paixão nos aprisiona, cerca-nos dentro de limites do qual não conseguimos sair, torna-nos como galinhas reclusas no galinheiro, ou, como pássaros dentro de uma gaiola. O amor é diferente. Amor é grandeza, escolha, generosidade, liberdade. Amar é como alimentar pássaros livres, dar a eles o direito de voarem, de irem e de voltarem quando quiserem. A Magu viveu o amor intensamente enquanto pôde, isso, por que ambas estrelas continuaram a ser livres para orbitarem pelo céu. Esse é um amor maior do que o mundo em que vivemos, assentado na paixão pelas coisas e pelas pessoas, pela posse e pela legitimidade da escravidão diante de tudo. O viver, sem o amor que nos orienta, é um culto às necessidades, à mesquinhez. Enquanto que viver amorosamente a vida implica em se dispensar das coisas vãs e preocupar-se mais com o bem estar pessoal e dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7007050468294015596?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7007050468294015596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7007050468294015596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7007050468294015596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7007050468294015596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/07/maior-que-o-mundo.html' title='Maior que o mundo.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-1843983039636284971</id><published>2009-07-11T20:51:00.002-03:00</published><updated>2009-07-11T20:56:09.383-03:00</updated><title type='text'>A primeira vez...</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da aula às 11:50h. Era o intervalo de um daqueles cursos rápidos de sábado que as pessoas mais atentas se dispõem a fazer. Estávamos satisfeitos com o andamento do curso, sentíamos a comoção de quem se descobre, de repente, um ecologista. As discussões e reflexões sobre meio ambiente e os seus dilemas nos permitiu um olhar mais cuidadoso perante o mundo. Naquele momento, éramos uma só identidade, um princípio, uma causa. E foi possuídos por esse sentimento, que combinamos de almoçar juntos. Afinal, como bons amigos, gostávamos de desfrutar da companhia um do outro. Até esse momento, nada de anormal em nossas vidas, nada que merecesse muita preocupação. No entanto, logo na saída do Edifício Learsing, algo de inesperado aconteceu, uma coisa que nós jamais havíamos cogitado. Uma tragédia? Não! Um milagre. Sem que nós nos déssemos conta, em uma pequena fração de segundo, as nossas mãos se abraçaram, em um movimento quase musical, como se fossem as mãos de um casal intensamente apaixonado. Rapidamente, em um lapso de consciência e de susto, desatamo-nos. Nada de grave nisso, mas, que desencadeou uma série de futuras reações químicas lentas e perigosas, a paixão estava por vir. Silenciosamente, ela foi se incubando e crescendo dentro de nós, assim como na doença os vírus se multiplicam dentro do nosso corpo. Quando descobrimos, era tarde, já estávamos loucamente enamorados. Não havia mais cura, nada mais a fazer. A não ser, entregar-se um ao outro para se contaminarem pelo amor. Só agora nos damos conta, que, para que nos amássemos hoje, foi preciso, simplesmente, tocarmo-nos entre mãos pela primeira vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-1843983039636284971?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/1843983039636284971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=1843983039636284971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1843983039636284971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/1843983039636284971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/07/primeira-vez.html' title='A primeira vez...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4955974140013021201</id><published>2009-06-25T23:56:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T00:25:35.357-03:00</updated><title type='text'>Orgulho de ser Baiano!!!</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até jingle, mas, trata-se apenas do desabafo de um torcedor emocionado. Depois de muitos anos amargando o ostracismo no cenário futebolístico nacional, o Bahia ressurge das cinzas para a elite do Brasileirão. Com um time insinuante e determinado, o tricolor baiano se lança diante dos adversários com ímpeto de campeão. Não há tempo ruim, mando de campo ou torcida adversária. Dentro ou fora de casa, não tem pra ninguém. Até a presente rodada, foram 15 jogos de um invejável aproveitamento. Com 11 vitórias e 4 empates, invicto, o Bahia reina absoluto na liderança do certame de 2012, mantendo 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o time do Cruzeiro. Sei que já não temos o Bobô, o Charles ou o Beijoca, mas, atualmente, temos, em termos de equipe o elenco mais qualificado e equilibrado nos três setores de campo. Temos a melhor zaga, o meio campo mais aplicado taticamente e um setor de ataque de dar inveja aos times europeus. Hoje teremos mais uma partida no Pituaçu. Bahia e Palmeiras se enfrentam pela 16ª rodada do campeonato. O Palmeiras, que tenta sair da zona de rebaixamento, vem escalado com 3 atacantes. Melhor para o Bahia, pois, sabemos jogar melhor assim. Agora, a poucos minutos do início da partida, a fila dos ingressos, como já é tradição, está fazendo uma voltinha pelo estádio. Sobre forte calor e o desconforto da espera, a nação tricolor não desanima. Cantaremos “Êta! Bahia porreta” e sairemos do estádio eufóricos com mais uma expressiva vitória. Aqui na nossa casa, adversário não joga, nem dá pitaco. O “Baiaço” está chegando para dar o espetáculo que merecemos. A nossa vibração irá abalar as estruturas do time alvi-verde. Ele não suportarão a nossa pressão por 20 minutos, pois, após isso, show-de-bola com os pés, dentro de campo, e, com as mãos, no “olé” que vamos promover nas arquibancadas. Gritaremos: mais um Baêaaaaaaa!!! O mundo todo sentirá a vibração de uma torcida que ama o seu time, que sente o orgulho de ser baiana e que não arredará o pé do estádio até que a vitória esteja consolidada. Eram cinco e quinze da manhã, quando o relógio despertou. Tudo foi um sonho, um belo sonho. Eu estava encharcado de suor. Parecia que estava correndo sob forte sol na estrada... Vá entender. Com o ventilador ligado, eu não deveria estar tão aquecido e a casa é bastante arejada, de modo que, sobre isso, só tenho duas hipóteses: ou foi uma febre ou foi o ânimo de um torcedor em pleno sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4955974140013021201?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4955974140013021201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4955974140013021201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4955974140013021201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4955974140013021201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/06/orgulho-de-ser-baiano.html' title='Orgulho de ser Baiano!!!'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2745033620550573793</id><published>2009-06-21T12:27:00.001-03:00</published><updated>2009-06-21T19:13:27.819-03:00</updated><title type='text'>Respeitável público...</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Que decepção. De salto alto, desfilando para a platéia, tecia movimentos mágicos com os pés, que deixavam boquiabertos e eufóricos a todos que lhe observavam. Todo o mundo queria fazer as mesmas acrobacias, todos queriam se achar de bola-cheia. Ele caminhava, corria, driblava todos os obstáculos, até que chegava ao momento da glória. Nesse percurso, todos os expectadores gritavam, torciam, jogavam junto, assumiam a co-autoria da obra de arte desenhada. Infelizmente, até os jogadores de futebol são vítimas do peso da responsabilidade e da fama precoce. Conquistou tudo tão cedo. Saiu de uma vida humilde em Porto Alegre para o glamour estrondoso na cidade catalã. Antes disso, estreante na Seleção Brasileira, ofereceu ao mundo um pouco do que estaria por vir. Deu espetáculo, show de bola, esperanças futuras de glória para a seleção canarinho. Alguns, até perguntavam: “Quem é esse menino?”. Chegou à Espanha arrasando os times adversários, inclusive, o principal rival do Barcelona. Foram pelo menos dois anos de sucesso e alegria na torcida. Muitos lances antológicos, muitas jogadas inacreditáveis, a torcida se viciou em mágica. Passado algum tempo, o menino de Porto Alegre, sem carregar no espírito a alegria e o sabor da conquista, foi se tornando normal, a sua mágica foi se esvaindo, que apesar de ser tão precoce, parece que durou milhares de anos, assim como o brilho das estrelas. Perdeu a motivação de jogar no time, já não tinha mais desafios naquele lugar. Decidiu ir para Itália. Foi se tornar um milanês. Entrou para o time do poderoso Berlusconi, o não menos poderoso Milan F.C. Jogou com Kaká, com Pato, pareceu que iria “bombar”, mas, isso não aconteceu. O técnico o lançou na reserva, ficou ali esquecido, desprestigiado, sem cor, sem mágica, sem vida. Para 2010, ano de Copa do Mundo, o mágico anuncia o seu desejo de voltar a brilhar com os amarelos da Seleção. É uma missão difícil para qualquer jogador de potencialidades normais, mas, para um mago da bola, é uma questão de mágica e de platéia. Afinal, o que é isso, companheiro? Para que tanto fatalismo se até os magos tem os seus dias humanos aqui na terra. O Ronaldo-fenômeno já mostrou que é possível dar a volta por cima. Quem sabe mágica e fenômeno se misturem para conquistarem a última gloria com a canarinho, quem sabe tal fenômeno não ajude um mágico a recuperar os seus poderes. O povo brasileiro quer mais do que vitórias, quer ver espetáculo dentro das quatro linhas. Temos melhores jogadores do mundo, por isso, queremos o melhor futebol, também. Respiramos arte e pela arte vivemos. Em 2010, no entanto, independentemente de mágica ou de fenômeno, de espetáculo ou de pragmatismo, nós, brasileiros, de fé e de samba, com toda alegria, iremos propiciar mais um glorioso momento do Brasil nos gramados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2745033620550573793?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2745033620550573793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2745033620550573793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2745033620550573793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2745033620550573793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/06/respeitavel-publico.html' title='Respeitável público...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3026537856530591099</id><published>2009-06-11T23:40:00.000-03:00</published><updated>2009-06-11T23:41:51.627-03:00</updated><title type='text'>As flores que não te dei...</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo poderia ter sido perfeito. Amor, amada e amante coexistiam, completavam-se como se fossem as notas de uma bela melodia. Céu e mar, noite e estrelas, beijos e lábios, uma comunhão belíssima entre dois que formam um só. Ao ressuscitar os amores do passado, jazidos na memória e no coração, fica-nos, muitas vezes, a nostálgica sensação de que poderia ter sido melhor. Como diz a emblemática canção dos Titãs, “Epitáfio”, “...Devia ter amado mais...ter aceitado as pessoas como elas são...”. Ao rememorar o passado – que, em não raras ocasiões, nos é dolorido – sentimos o amargo fel do arrependimento. É triste passar “em branco” pelas páginas da vida, diriam todos aqueles que se esqueceram de viver. Algumas vezes, lamentamos as flores que não demos, as palavras que (não) dissemos, o amor que não revelamos, por medo, ou, simplesmente, por um ignorado egoísmo. As escolhas que fizemos, entendendo serem as melhores para a nossa felicidade, foram como assinaturas em um papel em branco. Donos de si, na verdade, não tínhamos o controle das ações, não tínhamos o olho nas consequências. Não percebemos, naquele momento, que eram muito frágeis as garantias e, que, notavelmente, haveria um preço alto a pagar. Agora, daqui do cemitério de Nossa Senhora do Ó, no Alto da Gameleira, avistando, abaixo, um viveiro de peixes, e, contemplando, ao longe, a imensidão do mar azul, damo-nos conta de que acabamos pagando o que queríamos com o que, na verdade, já tínhamos, a felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3026537856530591099?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3026537856530591099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3026537856530591099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3026537856530591099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3026537856530591099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/06/as-flores-que-nao-te-dei.html' title='As flores que não te dei...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3207179017173819436</id><published>2009-06-05T19:07:00.002-03:00</published><updated>2009-06-05T19:26:19.879-03:00</updated><title type='text'>Violência escolar: as ambiguidades e conflitos entre escola e sociedade</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Atualmente, nos meios de comunicações, a escola vem sendo alvo de críticas e denúncias sobre a precarização de seu espaço e de sua ação pedagógica. Enquanto isso, os profissionais da escola reivindicam melhores condições de trabalho e mais reconhecimento. São falas conflituosas que emergem da sociedade e do seio da escola, que demonstram a complexidade do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A violência dentro do espaço escolar exerce papéis que se protagonizam e colocam em cena uma escola ambígua, uma vez que, criadora e criatura da sociedade. Uma escola vista sob o ponto de vista das vozes que ecoam na sociedade como seleiro da exclusão cultural, social e econômica, mas, que, dentro dos seus muros, os seus agentes educadores choram o descaso e a vergonha a que estão submetidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A escola revela, nesse sentido, uma espécie de vitrine em que se expõe, em que se denuncia o quadro social existente. No entanto, seria injusto culpabilizar tão somente a escola pelo atual cenário que permeia a sociedade, embora, a educação do contexto capitalista brasileiro tenha servido mais às demandas exigidas pelo mercado, do que para a construção efetiva da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      De acordo com Foucault (2005), a escola se utiliza de procedimentos ritualizados de seleção, vigilância, controle e exclusão. Sobre isso, o autor ainda relata que o exame é um aspecto emblemático que representa e denuncia a reprodução na escola dos mecanismos de seleção e exclusão identificados na sociedade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;     Se fosse possível analisar a relação entre escola e mercado como se ambos estivessem na condição de cartolas de um campeonato de luta, poderia-se dizer que a escola exerceria o papel de selecionar os lutadores, e, o Mercado, os vencedores. Como não há espaço para todos no podium, o que resta aos perdedores? A desonra, a constante humilhação através do descaso, a exclusão dos meios de afirmação pela vida produtiva, a invisisibilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     No entanto, quando se fala de escola no contexto de protagonismo na gênese da violência, é prudente ressaltar que ela é apenas a ponta do iceberg, ou simplesmente, a engrenagem mais notável de um sistema. É preciso, antes de tudo, evitar uma condenação prévia e, talvez, atribuir uma responsabilidade que não é exclusiva da escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para compreender essa problemática é necessário um mergulho mais profundo nas estruturas, para ir além do Sistema de Ensino, como por exemplo, chegar a perceber possíveis influências do Sistema Econômico em que está inserido o sistema de ensino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;      De acordo com Morin (2005), é preciso situar as palavras em seu contexto para que adquiram sentido. Desse modo, como dito anteriormente, não é possível se enxergar a escola sem compreender que ela está hierarquicamente submetida a um sistema, que por conseguinte, está subordinado a outros sistemas e que, finalmente, atende aos interesses de determinados grupos dominantes e, por vezes, às reivindicações de outras categorias da sociedade, economicamente, enfraquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A escola se comporta ora se comporta como vítima (do sistema), ora como algoz (de alunos). Professores precarizados pela falta de formação adequada, baixos salários, carência de recursos e materiais para a realização do trabalho pedagógico, tudo isso, demonstra que a escola é alçada frente a sociedade como "testa de ferro" do sistema de ensino, que por sequência, revela-se submisso aos interesses do capital estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Com isso, torna-se um grande desafio a busca do desvelamento das faces ocultas que se escondem por detrás da malha escolar. O problema da violência não é um sintoma exclusivo da estruturante rede escolar, mas, que, também, se vê influenciado por uma estrutura macro, que se sobrepõe a estrutura da escola, além das outras estruturas que, através de seus próprios interesses, busca influenciar diretamente no sistema de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Trad. de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. Revisão técnica de Edgar de Assis Carvalho. 10.ed. – São Paulo: Cortez, Brasília, DF: Unesco: 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Petrópolis, Vozes, 1977.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3207179017173819436?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3207179017173819436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3207179017173819436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3207179017173819436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3207179017173819436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/06/violencia-escolar-as-ambiguidades-e.html' title='Violência escolar: as ambiguidades e conflitos entre escola e sociedade'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5458453958985048570</id><published>2009-05-31T03:13:00.002-03:00</published><updated>2009-05-31T03:16:02.479-03:00</updated><title type='text'>A luz de teu caminho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_T4z1UtEkF_A/SgXY3eRPgLI/AAAAAAAABQ0/0L86odD2V_E/s400/Caminho%2Beneas+bispo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_T4z1UtEkF_A/SgXY3eRPgLI/AAAAAAAABQ0/0L86odD2V_E/s400/Caminho%2Beneas+bispo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe momentos na vida em que você se pergunta sobre a razão da sua caminhada ser tão dolorosa. Por muitos anos, a vida lhe impôs mais sacrifícios do que, propriamente, prazer e ócio. Hoje, você acaba de perceber que a sua vida inteira lhe foi tolhida a liberdade. Você foi disciplinado, doutrinado, educado, humanizado, dentro do que a sociedade lhe aspirava. Agora, você lembra que, logo na infância, você foi inserido na vida escolar, para aprender a ler e a escrever e, se obtivesse bom rendimento, poderia, mais tarde, vir a freqüentar a faculdade. Na escola, você aprendeu que tem que ser o melhor. Infelizmente, não no sentido humano da palavra, mas, simplesmente, melhor como números pragmáticos. Hoje, meu caro, você é um bom número. Tem carro, apartamento, plano de saúde, dinheiro no bolso e uma bela mulher. Tudo isso, no entanto, não lhe trouxe felicidade, por quê? Bem, talvez por que as pessoas mais importantes de sua vida ficaram para trás. Elas não conseguiram ser, aos olhos do pragmatismo, bons números. Foram separadas, tiradas de cena, excluídas, a fim de não comprometerem os bons resultados. Foram consideradas o joio na plantação, a praga que precisava ser arrancada. Nesse caminho que você tem percorrido, elas foram ficando para trás, uma a uma, até que você, finalmente, viesse a se tornar um andarilho solitário pelo caminho da vida. Agora, habitas na escuridão e na frieza de teu espírito. Teus velhos amigos...ó velhos amigos! Apesar de terem sido reprovados pelo pragmatismo, venceram na vida, pois, agora, estão felizes por que têm, pelo menos, um colo para se consolarem. E tu, quando precisares, encontrarás abrigo para a tua alma? Na verdade, meu caro, tudo tem um preço e você, como vencedor, agora, está só. E a luz de teu caminho findas lá atrás, para onde tu jamais olhastes. Você está triste pela vitória? É um preço alto a pagar? Ainda há esperança, ainda há como unir os cacos quebrantados. Voltas à velha morada com a humildade de quem não tem casa e reaverás a tua luz, terás de volta o teu brilho, acenderás a tua chama e terás de novo o suspiro da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5458453958985048570?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5458453958985048570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5458453958985048570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5458453958985048570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5458453958985048570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/luz-de-teu-caminho.html' title='A luz de teu caminho'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T4z1UtEkF_A/SgXY3eRPgLI/AAAAAAAABQ0/0L86odD2V_E/s72-c/Caminho%2Beneas+bispo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5444665190971027548</id><published>2009-05-29T05:23:00.001-03:00</published><updated>2009-05-29T05:41:54.428-03:00</updated><title type='text'>Um recado no Orkut...</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma fria madrugada de sexta-feira, enquanto a cidade de Salvador chorava os desastres provocados pelas chuvas, eu era o escravo mais celebre da insônia. Ouvia por inúmeras vezes a música crítica de Max Gonzaga, “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_Zc7gBKV_Vg&amp;feature=related"&gt;classe média&lt;/a&gt;”. Enquanto isso, eu acessava aos meus recados no Orkut, futricando ali e aqui, nos perfis alheios. Os meus olhos foram se cansando da vista que se fazia à minha frente, as mesmas pessoas e a mesma falácia de sempre. Apesar de conectados ao mundo, a maioria das pessoas adoram criar um universo restrito em suas abordagens. Eu, infelizmente, estava incluído entre essas pessoas. De repente, um recado tosco, de muito mal gosto, que ainda, acompanhado de uma imagem necrótica, fez-me recobrar a consciência e a indignação. Mentes duentis, pensei a primeiro momento. Na verdade, não era isso. Era apenas um recorte da realidade, fatos que vitimavam a cidade naquele momento. Centenas de desabrigados, os sobreviventes náufragos do descaso, agora levados à evidência, pois, os repórteres vão aonde a notícia estiver. Não para promover mudança, mas, a fim de criar um atrativo midiático que possibilite a agência algum lucro. Fotos de corpos embalsamados pela lama das enchentes se tornam um troféu nas mãos de um repórter, ainda mais se já estiverem em decomposição. Notícia! Esse princípio e fim jornalístico é alçado à prioridade até as últimas consequências. O mais é valorizado é a vendagem, a audiência e o lucro auferido a partir disso. Já não é relevante pensar se é adequado ou não vincular determinada notícia, com esse ou aquele destaque, considerando-se a responsabilidade social embutida no fazer-notícia. O Sistema é bruto!!! Esbravejam alguns grotescamente na TV. Acabam potencializando o ódio e a violência, ao agirem dessa forma. Vão aos presídios para escarnecer dos recém chegados à ilha dos inadimplentes com a sociedade. O problema é que os inadimplentes, de acordo com o veiculado na mídia, geralmente, são os pobres. Descaradamente, omitem o dilema histórico desses sujeitos, submetidos desde a tenra infância a conviverem com(o) os ratos. Além disso, quando algum figurão é flagrado roubando dizem que é uma doença (cleptomania) ou qualquer surto psicótico. Se filho de doutor, quando usa drogas, é uma pobre vítima da depressão psicológica. Quando os tachados de filhos-de-ninguém pela burguesia são flagrados embebidos de alucinógenos, é uma pancadaria sanguinária. São chamados de vagabundos, mas, vagabundos por quê? Esse é um detalhe que não revelam em sua verdade. Eles criminalizam da pobreza como se a própria condição de pobreza já não fosse uma punição suficiente. Ao mesmo tempo em que uma dezena de coronéis desfrutam da posse, do (des)mando, de todo o dinheiro e das terras, uma galeria imensurável de pobres são explorados até a alma nos mecanismos de sub-empregos, sem pão, sem-teto, sem terra. Esse é o cenário, essa é a notícia que insiste em não ser revelada. Quando as chuvas desabam sobre a cidade, a insônia, de que fui parceiro nessa noite, passa a ser a detentora daqueles que, sem outro lugar no mundo, se vêem condenados a ficar em suas casas, penduradas nos penhascos dos morros. Enfim, é nesse lugar que se alojam os condenados à falta-de-tudo: saneamento básico, assistência médica, energia elétrica, educação, dignidade, cidadania etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5444665190971027548?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5444665190971027548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5444665190971027548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5444665190971027548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5444665190971027548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/um-recado-no-orkut.html' title='Um recado no Orkut...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8304361121663236648</id><published>2009-05-18T00:45:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T01:17:01.351-03:00</updated><title type='text'>Meu Deus do céu! Gandhi é brasileiro.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria? Quem pensava? Tenho certeza, ninguém imaginava. Nossa senhora do céu! Gandhi é brasileiro. Alguém com tamanha maestria, com tanto gingado, jogo de cintura, rebolado, só poderia ser brasileiro. Sentado à mesa de bar, disposto a relaxar, a brincar e a dançar, eu nada esperava, nada queria saber. Simplesmente, queria esquecer. Eu queria, êta! Meu camarada, era mesmo me espalhar. Aí, como que não quer nada, sem jeito, sem hora adequada, vem e me aparece um camarada. Êta! Que rapaz de proseado sô, de língua aberta, escancarada. Eis que me falou, o que ninguém cogitava. Seu nome era Gandhi, nascido em Cana Brava. Ele descia no chão, arrematava o canhão – que boca-de-espuma que nada – esse cara era o Gandhi, rapaz seresteiro, amigo do mundo inteiro, que não queria confusão. Aí, ele foi pra índia, atrás de uma brotinha, que o deixou arriado, amarradão. Depois, decepcionado, louco, atrapalhado, resolveu abrir em um declamado o seu coração. Não é que deu certo sô, a moça viu de perto, com tamanha comoção. Aquele homem franzino, pobre, pequenino, na frente de um canhão. Depois disso, você já sabe, pois, a história que contam aqui na cidade, como nasceu a liberdade, através de um homem de paixão. Pela paz, pela vida, salvo a ferida, que lhe cicatrizara no coração. Esse era o Gandhi, rapaz de Cana Brava, sabia onde estava, o que queria, o que lhe dava razão. Era um homem forte, também de muita sorte, no amor e na profissão. Estava empregado, ganhava bem, era agraciado pelo filho do patrão. Êta! Rapaz de sorte sô, ganhou um eco-esporte sem ter feito nada não. Andando pelas ruas, lá vai Gandhi proclamando a paz e o amor no coração. Decerto por isso, ninguém com compromisso, motivado pelo rebuliço, apareceu hoje à reunião. Estou eu aqui solitário, presente nesse plenário, sem quorum, sem operário, sem patrão. No entanto, sinto-me feliz, animado, extrovertido, sou amigo de um grande cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8304361121663236648?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8304361121663236648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8304361121663236648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8304361121663236648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8304361121663236648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/meu-deus-do-ceu-gandhi-e-brasileiro.html' title='Meu Deus do céu! Gandhi é brasileiro.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3264755671887196529</id><published>2009-05-12T23:22:00.003-03:00</published><updated>2009-05-19T16:07:07.150-03:00</updated><title type='text'>Decibéis em sala de aula</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.brasilescola.com/upload/e/perigo-decibeis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 260px;" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/perigo-decibeis.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, a capital africana no Brasil, internacionalmente conhecida pelas festas populares e pelo patrimônio histórico e cultural, recebeu, recentemente, o título indispensável de capital mundial do barulho (2008), depois que as pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelaram a alta incidência de poluição sonora em seu território. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse quadro pode, talvez, sendo influenciado pela “predisposição musical” que a cidade de Salvador abriga em seus bairros, principalmente, nos mais populares, uma grande quantidade de estabelecimentos, comerciais e não comerciais, que, devido à falta de uma fiscalização mais efetiva, promovem uma intensa e incômoda poluição sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, essa exacerbação nos níveis de poluição sonora tem como protagonistas os bares, além de casas e carros equipados com aparelhagem de som muito potente. Nesses dois últimos, existe até uma espécie de competição do espaço pela “soberania musical”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mergulharmos em outro espaço de socialização mais específico, mais precisamente, nos ambientes escolares, no entanto, percebe-se que existe um tipo de poluição sonora diferente, uma expressão viva das interações humanas, aonde muitas ricas experiências acontecem. &lt;br /&gt;A escola, indubitavelmente, é um corpo de tecidos vivos. Nas salas, nos corredores e nas áreas de recreação é possível observar a vontade de expressão dos alunos, a ânsia de se afirmarem como sujeitos “próprios” e, portanto, autônomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles gritam, eles falam, eles brincam. Eles afirmam uma existência que, muitas vezes, a realidade lhes nega. A escola, nesse sentido, precisa se tornar, também, um canal de expressões, o palco dos talentos, daqueles alunos brilhantes, ocasionalmente, ofuscados pelo silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme diz Nietzsche, não existe um ser, realmente vivo, que não possua “vontade de potência”, portanto, não existe ser que não esteja inclinado a ser e a poder. Paulo Freire, um dos maiores pensadores da educação, fez alusão a essa “vontade de potência” ao ilustrar o exemplo da jabuticabeira. Nessa metáfora, ele diz que por mais que se tente omitir o sol, da jabuticabeira, ela irá procurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transpondo esse exemplo para a condição humana, pode-se dizer que o sol é o conhecimento e, a jabuticabeira, somos nós. Nós estamos inclinados à saber, à curiosidade, por que, ainda de acordo com Paulo Freire, somos seres inconclusos. E ao nos percebermos inconclusos, nos lançamos em uma constante busca pela conclusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3264755671887196529?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3264755671887196529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3264755671887196529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3264755671887196529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3264755671887196529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/decibeis-em-sala-de-aula.html' title='Decibéis em sala de aula'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6615851726772036242</id><published>2009-05-11T17:12:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T17:14:16.237-03:00</updated><title type='text'>Diários da “papelada”</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceram-me entre os livros,&lt;br /&gt;Numa velha escrivaninha.&lt;br /&gt;Apertada, empoeirada, suja.&lt;br /&gt;Eu me sentia largada, sozinha.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Já fui a pedra da casa,&lt;br /&gt;Já fui o olho do mundo,&lt;br /&gt;Já fui os caminhos sagrados,&lt;br /&gt;Agora, abismo profundo.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Rememo os tempos áureos,&lt;br /&gt;Em que guiava os videntes,&lt;br /&gt;Pelas trilhas da identidade,&lt;br /&gt;Ao longe da escuridão latente.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Olhem! Situação minha, que me encontro.&lt;br /&gt;Nesse papel mofo e rasgado.&lt;br /&gt;Idéias apagadas pelo tempo,&lt;br /&gt;Vestígios de um recente passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6615851726772036242?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6615851726772036242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6615851726772036242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6615851726772036242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6615851726772036242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/diarios-da-papelada.html' title='Diários da “papelada”'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4187836609402142794</id><published>2009-05-07T22:39:00.000-03:00</published><updated>2009-05-07T22:40:39.946-03:00</updated><title type='text'>A escola e o Mercado: sócios na produção da invisibilidade social</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai a um hospital, encontra tudo sujo, é mal recepcionado pelos funcionários e recebe a notícia de que não há médicos de plantão; você acabou de ser assaltado, vai a uma delegacia ou a um módulo policial, não encontra ninguém para te atender; você liga para a central de atendimento da operadora telefônica, o telefone lhe esquenta os ouvidos e a única resposta que você tem é uma mensagem gravada, que, geralmente, diz: “Desculpe-nos. No momento, todos os nossos terminais estão ocupados. Por favor, aguarde”. Nessas horas você pira, você reclama, você xinga até a mãe do Papa. No entanto, no dia em que seu filho chega em casa mais cedo, da escola, por que não teve professor para dar aula, ou, simplesmente, por que ele foi suspenso, você é capaz até de esboçar um sorriso. Afinal, que importância tem isso? Que importância terá alguns dias de aulas perdidas durante o ano letivo? Em uma sociedade em que as escolas são verdadeiras amas do Mercado, alunos são “preparados” no espírito para se tornarem força produtiva. Um enorme contingente de pessoas, que, futuramente, “lutarão” entre si para venderem mão-de-obra. E nessa dinâmica social, a escola escolhe os “lutadores” e o Mercado decide, através de critérios, ora técnicos, ora arbitrários, quem serão os vencedores. Aos perdedores, resta o esquecimento, o descaso, a invisibilidade social. E em se tornando invisíveis, quem se importa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4187836609402142794?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4187836609402142794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4187836609402142794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4187836609402142794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4187836609402142794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/escola-e-o-mercado-socios-na-producao.html' title='A escola e o Mercado: sócios na produção da invisibilidade social'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2520813407721857960</id><published>2009-05-03T19:21:00.003-03:00</published><updated>2009-05-03T19:32:45.052-03:00</updated><title type='text'>Quem tem medo da Gripe Suína?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sf4Z8EpGgHI/AAAAAAAAAEw/-AncKXGet2o/s1600-h/Gripe+Su%C3%ADna.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 151px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sf4Z8EpGgHI/AAAAAAAAAEw/-AncKXGet2o/s200/Gripe+Su%C3%ADna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331727528682225778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tanto temor? Por que tanta mídia para a Gripe Suína? Será que essa aí pode vir a ser o grande vilão epidêmico do Brasil? Quem ganha com isso? Quem perde? A dimensão do problema que nos é apresentada é fato ou é especulação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mídia solta o verbo e diz que é um caso de Pandemia, ou seja, de uma epidemia de proporção mundial. Até o dia 29 de abril já haviam sido confirmados 505 casos de contaminação da Gripe Suína, em alguns países de continentes distintos. A imensa maioria dos casos de contaminação foi, no entanto, até a referida data, no México, com 400 casos e, em seguida, nos EUA, com 65. De fato, é motivo de grande preocupação, visto o risco proporcionado pelo fluxo intenso de pessoas viajando para outros países, contudo, temos que tomar o cuidado de não deixar as coisas chegarem ao nível da neurose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O fantasma da gripe suína se protagoniza aqui no Brasil, justamente, no momento em outra doença vitimiza parte da população Brasileira, a dengue hemorrágica. Essa última, já mostrou sua cara e está em plena evidência, apesar do “IBOPE” que vem perdendo para a tal gripe suína, que a OMS resolveu batizar de “Gripe Influenza H1N1”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode-se inferir que esse é um dos males da globalização, ou seja, não há somente o intercâmbio cultural e econômico, mas também, a veloz proliferação de doenças, que podem ser epidêmicas. Não seria o primeiro caso de Pandemia, a Peste Negra (1387-1450) dizimou um terço da população européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A gripe suína, que na verdade é uma mutação do vírus Influenza, quando acomete os porcos. Hoje, seria consensual dizer que porco gripado é motivo para ser queimado! Ao contrair a gripe do porco, os humanos contraem a denominada “gripe Influenza H1N1”, uma espécie de evolução potencial da Gripe Influenza, portanto, muito mais perniciosa, chegando a ser letal se não tratada emergencialmente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um ingrediente para acrescentar à indústria do medo. Aqui no Brasil já temos muitos desses ingredientes. Será que estamos destinados a viver eternamente sobre o jugo do medo? O medo, quando nos governa, nos impulsiona à inércia ou à ação débil. Muitas pessoas, atualmente, tem medo de tudo. Medo de sair às ruas, medo da multidão, medo da atual Crise Econômica Mundial, medo da miséria etc. Tanto medo da morte que acabam desenvolvendo o Medo da Vida.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como referido antes, não é uma questão de desprezar as possibilidades da doença aqui no Brasil. O quero dizer é que não devemos sofrer por antecipação. Se for preciso, devemos comprar as máscaras, evitar lugares públicos, correr para o hospital em caso de qualquer suspeita, mas, isso não precisa ser razão para esvaziar as cidades antes de qualquer sinal claro de epidemia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em doenças contagiosas é uma coisa que devemos investir nossa atenção. No entanto, muitos oportunistas se aproveitam da situação para fazer lobby, para fazer medo nas pessoas. Assim, eles podem vender mais o produto, o jornal, a revista. Temos que tomar cuidado com o sensacionalismo desenfreado que se desenvolve atualmente pela mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero desdenhar da importância da Gripe Suína, o que quero lembrar é que, aqui no Brasil, há ainda suspeitas de contágio, não existem casos confirmados, portanto, nada ainda de concreto. Não sofram! Não temam! Não se deixem contaminar pelo medo espalhado pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;English*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Who's afraid of the Swine Flu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why so much fear? Why so much media for the Swine Flu? Is that there may be the great villain epidemic in Brazil? Who wins with that? Who loses? The size of the problem that we presented is fact or is it speculation?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The big media release says that the verb and is a case of a pandemic, or an epidemic of global proportions. So on April 29 had been 505 confirmed cases of contamination of the Swine Flu in some countries of different continents. The vast majority of cases of contamination was, however, until that date in Mexico, with 400 cases and then in the U.S., with 65. In fact, it is of great concern because the risk offered by the intense flow of people traveling to other countries, however, we must take care to not let things reach the level of neurosis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  The ghost of swine influenza is Starring in Brazil, specifically, when other disease victimizing the Brazilian population, dengue haemorrhagic. The latter, has already shown its face and is in full evidence, despite the "IBOPE" that is missing for this swine flu, the WHO decided to baptize the "Avian Influenza H1N1."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Can infer that this is one of the evils of globalization, ie, there is only the cultural and economic exchange, but also the rapid spread of diseases, which may be epidemic. It would not be the first case of pandemic, the Black Plague (1387-1450) decimated a third of the population.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  The swine flu, which is really a mutation of the influenza virus, affects when the pigs. Today, consensus would say pig flu is cause to be burned! By getting the flu in pigs, humans get the "avian influenza H1N1," a kind of development potential of Avian Influenza, therefore, more pernicious, to be lethal if untreated emergency.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is another ingredient to add to the industry of fear. Here in Brazil we have many ingredients. Are we destined to live eternally on the yoke of fear? The fear, when in government, drives us to action or inaction on the weak. Many people, nowadays, is afraid of everything. Afraid to leave the streets, fear of crowds, fear of the current world economic crisis, fear, misery etc. Both fear of death that eventually developed the Fear of Life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mentioned before, is not a question of discard the possibility of the disease in Brazil. The want to say is that we should not suffer for anticipation. If you must, must buy the masks, avoid public places, go to the hospital in case of any suspicion, but it needs no reason to empty the city before any clear sign of an epidemic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When it comes to diseases is something that we should invest our attention. However, many opportunists take advantage of the situation to lobby, to fear in people. Thus, they can sell more product to the newspaper, the magazine. We must be careful with the unbridled sensationalism that the media is doing now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I do not want to disregard the importance of the Swine Flu, what I remember is that here in Brazil, there is suspicion of infection, there are no confirmed cases, therefore, nothing yet concrete. Do not suffer! Fear not! Do not let the fear spread by contaminated media.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2520813407721857960?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2520813407721857960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2520813407721857960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2520813407721857960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2520813407721857960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/quem-tem-medo-da-gripe-suina.html' title='Quem tem medo da Gripe Suína?'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sf4Z8EpGgHI/AAAAAAAAAEw/-AncKXGet2o/s72-c/Gripe+Su%C3%ADna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-690597365545834461</id><published>2009-05-03T19:16:00.001-03:00</published><updated>2009-05-07T00:15:08.404-03:00</updated><title type='text'>Pronomes de tratamento: meandros da relação entre líder e liderados.</title><content type='html'>“Não são os grandes planos que dão certo, são os pequenos detalhes”. &lt;br /&gt;                                                                         (Stephen Kanitz)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lidar com pessoas, o uso adequado das palavras é de uma importância fundamental e que muitas vezes é negligenciado pelos líderes de equipe. Sobre isso, diz Hunter (2004, p.18), “...É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem”. Ou seja, antes de falar aos liderados, o líder precisa se perguntar se ele estivesse na condição de ouvinte, como iria reagir diante das palavras que ele, como líder, quer derramar sobre os liderados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção, é nesse sentido, um dos requisitos essenciais para um saudável relacionamento com as pessoas. Temos que desenvolver o nosso potencial como ouvintes, pois, as pessoas gostam de dar opiniões, de fazer críticas e confidências, mas, antes disso, elas gostam de ter a atenção. As pessoas, às vezes, valorizam mais a atenção do que a solução para o problema delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Fomos condicionados a acreditar que o brilho do ouro é que vai nos ajudar a construir equipes melhores, embora a história prove que as pessoas trabalham por algo mais que dinheiro e, na verdade, muitas vezes trabalham mais e melhor quando não são pagos, ao menos em moeda. &lt;br /&gt;(JONES, 2008, p.52)&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito bom para um líder ter o dom da palavra, porém, suas atitudes sempre falarão mais alto. Ouvir os liderados, valorizar as sugestões, estimular a participação, ajudar os talentos a se manifestarem é uma prerrogativa de todo bom líder. O lider precisa cuidar das pessoas, valorizar os liderados não somente como empregados da empresa, mas, principalmente, como seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Qualquer um pode reunir, distribuir uniformes e chamar as pessoas de “time”. Mas quem já tentou de fato formar uma equipe sabe que é uma arte e uma ciência, e a melhor maneira de criar uma espírito de equipe é tratar seus integrantes como família. Família implica propriedade. Família denota autoridade. Família significa permanecer enquanto os outros vão e vêm. &lt;br /&gt;(JONES, 2008, p.43)&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A confiança dos liderados é o objetivo de todo bom líder, sendo muito difícil de se conquistar, no entanto, a depender das atitudes do líder, pode ser perdida muito facilmente. A confiança é o ponto sensível dos relacionamentos. E para que essa semente floresça, líder e liderados precisam se conhecer como se conhecem e se identificam pais e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como os frutos de uma planta, a confiança entre líder e liderados tem que passar por um processo que envolve os estágios de instauração (nascimento), desenvolvimento e amadurecimento. E para que toda essa evolução – que é natural – aconteça, o líder precisa irrigar, constantemente, com valores as raízes dos relacionamentos; precisa jogar limpo, ser sincero e leal consigo e no proceder diante dos liderados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hombridade tem que estar introjetada na essência do líder. Sinceridade e lealdade devem permanecer até mesmo nos momentos de conflitos. Um líder não pode romper com esses valores, mesmo que isso implique em ter que enfrentar conflitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder tem que estar preparado e disposto a administrar os conflitos, tendo a serenidade para não conduzi-lo para o plano do pessoal-sentimental, abrindo horizontes para o surgimento de desavenças pessoais. Para que isso não aconteça, é preciso ter a sabedoria de evitar o estigma, os adjetivos pejorativos que podem violentar a relação de identidade entre líder e liderados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder precisa respeitar a subjetividade, a maneira de pensar de cada pessoa, precisa compreender a diversidade dentro da unidade de seu grupo. Se isso não acontece, o relacionamento pode entrar em um processo de desgaste ou esfacelamento. Um relacionamento saudável é como um vaso de cristal, é precioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conforme diz Hunter (2004, p.74), “...Para crescer e amadurecer, os relacionamentos têm que ser cuidadosamente desenvolvidos e alimentados”. A partir do momento em que inicia uma relação interpessoal é preciso ter em mente que existem momentos adequados para determinadas tomadas de posição, que muitas vezes, exigem um elevado grau de confiança. É necessário compreender que as pessoas são diferentes. Que mesmo que inseridas em contextos semelhantes irão apresentar, como diz Freire (1992), “visões de mundo” diferentes, portanto, opiniões diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que seja a intenção, não se pode mudar pessoas, mas, pode-se permitir que elas se visualizem e optem por mudar. Por que, ao insistir na mudança, corre-se o risco de se tornar antipático, incômodo. Na obra de Hunter (2004, p.44), tem uma referência interessante sobre isso. Ele diz que “...A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer as coisas de modo diferente, o que é difícil...”. O bom líder precisa oferecer as pessoas oportunidades de mudanças que favoreçam o autodesenvolvimento delas, pois, ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Um grande líder encoraja os componentes de seu grupo a deixar de lado o que fazem mal e começarem a se dedicar àquilo em que são bons; e depois a se voltarem para as áreas em que seu desempenho é brilhante. &lt;br /&gt;(JONES, 2008, p.138)&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ações do líder praticadas no ambiente de trabalho são como um espelho para os liderados – é no espelho que a gente se olha e se identifica. O líder, nesse sentido, deve promover um ambiente de bem-estar-organizacional que possibilite e incentive os liderados à mudança. É importante ratificar que o líder não pode criar a mudança, mas, pode criar um ambiente favorável para que as pessoas se sintam dispostas a mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento de mudança deve estar nítida até mesmo na postura do líder, é ele que deve carregar essa bandeira. Afinal, ele deve ser o primeiro a dar o exemplo. Com diz Hunter (2004, p.68), “...Todas as boas intenções do mundo não significam coisa alguma se não forem acompanhadas de ações...”. Não adianta propor idéias sem fornecer subsídios para instrumentalizá-las. A Teoria e a prática tem que evidenciar as mesmas possibilidades de aplicação, ou, pelo menos, de uma adaptação. Um bom líder precisa ser o exemplo e a mensagem, mesmo que, para isso, ele tenha que se içado, de início, à cruz.&lt;br /&gt;____________&lt;br /&gt;• Graduando em Pedagogia, na Faculdade Social. Lê e escreve sobre diversos assuntos. Alguns textos estão publicados no sítio &lt;http://pauloandrdossantos.blogspot.com/&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUNTER, James C. HUNTER, James C. O monge e o executivo. Trad. Maria da Conceição Magalhães. Rio de . Trad. Maria da Conceição Magalhães. Rio de janeiro: Sextante, 2004. janeiro: Sextante, 2004.&lt;br /&gt;JONES, Laurie Beth. Como despertar o melhor das pessoas. Trad. Marilena Moraes.  – Rio de Janeiro: Sextante, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-690597365545834461?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/690597365545834461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=690597365545834461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/690597365545834461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/690597365545834461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/05/pronome-de-tratamento.html' title='Pronomes de tratamento: meandros da relação entre líder e liderados.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2196749658921050828</id><published>2009-04-27T00:29:00.001-03:00</published><updated>2009-04-27T00:32:14.924-03:00</updated><title type='text'>Para los nuevos pobres, el pan y el agua?</title><content type='html'>POR: ANDRÉ PAULO DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según las proyecciones del FMI, dado el actual contexto de crisis económica mundial, de 55 a 90 millones de personas entrar en el rango de extrema pobreza. Esto significa el equivalente a poco más de dos veces la población de la Argentina, que en 2007 se estimó en 40,4 millones de euros, entrará a la lista de miserables. En todo el mundo, aproximadamente 1,3 millones de personas que ya viven en esta situación. Es decir, una cuarta parte de la población mundial está en la pobreza. ¿Esto te algo? Así, inevitablemente, que son empleados que se estarán preguntando: "¿Qué hago con ella?". Usted no puede darse cuenta de una cosa: muchos de estos han sido miserables en las mismas condiciones que usted. Tenían casa, el empleo, el plan de salud, escuela para los niños así. La crisis actual es el resultado de la falta de control en las cuentas del imperio económico. La disparidad entre lo que podía comprar y lo que podría pagar en los Estados Unidos dio lugar a grandes epidemias fóbica ya existía en el acto de consumir. Incubados con el virus ya en la economía, la reacción de la gente fue sólo el más temerario y las actitudes inconscientes de la reserva en cuanto a consumo, en una situación desesperada para crear un "pie en la mitad" para tiempos difíciles. El resultado no tardó en mano. Como la vacuna no se produce a la crisis de consumo, que es el consumo personal, el miedo a la propagación del consumo continuado y dejar víctimas en otras partes del mundo. El mercado liberalizado y el intento de suicidio en el momento, está siendo tratado en la Unidad de Cuidados Intensivos (UCI). Sin embargo, los médicos todavía se inyectan esperanza de recuperar el mercado, pero advierten que habrá consecuencias. Es en este punto que entre los nuevos miserables. Ellos fueron escogidos en forma de grasa que se vayan a desechar, como supéfluo, el exceso de peso que debe ser tirado por la borda. Ser sacrificados debido a un problema que no, en nombre de la supervivencia del mercado. Hacer las mismas cosas deben verse de esta manera? Cosa como el destino, como algo escrito en las páginas de Emanuel? ¿Los trabajadores tienen que pagar por la misma crisis? Es, de hecho, un mal necesario? Si es así, que el capitalismo morir! Sí, bueno, no lo necesitan.&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;Em Português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os novos miseráveis, pão e água?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com as projeções do FMI, diante do atual quadro de crise econômica mundial, de 55 à 90 milhões de pessoas entrarão na faixa da extrema pobreza. Isso significa dizer o equivalente a pouco mais do que o dobro da população da Argentina, que em 2007, foi estimada em 40,4 milhões de pessoas, entrarão no rol dos miseráveis.  No mundo, aproximadamente, 1,3 bilhão de pessoas já vivem nessa situação. Ou seja, um quarto da população mundial está na miséria. Será que isso lhe diz alguma coisa? Bem, fatalmente, você que está empregado deve estar se perguntando: “O que eu tenho com isso?”. Talvez você não perceba uma coisa: muitos desses miseráveis já estiveram na mesma condição que você. Eles tinham casa, emprego, plano de saúde, escola para os filhos etc. A atual crise é fruto da falta de controle nas contas do império econômico. A disparidade entre o que se poderia comprar e o que se poderia pagar, nos Estados Unidos, gerou uma das maiores epidemias fóbicas que já existiram sobre o ato de consumir. Com o vírus já incubado na economia, a reação das pessoas foi justamente a mais inconsciente e inconsequente das atitudes, a reserva quanto ao consumir, numa atitude desesperada de se criar um “pé de meia” para os momentos difíceis. O resultado não demorou a calhar. Como não se produziu a vacina para a crise de consumo, que é o próprio consumo, o medo do consumo continuou a se alastrar e a deixar vítimas em outros lugares do mundo. O mercado desregulado tentou suicídio e, no momento, encontra-se em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar de tudo, os médicos ainda injetam esperança de recuperação do Mercado, mas, avisam que haverão sequelas. E é nesse ponto que entra os novos miseráveis. Eles foram escolhidos como gordura a ser descartada; como o supéfluo, o peso excedente que precisa ser jogado ao mar. Serão sacrificados por causa de um problema que eles não provocaram, em nome da sobrevivência do Mercado. Será que as coisas devem mesmo serem vistas deste modo? Como coisa do destino, como algo escrito nas páginas de Emanuel? Será que os trabalhadores tem mesmo que pagar pela Crise? É, realmente, um mal necessário? Se assim o for, que o Capitalismo morra! Pois, assim, não precisamos dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2196749658921050828?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2196749658921050828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2196749658921050828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2196749658921050828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2196749658921050828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/para-los-nuevos-pobres-el-pan-y-el-agua.html' title='Para los nuevos pobres, el pan y el agua?'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-690533166329263259</id><published>2009-04-26T01:25:00.004-03:00</published><updated>2009-04-27T23:20:33.720-03:00</updated><title type='text'>A Dita-abranda: o melô poético da Folha de São Paulo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SfZn3kgHanI/AAAAAAAAAEo/gvxwOGZvNEY/s1600-h/herzog.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SfZn3kgHanI/AAAAAAAAAEo/gvxwOGZvNEY/s200/herzog.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329561413428406898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao som de um meloso rebolado,&lt;br /&gt;as tropas marchavam para a glória, &lt;br /&gt;à frente de garotos indomáveis, &lt;br /&gt;que gritavam e dançavam depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais teve notícia, &lt;br /&gt;daqueles jovens agitados,&lt;br /&gt;que queriam se expressar,&lt;br /&gt;quebrando os vidros do tablado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles eram só moleques, diziam.&lt;br /&gt;Não serviam para nada.&lt;br /&gt;Só faziam algazarra,&lt;br /&gt;ao som da taquara rachada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esnobavam a ordem e o nosso progresso, &lt;br /&gt;debochavam da paz estabelecida,&lt;br /&gt;do silêncio que propomos,&lt;br /&gt;para ouvirem a nossa orquestra homicida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso foi pouco,&lt;br /&gt;Aos que nos fizeram fracassar,&lt;br /&gt;Nós tínhamos a dureza de um pai,&lt;br /&gt;Que por amor ao país, sacrifica o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos malditos! Eles deviam agradecer, eles deviam pagar.&lt;br /&gt;Nós que cuidamos de tudo, os jogamos ao mar.&lt;br /&gt;Derramamos o sangue da discórdia e bebemos à morte incômoda,&lt;br /&gt;Comemoramos com regozijo nas conversas de bar,&lt;br /&gt;Ouvimos estórias de Epaminondas, Giocondas, Calazar.&lt;br /&gt;Desses aí, nunca ouvimos falar, nunca precisamos silenciar. &lt;br /&gt;Apesar das mortes, apesar dos filhos perdidos, temos muito a realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dizem ditadura, outros dizem revolução.&lt;br /&gt;Não foi uma coisa nem outra, foi um tiro de canhão.&lt;br /&gt;Foi glória, foi brilho, foi a maior expressão do nosso pavilhão.&lt;br /&gt;Foi uma folha caindo, seca e branda, no chão.&lt;br /&gt;Guiada por ligeira brisa, cheia de tranquilidade.&lt;br /&gt;Nos trouxe a ordem, a disciplina, a civilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-690533166329263259?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/690533166329263259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=690533166329263259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/690533166329263259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/690533166329263259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/dita-abranda_26.html' title='A Dita-abranda: o melô poético da Folha de São Paulo.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SfZn3kgHanI/AAAAAAAAAEo/gvxwOGZvNEY/s72-c/herzog.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5709307536264089145</id><published>2009-04-25T14:22:00.001-03:00</published><updated>2009-04-25T14:24:51.068-03:00</updated><title type='text'>Brincando de ser do(e)cente</title><content type='html'>Por: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saí professor da faculdade, à minha frente, encontrava-se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;um céu azul e nuvens brancas para contemplar&lt;/span&gt;. Era tudo verde, era tudo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;azul, era tudo bom. Eu tinha nas minhas mãos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o vigor da esperança&lt;/span&gt; e na minha alma, o espírito de mudança. Eu acreditava seguramente que era possível transformar, eu tinha muita fé. Infelizmente, foi justamente quando comecei o meu fazer docente que os muros de minha fortaleza começaram a ruir. Eu chorei, iluminado pelas noites frias, a solidão do meu entendimento. Foram momentos difíceis aqueles em que vivi durante as minhas primeiras experiências na docência escolar. Por quatro anos, durante a minha vivência de vir a ser professor, na faculdade, eu fui percebendo os desafios que tinha pela frente.  O que eu não contava, é que nesse caminho sinuoso e perigoso que eu deveria percorrer, não haveria sequer o consolo da cumplicidade. Não haveria ninguém – ou quase ninguém - que me apoiasse nas mudanças. Enfrentei resistências, fui julgado, açoitado e crucificado. Diziam que era só o começo, que ainda não conhecia o Sistema. Tinham a certeza de que quando eu  o conhecesse, muitas de minhas opiniões iriam mudar. Então, perguntei: O que é o Sistema? Disseram-me que o Sistema era a forma e o conteúdo que permeava o funcionamento das instituições escolares. Diziam que eu estava preso ao discurso, que tudo que eu pensava era só teoria, que não valia para a realidade. Tudo isso, foi me provocando um desapontamento diante da escola. Aquele fatalismo que consumia as esperanças dos professores, assim como, o alcoolismo consome todo brilho das pessoas. Eu não aceitei o fracasso, não aceitei a entrega a um conceito derrotado de escola. Nunca aceitei o fazer de conta, nunca aceitei a indignidade. Foi por isso, que levantei, discuti, lutei. Precisava sacudir os outros professores, precisava tirá-los do efeito da anestesia. Antes de iniciar, no entanto, qualquer proposta de mudança, resolvi fazer uma autoanálise, resolvi aparar as arestas de meu proceder nas relações humanas. Procurei, primeiramente, aproximar-me dos outros professores de forma empática, procurei entender o processo histórico deles. Quando lhes consegui a confiança, depois de preparar o solo, comecei a plantar as novas sementes que possibilitariam a eles se deixarem arriscar por outros caminhos novos, saindo da velha trilha deixada por Moisés. Educação nunca foi brincadeira, pois, é grande a responsabilidade de todos na escola. Assim, o compromisso que todos devem assumir plenamente precisa se consolidado através de muita união nas ações de melhorias do espaço escolar. O discurso do fazer de conta que faço o que digo precisa ser substituído pela coerência estabelecida entre o discurso e a prática. Ou seja, se se propõe ou se prega algo, devemos ser os primeiros a dar o exemplo. O profissionalismo não deve estar dependente de questões estruturais deficitárias do Sistema de Ensino. O que for possível fazer, deve ser feito! A equipe docente e de gestão da escola, como também, os outros funcionários, cada um deles precisa ter em mente a importância do papel social. É relevante lembrar que a Escola é um lugar de formação de pessoas e, por isso, tem que ser um lugar-exemplo para a sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5709307536264089145?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5709307536264089145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5709307536264089145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5709307536264089145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5709307536264089145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/brincando-de-ser-doecente.html' title='Brincando de ser do(e)cente'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7745807276131298546</id><published>2009-04-23T00:41:00.001-03:00</published><updated>2009-04-23T00:45:15.866-03:00</updated><title type='text'>O escândalo das passagens aéreas: mais um capítulo indecente no cenário político brasileiro.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Se_kQOBB4PI/AAAAAAAAAEg/mJekYk-KQiU/s1600-h/iqueDantas2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Se_kQOBB4PI/AAAAAAAAAEg/mJekYk-KQiU/s320/iqueDantas2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327727851494039794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os bufões da farra brasiliense, “Tudo está devidamente nos conformes”. Como cantava Cazuza, em sua música “O tempo não pára” (1988), &lt;&lt;...E assim nos tornamos brasileiros. Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro. Transformam o país inteiro num puteiro. Pois assim se ganha mais dinheiro. A tua piscina tá cheia de ratos, Tuas idéias não correspondem aos fatos, O tempo não pára.  Eu vejo o futuro repetir o passado...&gt;&gt; Mais de vinte anos depois, o “puteiro” já se faz vigoroso diante da concorrência, que não é mole. Enquanto o povo sofre as chagas do desemprego e da violência, lá, na Sodoma brasiliense, alguns (mas) engravatados (as), sem a mínima condição moral para estarem exercendo a representação do povo, promovem uma verdadeira farra com o dinheiro público. Triste a condição histórica do povo brasileiro, nesse sentido. Um dia, um garoto, muito expectador de um diálogo sobre política, me perguntou por que todo político é corrupto. Fiquei um pouco surpreso com a indagação desse menino de 10 anos, era novo e já carregava traços de fatalismo. Naquele momento, recusei prontamente essa idéia – e ainda recuso. Disse para o garoto que apesar de serem muitos os casos de fraudes envolvendo os políticos do país, existem pessoas honradas por lá – pode acreditar. Sei que é preciso uma lupa para enxergá-los, mas existem. E continuei ainda, dizendo que, em grande parte, a dinâmica do “deita e rola” dos políticos é também culpa da sociedade brasileira, que tarda a reagir. Nos últimos dias, depois de uma manobra politicalha para desmoralizar a operação Satiagraha, até então, comandada pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que desmontou um esquema de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Dantas e políticos de vários partidos, o foco central das tribunas passaram a veicular o mais novo filho do culto à indecência, a farra promovida na Câmara dos Deputados, em Brasília. O imoral uso do dinheiro público, desta vez, foi a utilização (des)criteriosa e anti-ética, da cota parlamentar de passagens aéreas. Tenho clareza de que essa notícia – que se agrega a outras no dia-a-dia do reduto político brasileiro – são como um tapa na cara do cidadão trabalhador e contribuinte do Brasil. Infelizmente, grande parcela da população, muito por causa da pobre formação política, já está “zonza” com esses fatos e, por isso, torna-se impregnados de fatalismo. São contextos como esse que me fazem lembrar da música do cantor Gabriel, o pensador, “Até quando?” (2001), &lt;&lt; Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!); Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!); Até quando vai ser saco de pancada? Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente, seu filho sem escola, seu velho tá sem dente. Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante, você tá sem emprego e a sua filha tá gestante. Você se faz de surdo, não vê que é absurdo, você que é inocente foi preso em flagrante!  É tudo flagrante! É tudo flagrante!... Até quando você vai ficar usando rédea? Rindo da própria tragédia?  Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média). Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura&gt;&gt;.&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;* Graduando em Pedagogia, na Faculdade Social (2006 -       ), lê e escreve sobre diversos assuntos. Alguns desses textos estão disponíveis no sítio&lt; http://pauloandrdossantos.blogspot.com/&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7745807276131298546?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7745807276131298546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7745807276131298546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7745807276131298546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7745807276131298546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/o-escandalo-das-passagens-aereas-mais.html' title='O escândalo das passagens aéreas: mais um capítulo indecente no cenário político brasileiro.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Se_kQOBB4PI/AAAAAAAAAEg/mJekYk-KQiU/s72-c/iqueDantas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-6697110879792418873</id><published>2009-04-10T22:51:00.003-03:00</published><updated>2009-04-11T00:01:36.579-03:00</updated><title type='text'>Os amigos do chefe.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem são os olhos do chefe? Perguntou o palestrante à classe operária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio estrondoso se estabeleceu entre os trabalhadores que assistiam ao Primeiro Encontro de Operários. Evento pautado na discussão da luta operária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem são os ouvidos do chefe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí um estardalhaço de vozes vinham da multidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São os colegas Del diablo! Gritou um homem em meio à multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreso, o palestrante perguntou quem havia falado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, aproxime-se. Disse ao homem que fez tão enérgica exclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se de um cidadão venezuelano, da cidade de Carácas, capital do país. Veio ao Brasil para conhecer uma associação operária em Monte Gordo/BA. Depois disso, resolveu ficar no país, queria lutar junto aos trabalhadores pela emancipação do trabalho escravo no campo, que insistia em dilacerar os sonhos dos homens da terra.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é o seu nome? Indagou o Palestrante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu nome é Ramires, respondeu o militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é brasileiro. De onde você é Ramires?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou cidadão de Carácas, Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você acha que o amigo do chefe é também colega do diabo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que, geralmente, é assim: o chefe precisa saber quem “está” com ele e que “não está”. Assim, ele observa toda a sua população de subordinados, identifica aqueles que poderiam ser seduzidos com privilégios em troca de informações não menos privilegiadas sobre os companheiros de trabalho. O chefe, geralmente, quer saber quem não está “colaborando” com a empresa, ou, quem está incitando a insurreição dos companheiros para reivindicarem alguma melhoria nas condições de trabalho ou salários. Os amigos do chefe são, assim, os traíras da revolução, os colegas do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Interessante, essa sua abordagem, Ramires. Você consegue delinear, muito bem, um dos obstáculos que dificulta o desenvolvimento da consciência operária, o fogo-amigo proporcionado pela sabotagem daqueles, que sendo integrantes da classe operária, não se comportam como tal, mas, como pequenos burgueses. Então, caros companheiros, militem não somente em relação às oportunidades de lutas para a classe operária, mas, também, com as possibilidades de sabotagens praticadas por companheiros de luta, contra a própria luta revolucionária. Esse é o nosso primeiro ensinamento: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vigiai além das montanhas, mas, também, dentro da sua própria casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande euforia contaminou a multidão de operários reunidos no evento. Muitos provavelmente, estavam se regozijando com a oportunidade de dialogar com idéias tão esclarecedoras. É bem possível, também, que, escondido na multidão, os amigos do chefe estivessem a assistir e a registrar a mobilização política que estava acontecendo no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tom provocante, o palestrante perguntou a multidão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem algum amigo do chefe aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão respondeu, imediatamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você, Ramires. Já era militante antes de vir para o Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Na verdade, eu tinha certa simpatia pelo movimento dos trabalhadores, mas, não participava ativamente, ainda. Ao não ser uma iniciativa que ajudamos a implementar na em determinados contextos da Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando e como você se deu conta de que era preciso aos trabalhadores lutarem para não serem dominados pelo medo do patrão e, para irem além disso, vencendo o medo de reivindicarem uma condição de trabalho e salários dignos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu pai era camponês, vivia em uma província a oeste de Carácas. Lá ele passou muitos anos trabalhando em uma fazenda de café. Recebia um salário de miséria e nós – da família – sofríamos com a subnutrição que nossa renda podia proporcionar, “comíamos o pão que o diabo amassou.” Foi assim por longos anos, até que um dia, em visita a uma cidadezinha adjacente, em plena praça pública, o meu pai foi presenteado com a maior lição política de sua vida. A princípio indiferente, mas, depois envolvido, foi tomado pelo espírito marxista exalado na boca de militantes comunistas. Na época, o meu pai nem sabia o que era comunismo – o que explica a sua indiferença no princípio. Depois de alguns instantes observando e escutando a eloquente voz do orador, meu pai foi varrido em toda a sua vida de sujeição a opressão sofrida durante anos na fazenda de café. Percebeu, naquele momento, que estava sendo maliciosamente explorado. Esse dia foi como um divisor de águas na visão operária de meu pai. Mal havia terminado o discurso, o meu pai foi ter com o grupo de militantes comunistas. Queria ajuda, queria informações, queria, a partir daí, mais movimento entre os trabalhadores do campo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você se envolveu nisso, Ramires?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na roda de discussões promovida pelo meu pai com os trabalhadores lá em casa de tempos em tempos, era um apelo dele que nós – a família – observássemos e participássemos dos diálogos. &lt;br /&gt;- Ramires, o seu pai chegou a oficializar a organização trabalhista – no molde de sindicato, associação de trabalhadores, movimento, propriamente dito etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como disse, o dia em que conheceu a esperança marxista, tornou-se um sonho para ele a instituição de uma associação de trabalhadores na cidade. Infelizmente, não houve tempo para que ele concretizasse esse sonho, contudo, não foi uma causa perdida. Quando atingi a idade adulta, eu e outros trabalhadores articulamos e implementamos a primeira associação de trabalhadores da cidade. Hoje, são pelo menos oito delas trabalhando pela causa operária na região rural da Venezuela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês conquistaram algo, em termos de melhorias, para os trabalhadores do campo, nas regiões aonde foram instituídas as associações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foram muitas as conquistas. O “patrão” sentiu a nossa força. Nosso trabalho, agora, é regulamentado por lei. Nós temos um teto salarial e uma carga de horária mínima estabelecida em lei, além de uma colaboração patronal com a nossa cesta básica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, Ramires. Você acabou de demonstrar a nossa segunda lição de hoje para a conscientização operária: sem a politização e o movimento articulado para o empreendimento de lutas reivindicatórias a classe trabalhadora perecerá. Torna-se-á, assim, um amontoado de escravos, sem direito à água e ao pão que o suor dos trabalhadores derramam da boca do patrão. Não terão direito a terem direitos. O direito se faz com lutas e sem lutas não haverão vitórias para a classe operária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, nesse instante, um coro muito grande de aprovação dos trabalhadores em relação ao que estava sendo falado. O palestrante ouvia sair do seio da multidão solidárias afirmações como “É isso mesmo!”, “Precisamos lutar!”. A multidão se inflamava, era como sair de uma gruta muito possuída pela escuridão, hora depois de nela se confundir com a escuridão e o silêncio. Assim como ao sair dessa gruta é possível sentir o rasgar da luz em nossos olhos, a multidão presente ao Primeiro Encontro de Operários sentia-se abalada nos pilares da consciência de cada homem e de cada mulher, ali presente. Ser possuído pela consciência, depois de muitos anos, é como um fato digno da indignação, é como um chamamento para a revolução, para a ação de mudança, para a mobilização antes desnecessária em virtude da falta de significado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, certamente, vocês já devem estar convencidos da necessidade de mobilização dos trabalhadores para que tenham garantidos os seus direitos e para galgarem novas conquistas ainda necessárias. No entanto, muitos de vocês, certamente, devem estar se perguntando: E o amigo do patrão, o que fazer com ele? Indubitavelmente, o amigo do patrão passa a se constituir em um inimigo dos trabalhadores, certo? Na verdade, em parte. O inimigo pode ser muito útil para os trabalhadores. Identificado o inimigo, a postura não deve ser de alarde, mas, de vigilância. É ter o inimigo sob a nossa vigilância do que à distância. Sob os nossos olhos podemos seguir os seus passos e fornece-lhe falsas informações, que talvez, façam com que ele &lt;span style="font-style:italic;"&gt;enfie os pés pelas mãos&lt;/span&gt;. Com isso, ele certamente irá perder a credibilidade com o seu amigo – o patrão – que o destituirá de seus privilégios, se não fizer algo mais grave. O que irá estimular o traíra a se reconciliar com o movimento dos trabalhadores. E aí está a nossa terceira lição: aquele que não divide nem subtrai, pode somar ou multiplicar. Ou seja, o inimigo ou o amigo do patrão pode ser no futuro o nosso grande informante. Ele, possivelmente, com a experiência vivida com a escusa relação com o patrão, terá uma visão e uma compreensão de como pensa e de como age o patrão para descobrir algo sobre as investidas dos trabalhadores em prol da mobilização política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão demonstrou estar concordando tacitamente com a palavra do Palestrante. Uma das lutas que devem permear a discussão dos trabalhadores é justamente luta pela união sólida dos trabalhadores.  É preciso que haja muita serenidade para perceber que as divergências não devem ser vista como algo negativo, mas, como uma oportunidade de diálogo mais profundo a respeito de temas pontuais das divergências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de terminar com esse diálogo com vocês, agradeço aqui, em público, a presença de nosso companheiro Ramires, que muito contribuiu para a nossa compreensão do que é realmente luta e sobre a necessidade de organização articulada entre os trabalhadores pra que essa luta aconteça. Afinal, “Sozinhos somos apenas como um grão de areia no deserto. Uma vez unidos, no entanto, a nossa voz ecoará pela terra e serão em grande número os que nos darão ouvidos”. Essa é a premissa da ação revolucionária: A união em torno de uma causa comum, que beneficie não a indivíduos, mas, a categoria em que estes indivíduos pertence. A disputa política dos trabalhadores, para se tornar revolucionária, é preciso que haja – fora os conflitos de idéias, que é normal em todo  processo democrático – um ponto de coesão central, um bem querer para todos os trabalhadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dois minutos de aplausos ensurdecedores. Possivelmente, esse tenha sido para os trabalhadores da cidade de Monte Gordo/BA., a primeiro de uma série de movimentos bem articulados para a causa operária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;*Os personagens e o cenário envolvido nesse texto são mera ficção. Qualquer semelhança encontrada no contexto seria grande coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Graduando em Pedagogia, na Faculdade Social/BA. Estuda e escreve sobre diversos assuntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-6697110879792418873?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/6697110879792418873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=6697110879792418873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6697110879792418873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/6697110879792418873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/os-amigos-do-chefe.html' title='Os amigos do chefe.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-733988133807893643</id><published>2009-04-10T18:47:00.003-03:00</published><updated>2009-04-10T19:32:03.860-03:00</updated><title type='text'>África atual: caminhos trilhados, experiências vividas e a esperança de outro desfecho.*</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS;ELAINE CERQUEIRA; E RAFAELA BARBOSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do encerramento da Segunda Guerra Mundial, com a diminuição do poder de centralidade européia e a derrota dos regimes nazi-facistas, os caminhos seguidos pelos países do continente africanos foram tão distintos quanto os seus processos de colonização. &lt;br /&gt;No entanto, o processo de libertação das colônias africanas dos países colonizadores, começou, paradoxalmente, com uma exagerada subserviência às “cartadas” da economia internacional. Prolonga-se nesse momento histórico, um estado famigerado de dependência dos países africanos, apesar de seus imensos patrimônios naturais. Isso aconteceu devido aos problemas estruturais internos dos países africanos. A acentuada fragmentação do cenário político, o atraso tecnológico e a falta de capitais para investir na exploração das próprias riquezas se tornaram grandes obstáculos à viabilização da conversão dessas riquezas naturais em desenvolvimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário de “necessitados africanos”, os Estados Unidos, com o objetivo primeiro de frenar a expansão da influência soviética no continente africano, decide sobrepujar a influência européia presente na África. Essa influência, sobre tudo, teve força até nas questões que envolvem o apoio a regimes racistas, que aconteceram marcantemente na Rodésia e na República Sul Africana. Houve ainda, a oferta, dos EUA, de ajuda econômica e militar aos países africanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, esses países ficaram com o compromisso de conceder privilégios especiais para as empresas norte-americanas. A maioria das ex-colônias submeteu-se por tratados e acordos bilaterais com a antiga potência colonial ou com os EUA, referentes à cultura, à economia e a acordos militares. As principais fontes de instabilidade política da África, que resultou em conflitos, não se originam na disputa de “fronteiras étnicas”, mas nos interesses geopolíticos e geo-econômicos, tanto localizados, como potencializados por interesses estrangeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns países africanos, de ideologias anti-colonialistas e anti-imperialistas, associaram-se, de maneira muito aproximada, à União soviética e à Cuba, dois inimigos do processo de expansão capitalista. Esse marco assinala um momento de fragilização das já fragilizadas bases estruturais e políticas estabelecidas no continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da Terceira Revolução Industrial, ou seja, o processo de automação tecnológica iniciado nos países desenvolvidos, trouxe um agravamento do quadro de dependência dos paises africanos. Os países africanos, muito endividados, tiveram, e ainda, tem muitas dificuldades para conseguirem a aprovação de empréstimos financeiros visando saudar os grandes débitos adquiridos. Uma coisa curiosa acontece nessa relação entre devedores e credores. É que os países africanos para conseguirem sair do quadro de dependência acabam por tornar-se ainda mais dependentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se justifica, devido aos indicadores econômicos africanos, pois como se pode reverter esse quadro com a ínfima participação do continente africano na economia mundial, sabendo-se que sua representação é de apenas 2%? Além disso, os investimentos estrangeiros no continente africano não são muito animadores, ao contrário disso, são alarmantes. A África recebe somente uma parcela de 5% dos investimentos internacionais, o que comparado com a dimensão de sua geografia e população, é uma participação insuficiente para atender à sustentabilidade econômica do continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os meios de comunicação de massa mostram a África como se ela fosse uma série de acidentes e conflitos, pois apenas nestes momentos ela é subitamente lembrada. O “esquecimento” da África até recentemente também alcançava a pesquisa acadêmica que, com exceção de sérios e comprometidos pesquisadores, também projetava sobre o continente apenas as imagens do atraso, do exotismo e do pessimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;* Síntese do texto “África contemporânea: dilemas e possibilidades”, de Muniz Gonçalves Ferreira. Elaborada para atender demandas avaliativas da disciplina de Educação Etno-cultural, do 4º semestre do Curso de Pedagogia, da Faculdade Social/BA., em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Africa contemporânea: dilemas e possibilidades. Disponível no sítio &amp;lt;&lt;a href="http://www.smec.salvador.ba.gov.br/documentos/africa_contemporanea.pdf"&gt;http://www.smec.salvador.ba.gov.br/documentos/africa_contemporanea.pdf&lt;/a&gt;.&amp;gt; Acessado em 10 de abril de 2009.&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-f47a98f7d2f80e98" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df47a98f7d2f80e98%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330307362%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D60E084539CD49AE22DF6279C655793247F4FA755.18F729524002E3B34777DE7A0D7E724E6BC6FC2A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df47a98f7d2f80e98%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6HH58-zBKq22E_L2DlXefS03-iQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df47a98f7d2f80e98%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330307362%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D60E084539CD49AE22DF6279C655793247F4FA755.18F729524002E3B34777DE7A0D7E724E6BC6FC2A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df47a98f7d2f80e98%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6HH58-zBKq22E_L2DlXefS03-iQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-733988133807893643?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/733988133807893643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=733988133807893643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/733988133807893643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/733988133807893643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/04/africa-atual-caminhos-trilhados.html' title='África atual: caminhos trilhados, experiências vividas e a esperança de outro desfecho.*'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-9186601262880392673</id><published>2009-03-27T22:08:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T22:11:18.530-03:00</updated><title type='text'>A pesquisa em Aquisição da Linguagem</title><content type='html'>(Resumo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo André dos Santos, graduando do 7º semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia na Faculdade Social. &lt;br /&gt;DEL RÉ,  Alessandra. Aquisição da linguagem: uma abordagem psicolinguística. In: A pesquisa em Aquisição da Linguagem (p.13-31). São Paulo: 2006. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, os tempos mais remotos em que se iniciaram os estudos e registros sobre a linguagem infantil datam do século XIX. Nessa época, as pesquisas a respeito da linguagem não possuiam uma articulação metodológica, misturavam-se nos estudos os aspectos das expressões da linguagem oral aos aspectos da linguagem escrita. Com isso, não se praticava na época qualquer tipo de discriminação linguística. No início do século XX, os estudiosos passaram a reinvindicar para a área de linguística, a condição autônoma que lhe conferisse o caráter de campos de estudo científico. O foco da linguística deixa de ser, nesse momento, a condição histórica, para se observar uma perspectiva descritiva, passando a realizar estudos descritivos, longitudinais e naturalísticos. Na segunda metade do século XX, Chomsky traz em seus estudos um novo viés para o campo da linguística. Nesse estudo, ele apresentou uma proposta de uma linguística mais preocupada com as palavras que o falante potencialmente poderia produzir, e menos enfática com relação às palavras que o indivíduo já produz. Essa forma de encarar a linguística, mais preocupada com o potencial de linguagem do indivíduo, desencadeou no surgimento da Gramática Gerativa Transformacional. Já no fim da década de 1950, surgiu uma corrente de estudos denominada de Psicolinguística, com o intuito de estudar os processos psicológicos resultantes da aquisição e da expressão da linguagem (Maingueneau citado por DEL RÉ, 2006, p.14). Essa área de estudos, inicialmente, apoiava-se nos conhecimentos oriundos da Psicologia e da linguística. No decorrer da década de 1960, a teoria gerativa de Chomsky exerce influência sobre o campo da Psicolinguística. Com o intuito de obter a autonomia enquanto campo de estudos científicos, a Psicolinguística, a partir da década de 1970, amplia o foco de estudos, além do processo de aquisição da linguagem, ela, apoiando-se na Epistemologia genética, na Etologia e na Psicanálise, passou a estudar  os aspectos que influenciam no desenvolvimento da linguagem na criança a partir da idade de recém-nascida. Esse estudo do processo de aquisição da linguagem levou o estudo da própria Aquisição da Linguagem a conquistar autonomia de ciência, tornando-se em uma área de interesse da Psicolinguística, das ciências cognitivistas e das teorias linguísticas. Entre os estudos que envolvem a Psicolinguística e a Aquisição da Linguagem existe o problema da falta de consenso quanto às questões metodológicas, visto que nos estudos mais novos de Aquisição da Linguagem existe uma flexibilidade quanto a metodologia, que será determinada de acordo com a teoria escolhida pelo investigador, podendo ele seguir o caminho indutivo ou detutivo. As duas primeira teorias de Aquisição da linguagem, o Behaviorismo e o Conexionismo, tiveram suas bases epistemologicas sustentadas pela corrente do empirismo. Nessas duas concepções, o conhecimento é também o resultado da experiência e da única capacidade de que o ser humano possui de fazer associações entre estímulos ou entre estímulos e respostas. Na teoria Behaviorista, a criança, em termos de conhecimento, é como se fosse uma tábula rasa. Ela só pode conquistar o conhecimento através da relação estímulo-resposta, imitação e reforço. Há dúvidas quanto a auto-suficiência do Behaviorismo. Ou seja, existe uma desconfiança dessa teoria quanto a aquisição da linguagem. Quanto à teoria do Conexionismo ou Associacionismo, apesar de não validar a mente como participante do processo de aquisição, aceita a idéia de que o cérebro e suas redes neurais sejam responsáveis pelos aprendizado instantâneo, no momento da experiência empírica. Na concepção teórica do Racionalismo, aceita-se não só a existência da mente, mas confere a ela a responsabilidade pela aquisição do conhecimento. Foi dessa base teórica que surgiu o Inatismo, na qual as propriedades da língua são transmitidas geneticamente. Posteriormente, para investigar outros aspectos sobre o processo de aquisição do conhecimento surgiram as teorias do Cognitivismo (Piaget) e do Interacionismo (Vygotsky). Ambas as correntes, por possuírem o mesmo princípio passaram a serem depois identificadas como pertencentes ao Construtivismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto escrito em 01 de março de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-9186601262880392673?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/9186601262880392673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=9186601262880392673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9186601262880392673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9186601262880392673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/pesquisa-em-aquisicao-da-linguagem.html' title='A pesquisa em Aquisição da Linguagem'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-7104875305672096424</id><published>2009-03-14T21:32:00.005-03:00</published><updated>2009-03-14T21:47:54.870-03:00</updated><title type='text'>Naufrágio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbxQMq1KIgI/AAAAAAAAADY/e8h5leXhv0g/s1600-h/naufrago1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbxQMq1KIgI/AAAAAAAAADY/e8h5leXhv0g/s200/naufrago1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313209838976246274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter hesitado, mas não o fiz.&lt;br /&gt;Poderia ter me contido, mas não quis,&lt;br /&gt;Ah! Se eu tivesse ouvido, se eu tivesse falado.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mas, poderia ter sido ao contrário.&lt;br /&gt;Eu poderia ter ouvido, eu poderia ter falado.&lt;br /&gt;Ainda assim, a história poderia repetir o mesmo resultado.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Não sei se fui escolhido, não sei se fui marcado.&lt;br /&gt;Sei que não posso fugir, não posso lutar.&lt;br /&gt;Deixo-me então ser varrido, deixo-me então ser tomado, possuído, arrasado.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;...Por aqueles ventos que me sopram,&lt;br /&gt;Que gritam o tufão da esperança,&lt;br /&gt;Faz-me cair as folhas secas,&lt;br /&gt;Faz-me cessar o meu choro de criança.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Quero se perder no naufrágio,&lt;br /&gt;Quero me  novar os conceitos,&lt;br /&gt;Quero me achar nesse rio,&lt;br /&gt;Quero sanar meus defeitos.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó! Velho mar,&lt;br /&gt;Traze-me de volta o navio,&lt;br /&gt;O meu chão, o meu casario,&lt;br /&gt;Faz-me ouvir uma salubre canção,&lt;br /&gt;Faz-me navegar noites a fio,&lt;br /&gt;Faz-me sentir bater o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-7104875305672096424?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/7104875305672096424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=7104875305672096424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7104875305672096424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/7104875305672096424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/naufragio.html' title='Naufrágio'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbxQMq1KIgI/AAAAAAAAADY/e8h5leXhv0g/s72-c/naufrago1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5684906805729582378</id><published>2009-03-14T20:35:00.006-03:00</published><updated>2009-03-22T23:12:17.339-03:00</updated><title type='text'>O espírito do conhecimento e a responsabilidade social</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx9SQ-5ZyI/AAAAAAAAADg/-PGCMPbyybs/s1600-h/responsabilidade_social.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 382px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx9SQ-5ZyI/AAAAAAAAADg/-PGCMPbyybs/s400/responsabilidade_social.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313259413140236066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na intenção de estabelecer uma correlação entre o conhecimento e a responsabilidade social, no transcurso do texto, são elencados alguns exemplos que explicitam um pouco da relação sociedade-conhecimento. O primeiro deles, o filme “O Clube do Imperador1”, uma produção cinematográfica tinha como cenário predominante um ambiente escolar, mais especificamente, uma escola burguesa, aonde somente tinham acesso os filhos das figuras mais ilustres da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem emblemática do filme, no entanto, não se resume a expor características da educação burguesa, ela perpassa pelas questões eminentemente humanas, onde aparece, marcantemente, de um lado a consciência da responsabilidade social do professor e, do outro, a distorção de valores do caráter humano por um aluno.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cena que se reporta ao momento de iniciação dos alunos na escola, o professor faz uma alusão ao valor do conhecimento. Ele expressa que conhecimento deve ser sinônimo de contribuição e de legado para a civilização. Talvez esse, seja um dos melhores trechos do filmes. Na verdade, é mais do que uma provocação, é um chamamento à consciência, à responsabilidade de estar ali, produzindo conhecimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande valor do conhecimento reside na sua socialização, em escala global, enquanto cultura. No filme, o professor, ao encerrar a provocação, disse aos alunos: “Conhecimento sem contribuição não é nada”. Afinal, qual o sentido de se construir conhecimento para si? O conhecimento, por mais irrelevante que seja, ao ponto de vista de alguns, sempre irá oferecer a outros sujeitos sociais a oportunidade de resignificação e de ampliação de seu sentido.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Outro viés na relação conhecimento-sociedade que pode ser citado como exemplo é o documentário “O povo brasileiro2”, de Darcy Ribeiro, que trata da constituição étnica do povo brasileiro.  Nele se aborda da essência dos vários povos, que reunidos nessa grande nação, deram um perfil diversificado ao nosso povo. O trecho do documentário que me permitiu uma reflexão sobre o conhecimento foi o momento em que o Darcy Ribeiro abordou sobre a relação da sociedade indígena com o conhecimento. Nesta cena ele discorre sobre a forma como o conhecimento é socializado nessa cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que um índio aprende tudo o que lhe é possível dentro da sua tribo. Não há uma relação de poder, pelo menos explícita, a respeito da posse do conhecimento. O conhecimento é compartilhado entre os membros da tribo, de modo que, um índio não fica refém do conhecimento de outro índio. Não há, na sociedade indígena, a ideologia de monopólio do conhecimento, pois, os índios percebem que a saúde cultural e o futuro das sociedades indígenas dependem da transmissão e da preservação da cultura nativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos como esses servem de inspiração ao pensamento de um novo modelo de sociedade em que se valorize o conhecimento como um patrimônio social destinado ao desenvolvimento e à sustentabilidade da civilização. E, essa condição, para ser atingida, é necessário ter, antes, uma sociedade responsável socialmente, que possua com pedra principal um modelo de cidadania que permita aos sujeitos pensarem de forma sistêmica. É imperativo aprender a pensar como sociedade, como civilização. Continuar recluso ao individualismo significará um fator de constante desequilíbrio na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Atualmente, é muito presente na filosofia das empresas o slogan da responsabilidade social. No entanto, como definir de maneira coesa o que é responsabilidade social? Muitas empresas possuem projetos relacionados à preservação ecológica e à prestação de serviços assistenciais à sociedade. Será que isso garante o objetivo de ser responsável socialmente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma alguma é possível comparar o assistencialismo à emancipação cultural. Para que uma empresa se torne responsável socialmente, é um imperativo investir, sobretudo, no campo da educação, patrocinando atividades culturais, esportivas e afins. Afinal, a raiz de todos os problemas da sociedade não reside na educação? Uma sociedade munida de uma educação de qualidade consegue estabelecer melhor a relação causa-consequência de suas ações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o praticar da responsabilidade social deve estar sempre orientado pelo sentimento de cuidar do futuro da sociedade. É claro, algumas iniciativas empreendidas em situações emergenciais são louváveis, como por exemplo, patrocinar a alimentação de uma creche, alimentar pessoas em condição de rua, mas, isso não dá conta da magnitude expressada na essência da responsabilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito dessa responsabilidade, Carlos Nelson reis3 afirma que ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sob esse prisma, as empresas consomem recursos da sociedade, renováveis ou não, mas que são patrimônio gratuito e coletivo da humanidade; logo, contraem “uma dívida social” (Melo Neto e Froes, 1999), sendo seu compromisso restituir à sociedade o que dela é absorvido, por meio de investimentos na área social e no meio ambiente.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na responsabilidade social que reside na finalidade primeira do conhecimento. Uma empresa socialmente responsável é aquela que pratica cidadania corporativa com os seus empregados e com a sociedade. Para adquirir a responsabilidade social, é preciso pensar no espaço e no tempo, na individualidade e na coletividade, nas partes e no todo, para que, possamos de fato exercitar de forma plena, a cidadania, seja essa prática advinda das empresas ou dos sujeitos sociais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim, ao revelar a essência do termo responsabilidade social, pode-se inferir que ser responsável socialmente é enfatizar a contribuição social na causa dos problemas da sociedade, é ter uma visão de futuro para a sociedade. Trabalhar em cima das consequências, de forma redentora, também tem o seu mérito, mas, nada se compara a uma proposta cuidadosa de contribuição para o futuro da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materiais consultados:&lt;br /&gt;1 O Clube do Imperador(2004). Direção: Michael Hoffman. Elenco: Kevin Kline, Emile Hirsch, Embeth Davidtz, Edward Herrmann, Harris Yulin, Roger Rees. Gênero: DramaDistribuidora: Europa FilmesEstreia: Direto em Vídeo/DVD &lt;br /&gt;2 O povo brasileiro: a matriz tupi. Disponível no sítio: &lt;http://www.youtube.com&gt; Acessado no dia 14/03/2009.&lt;br /&gt;3  A Responsabilidade Social das empresas: o contexto brasileiro em face da ação consciente ou modernismo do mercado? Disponível no sítio: &lt; http://www.scielo.br&gt; Acessado no dia 14/03/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5684906805729582378?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5684906805729582378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5684906805729582378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5684906805729582378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5684906805729582378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/o-espirito-do-conhecimento-e.html' title='O espírito do conhecimento e a responsabilidade social'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx9SQ-5ZyI/AAAAAAAAADg/-PGCMPbyybs/s72-c/responsabilidade_social.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2418286046909564061</id><published>2009-03-09T00:33:00.007-03:00</published><updated>2009-03-09T00:57:57.874-03:00</updated><title type='text'>Crônicas da torcida: o retorno e o triunfo de um grande ídolo mundial, o Fenômeno.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbSPPK-Z5_I/AAAAAAAAADA/tCgMBJq5wNY/s1600-h/Ronaldo__A+fenix3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbSPPK-Z5_I/AAAAAAAAADA/tCgMBJq5wNY/s320/Ronaldo__A+fenix3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311027351383566322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;*Foto extraída do sítio: Globo.com&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No olhar de expectador, no banco de reservas, um homem aguardava a oportunidade de participar daquele jogo. Olhava para a bola como um menino olha para o doce. Era puro desejo, era pura vontade. Quando chegou a hora, momento em que milhões de pessoas aguardavam apreensivas, brasileiros e fãs do mundo todo, ele entrou em campo. Sereno, predestinado, estava prestes a mudar a história do jogo. O Corinthians perdia por 1 a 0. O time do Palmeiras chegava rápido à zona de defesa do Timão, era um suplício para os zagueiros.  Assim que tocou a bola é possível imaginar que cada brasileiro gritava no coração: “Vai!!! Ronaldo, vai!!! Ronaldo...”. E ele foi. Antes que alguém viesse a perguntar se ele ia vingar ainda na carreira, ele deu a resposta. Seu primeiro chute na trave fez surgir na lembrança muitos brasileiros o privilégio de ter presenciado jogos monumentais do Fenômeno. Existem jogadores que são grandes em seus clubes, existem jogadores que são grandes na Seleção de seu país, mas, Ronaldo conseguiu ser grande na história dos dois. Ganhou tudo – ou quase tudo – que um jogador poderia ganhar. Foram muitas glórias em 16 anos atuando como jogador profissional.  Com trinta e dois anos de idade, parece ainda não cessou o seu tesão pelo futebol, ele quer mais. A cada lance em que Ronaldo tocava a bola o Brasil era só Corinthians, todos torciam que ele fizesse algo de fenomenal, uma jogada de craque. Apesar de ainda não se encontrar na plenitude da forma física, Ronaldo encantou. Ao apagar das luzes, ao fim da festa, o convidado resolveu dar um novo sabor à festa. Em uma cobrança de escanteio, precisamente, aos 47 minutos do segundo tempo, uma cabeceada, um gol, o protagonista do espetáculo e a fiel torcida esbanjam euforia. Ronaldo correu até o alambrado para comemorar o gol que marcou o seu triunfal retorno aos gramados. Dava até para imaginar alguém sussurrando aos ouvidos apaixonados uma voz cantando: “Umbabarauma, homem gol...Umbabarauma, homem gol”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2418286046909564061?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2418286046909564061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2418286046909564061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2418286046909564061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2418286046909564061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/cronicas-da-torcida-o-retorno-e-o.html' title='Crônicas da torcida: o retorno e o triunfo de um grande ídolo mundial, o Fenômeno.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbSPPK-Z5_I/AAAAAAAAADA/tCgMBJq5wNY/s72-c/Ronaldo__A+fenix3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2996269967962896129</id><published>2009-03-01T20:43:00.004-03:00</published><updated>2009-03-15T01:10:02.548-03:00</updated><title type='text'>Quartafeira de cinzas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx_kJrFD4I/AAAAAAAAADw/zN2BFWih4ho/s1600-h/cinzas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 125px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx_kJrFD4I/AAAAAAAAADw/zN2BFWih4ho/s200/cinzas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313261919438966658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o final de mais um carnaval em Salvador, decidimos sair à noite para prestigiar o filme do contrário. Estrelado por Brad Pitt, badalado ator holliwoodiano, o filme “O curioso caso de Benjamim Button” gira em torno da história de um homem que nasceu velho e vai rejuvenescendo ao longo do tempo. Benjamim, como foi batizado posteriormente, nasceu de um parto complicado em que resultou na morte da mãe. Benjamim acaba sendo rejeitado pelo pai, que o deixa na escada de um apartamento. Acolhido por um casal, Benjamim vai crescendo e rejuvenescendo, enquanto vê de perto as pessoas irem envelhecendo e morrendo. Benjamim era velho por fora, mas tinha espírito de criança. À medida que ia passando o tempo Benjamim ia ficando mais jovem, até que um dia tornou-se um bebê. O filme acabou. É hora de voltar para casa. Chegamos à estação de transbordo do Iguatemi às 23:40h. Ficamos esperando até por volta de 00:00h e, nada de ônibus. Até que passou um buzú da linha Mirantes de Periperi. Já era muito tarde, não era prudente arriscar esperar por outro ônibus. Entendemos que seria menos mal ficar esperando na região da Rótula do Abacaxi. Lá havia maiores possibilidades de ônibus. Que nada. Não passou um filho de Deus para nos levar para casa. Parece que em plena quartafeira de cinzas nada restou após o carnaval, nem os ônibus. Para se ter uma idéia, a maioria dos carros que circulavam pelas vias eram táxis. É, parece até acordo entre rodoviários e taxistas. Os terminais de ônibus estavam lotados e sem nenhum ônibus para levar os cidadãos para suas casas. Muitas pessoas, inclusive, estavam chegando de viagem. Infelizmente, tiveram que sofrer o martírio da espera do bendito ônibus. A solução foi esperar. Algum tempo se passou, até que o relógio sinalizou 00:30h. Foi, para nós, a gota d’agua. Será que o Prefeito achou que todos ali eram funcionários públicos? Será que pensou que ninguém iria trabalhar na quinta-feira? E é sempre assim. Nessas horas dá vontade de culpar o Prefeito mesmo (risos). Aposto que muita gente o xingou de Abraão até à 15ª geração futura. Na verdade, porém, sabemos que existem vários aspectos a serem considerados – se estivermos com a “cuca fria”.  Por que, é justamente nesses momentos, que é mais provável um relaxamento na fiscalização dos motoristas.  Por outro lado, também, não podemos deixar de considerar o desvio contingencial de viaturas para atender a zona do circuito carnavalesco. É, mas, espere um momento companheiros, Já era meianoite. O carnaval acabou bem mais cedo. Bem, entre resmungas e xingamentos, os populares – incluindo a nós – tiveram que decidir: esperar que apareça um ônibus-corujão, filho de Deus, para levar-nos para casa, ou, assumir o prejuízo. E como dói no bolso, mas, quer saber, é melhor assim. Doeu um pouco, mas chegamos seguros em casa. Poderia ter sido pior. Um colega, que decidiu esperar para ver a “caravana passar”, disse que muitas pessoas que ficaram aguardando o ônibus devem estar até agora xingando a mãe do Prefeito. Em uma situação como essa, a gente sempre arranja um culpado, o típico bode espiatório. No nosso caso, poderíamos ter evitado todo esse transtorno. Ter assistido à sessão em outro horário mais próximo do brilho poente da tarde seria uma boa idéia. Ou ainda, poderíamos ter deixado essa coisa de cinema para outro dia. Afinal, para evitar rusgas entre os pares e para evitar a transferência de culpa, visto que, podemos andar de ônibus, mas, não podemos esperar qualquer garantia de uma acomodação confortável, de cumprimentos de horários, de uma viajem tranquila – os motoristas se comportam como estivessem transportando sacos de batatas - , nem podemos garantir que o ônibus apareça, em determinados horários, pois, depois que inventaram essa coisa de janelar, ficar de molho no ponto de ônibus, hoje, não é nada incomum. Além disso, quem se importa se algumas dezenas de gatos pingados não conseguem voltar para casa? Só eles mesmos. A grande mídia está sedenta pelo fato sensacional. A queda de um prédio, um sequestro, um assassinato brutal, um escândalo de corrupção no governo. Coisas como denunciar a falta de qualidade no serviço de utilidade pública é quase esporádico se veicular na imprensa sensacionalista ou no journal criminal. O mais improvável é a fundação de uma associação de usuários de ônibus, para cobrar mais qualidade nesse serviço. O ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) está prestes a completar 20 anos de idade. Ainda assim, é muito comum avistar as crianças fazendo acrobacias nas perigosas sinaleiras da cidade, como também, vendendo balas e chicletes nos ônibus. E um dia me disseram que o trabalho infantil era proibido, você acredita? É bom sempre nos perguntarmos por que determinadas coisas não acontecem. Seria por que vivemos à margem da nossa condição de cidadania? Renato Russo cantou a multidões a música “Que país é este”. Eu modificaria um pouco essa letra, se fosse ele – é claro. Eu colocaria no lugar desse trecho: Que povo somos nós?  Sabemos que o brasileiro é conhecido como um povo alegre, hospitaleiro, mais sinestésico do que outros povos. No entanto, isso não basta. É legal ser assim, mas, isso não significa que devamos viver ao “Deus dará da emoção”. A cidadania implica em participação , em fiscalização pública. Se todos os cidadãos se sentissem responsáveis pelo nosso wellfare state, o nosso estado de bem estar social, as ações do governo e das empresas, como, das pessoas, seriam, talvez, muito mais responsáveis. O problema é que isso somente seria possível se abolíssemos de nossa essência toda a mesquinhez que, atualmente, nos caracteriza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2996269967962896129?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2996269967962896129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2996269967962896129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2996269967962896129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2996269967962896129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/quarta-feira-de-cinzas.html' title='Quartafeira de cinzas'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx_kJrFD4I/AAAAAAAAADw/zN2BFWih4ho/s72-c/cinzas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8173357514256014702</id><published>2009-03-01T15:25:00.003-03:00</published><updated>2009-03-15T01:16:40.935-03:00</updated><title type='text'>Sem medo de escuro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBCdJjzxI/AAAAAAAAAD4/JqlxSzdM51E/s1600-h/imagem-radar-texto-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBCdJjzxI/AAAAAAAAAD4/JqlxSzdM51E/s200/imagem-radar-texto-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313263539574787858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando estarei preso às celas da verdade? Até quando contemplarei ao longe um mundo de possibilidades? Até quanto irei contracenar no papel tosco de expectador da minha vida? Até quando estarei preso às algemas que dilaceram a minha alma? Os meus pés pedem as pedras pelo caminho, as minhas mãos desejam tocar o desconhecido. Estou cansado de solo firme, já não suporto mais pisar no chão. Quero mais do que princípios – quero meios e fins diferentes para a mesma história. A verdade em que me sustento, ao mesmo tempo em que ilumina os meus escuros caminhos, priva-me de contemplar a luz da escuridão, arranca-me a oportunidade de navegar por mares, até então, inexplorados, desconhecidos. Eu quero chorar à margem das águas de um rio. Quero ser tomado pela solidão do deserto, sentir o desespero dos perdidos. Quero me encontrar na escuridão da luz aonde me perdi. Quero conhecer a minha substância, não quero mais ser superfície, quero ser abismo, quero ser profundo, mas, também quero a simplicidade e a beleza da noite e das estrelas. Quero ser mais do que números, quero ser mais do que um resultado pragmático, quero autonomia, quero vida. Já estou enfadado de uma existência sem vida, preciso vencer, fracassar, tropeçar em meus próprios erros, quero me aventurar pelas matas virgens do conhecimento. Quero conhecer o desconhecido e desconhecer o que já conheço. Preciso de exílio, preciso anistiar a minha alma em solo selvagem. Quero aprender a dar valor a cada segundo de minha vida, quero amar o ar que respiro. Essa é a sensação que sinto após ter lido o livro “Nas margens do rio Piedra eu sentei e chorei”, de Paulo Coelho. Aliás, essa coisa de se embrenhar por novos caminhos é muito típica do referido autor. Nessa empreitada, ele usa como centro dois personagens que vivem a experiência da entrega, da doação de si, do abandono de velhos conceitos para a adoção de novos. É o exercício de se afastar do Outro, o escravizador dentro de nós, que nos impede de viver mais intensamente as experiências, nos limitando, nos aprisionando aos costumes, à tradição, ao fatalismo, ao pessimismo etc. De acordo com o autor, é desse outro que devemos nos livrar para que possamos sentir o sabor da liberdade. No livro, somos levados a questionar o valor e o sentido de nossa própria existência, o que queremos, por que queremos, ou seja, ele nos sugere a significação do nosso propósito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8173357514256014702?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8173357514256014702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8173357514256014702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8173357514256014702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8173357514256014702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/03/sem-medo-de-escuro.html' title='Sem medo de escuro'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBCdJjzxI/AAAAAAAAAD4/JqlxSzdM51E/s72-c/imagem-radar-texto-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-3153506012823509130</id><published>2009-02-15T00:57:00.003-03:00</published><updated>2009-03-15T01:07:10.558-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx-5J_Q6vI/AAAAAAAAADo/KW2ZA3MfKHM/s1600-h/cabeca-de-velho-candido-portinari.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 375px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx-5J_Q6vI/AAAAAAAAADo/KW2ZA3MfKHM/s400/cabeca-de-velho-candido-portinari.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313261180789254898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir os olhos da consciência,&lt;br /&gt;Ao sair do meu sono-profundo,&lt;br /&gt;Ao rejuvenescer as frias carnes do meu corpo,&lt;br /&gt;Senti-me surpreso, dilacerado, imundo.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ao ver de cima os restos de minha história,&lt;br /&gt;Ao remexer os escombros das lembranças,&lt;br /&gt;Eu chorava os meus cacos quebrados,&lt;br /&gt;Eu recordava dos tempos de criança.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Naqueles tempos de sonhos vivos,&lt;br /&gt;Naqueles dias em que ousava ousar,&lt;br /&gt;Eu tinha vida, eu tinha brio,&lt;br /&gt;Eu não ficava a lamentar.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu amava o sol e alegrava a chuva,&lt;br /&gt;Ria de mim,  de coisas absurdas,&lt;br /&gt;Eu chorava, eu gritava,&lt;br /&gt;Eu rolava pelo chão.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu tinha medo,&lt;br /&gt;Eu era frágil, &lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, &lt;br /&gt;Não sabia ouvir não.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Hoje, governado, possuído,&lt;br /&gt;Sou vencido pelo “não”,&lt;br /&gt;Sou escravo de mim mesmo, &lt;br /&gt;Já nem piso no chão.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Que saudades, que angústia, &lt;br /&gt;De um tempo que não volta,&lt;br /&gt;Chora triste o coração,&lt;br /&gt;Desse velho frustrado.&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;Ao contrário, faz o tempo,&lt;br /&gt;Me atropela pela porta, &lt;br /&gt;Me amarra o corpo,&lt;br /&gt;Tolhe-me a alma, &lt;br /&gt;Faz-me de mim, jovem-velho,&lt;br /&gt;Um escravo-livre, um vivo-morto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-3153506012823509130?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/3153506012823509130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=3153506012823509130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3153506012823509130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/3153506012823509130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/02/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Sbx-5J_Q6vI/AAAAAAAAADo/KW2ZA3MfKHM/s72-c/cabeca-de-velho-candido-portinari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8696998637681837420</id><published>2009-02-08T14:59:00.007-03:00</published><updated>2009-03-15T01:20:03.329-03:00</updated><title type='text'>Contos de causos na fila de espera da barbearia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBqJZY_vI/AAAAAAAAAEA/D1gDW4dYeJA/s1600-h/barbearia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBqJZY_vI/AAAAAAAAAEA/D1gDW4dYeJA/s320/barbearia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313264221467246322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno domingo, banhado ao sol e colorido pelo azul celeste, um convite à praia, era também dia de Ba-Vi em solo baiano. Dia de arrumar a casa, dia de se arrumar para a semana. Dia de sair, dia de se divertir. É dia. E foi nesse dia, no intuito de ajeitar um pouco os cabelos, fui à barbearia mais badalada do bairro, fui ao sergipano. É um local tradicional, de muita clientela e, por isso, de muita fila para ser atendido. Cheguei lá já era um pouco tarde, para ser logo atendido. Eram, aproximadamente, 11 horas da manhã. Tinha uma fila de pelo menos 7 pessoas à minha frente. ... Nunca gostei de fila. Sempre respeitei, mas, nunca foi do meu gosto ficar esperando seja lá o que for ou onde for. Na fila do buzú, para ser atendido no banco, em hospitais...para mim, sempre foi desagradável. Naquele dia, porém, eu tive que me conformar, afinal, cheguei tarde. E foi para esquecer da minha impaciência para espera que resolvi folhear um jornal em busca de alguma notícia que me interessasse. Acabei escolhendo a coluna esportiva. Tratavam-se das preleções sobre o clássico do futebol baiano, o Ba-Vi. Lia sobre os números e as possibilidades de cada um dos times, quando, ao meu lado, um senhor grisalho começou a interagir com os presentes contando-lhes alguns causos. Falava as mentiras mais escabrosas. A história mais absurda que me chamou a atenção foi o caso da vaca. O sujeito começou a contar a história de um caminhoneiro, que viveu uma experiência inusitada em viagem pelas rodovias do interior da Bahia. Após horas de volante pela estrada, cansado, o caminhoneiro resolveu estacionar por algumas horas no acostamento, para tirar um cochilo. Seguindo-se algumas horas, foi despertado por uma patrulha da polícia rodoviária. Não foi um despertar nada sutil. Um guarda da patrulha bateu energicamente na porta do caminhão e o caminhoneiro acordou assustado. Ainda, confuso, visto a forma como foi acordado, avistou à janela do caminhão a feição sorridente do guarda. - “Bom dia, disse ele”. O caminhoneiro respondeu à saudação do guarda: - “Bom dia, autoridade. Algum problema?” O guarda solicitou: - “Os documentos  de motorista, o registro do veículo e a nota fiscal da carga”. O guarda averiguou e atestou os documentos. O caminhoneiro, entendendo que estava liberado,  ligou o veículo, a fim de seguir viagem. O guarda bradou: - “Peraí, irmão. E a vaca? O motorista do caminhão, que não entendeu muito, respondeu: - “Como é?” O guarda respondeu: - “É...meu irmão, a vaca. Você e a carga estão liberados, mas e a vaca? Cadê a nota fiscal?” O caminhoneiro, já um pouco impaciente: - “Que vaca, meu irmão? Não sei de nenhuma vaca.” O guarda, aborrecido: - “Não sabe, não é? E isso em cima da carga, é o quê?” O caminhoneiro ainda descrédulo sorria balançando a cabeça ... Mas, assim que olhou para cima do caminhão, tomou um susto. Uma vaca estava tirando o maior cochilo em cima da carga. Ainda perplexo e sem saber o que explicar ao guarda o caminhoneiro coçou a cabeça. O guarda: - “E aí? Vai mostrar o documento ou não? Sem documento não sai.” Algumas reticências se seguiram, segundos de um silêncio pareciam se perpetuar... O guarda sentenciou: - “A viatura está retida até que você comprove a origem da mercadoria.” O caminhoneiro, desesperado: - “Peraí, seu guarda. Essa vaca aí não é minha, não sei como ela foi parar em cima do caminhão. Dei uma parada para tirar um cochilo, ela deve ter subido enquanto dormia.” O guarda, já sisudo e determinado a não liberar a mercadoria, foi fazer uma consulta com os outros membros da patrulha. Após uns cinco minutos, ele volta sorridente, dizendo: - “ Bem, como você não pode comprovar a origem, a propriedade ou a permissão para o transporte da vaca, você pode seguir viagem, mas sem ela, que irá ficar apreendida. O motorista, sem entender direito o que havia acontecido, concordou prontamente e seguiu a viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8696998637681837420?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8696998637681837420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8696998637681837420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8696998637681837420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8696998637681837420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/02/contos-de-causos-na-fila-de-espera-da.html' title='Contos de causos na fila de espera da barbearia'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyBqJZY_vI/AAAAAAAAAEA/D1gDW4dYeJA/s72-c/barbearia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4041751686355356388</id><published>2009-01-31T14:21:00.000-03:00</published><updated>2009-01-31T14:22:08.637-03:00</updated><title type='text'>Obama: um homem, uma febre mundial e várias expectativas.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo assistiu embebido de esperança a posse do novo Presidente norteamericano, Barack Obama. visto pelos americanos e por outros cidadãos espalhados pelo mundo como o “espírito da mudança”, Obama terá, pelos próximos anos, o compromisso de superar o desafio de tirar do naufrágio a economia americana e, entre outras missões, de  ressignificar a relação dos EUA com o resto do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns aspectos, a eleição de Obama para assumir a presidência americana, em si, já representa uma quebra de paradigmas. É a primeira vez, por exemplo, que na história dos EUA um afroamericano é eleito Chefe de Estado. Outro paradigma é que ele descende do povo muçulmano, que representa a expressão mais radical do antiamericanismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que foi empossado, no dia 20 de janeiro, como o 44º Presidente da história dos Estados Unidos, em discurso para um publico de aproximadamente 2 milhões de pessoas, Obama declarou que a sua primeira medida com presidente seria o fechamento da Prisão de Guantánamo. O que de fato ocorreu. No dia 22 de janeiro, já sob o mandato, Obama assinou um decreto que ordenava o fechamento da referida prisão, proibindo os abusos durante o interrogatório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No entanto, apesar de insinuar uma relação mais dialógica com os países do mundo, ainda é uma interrogação a disposição de Obama em contribuir mais efetivamente para o desenvolvimento dos países em sub-desenvolvimento. A pobreza é hoje um problema que está entre as prioridades de saneamento, colocado como um dos objetivos do milênio. Essa meta de superação somente poderá ser alcançada se houver uma reunião de esforços das grandes potências. Os EUA, nesse sentido, tem que assumir um dos papéis centrais, visto que, atualmente, a maior parte dos recursos de ajuda proporcionados pelos americanos são destinados ao Estado de Israel, cuja população e territórios são muito diminutos, se comparados com outros países pobres do mundo, em especial, as nações do continente africano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama tem manifestado a sua inclinação para a paz, em seus discursos, mas, contraditoriamente, antes da posse, quando fervilhavam os conflitos em Gaza, onde centenas de civis tiveram as suas vidas ceifadas, a únicas coisas que o Barack fez questão de “manifestar” foram o silêncio e a preocupação com os rumos do conflito. Será que isso faz parte do ritual do novo governo americano? É comum entre os populares aqui no Brasil dizer que “Quem cala consente”. No caso do novo presidente americano, é possível, em uma tomada de posição imparcial em relação a Israel. Vale lembrar que ele escolheu para chefe de gabinete, o Rahm Emanuel, filho de um sionista israelense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz o presidente venezuelano Hugo Chavez, é bom esperar para ver. As primeiras atitudes de um governante nem sempre se coadunam com o resto de seu mandato. O fato é que a eleição de Barack Obama parece ter sido providencial. Em um momento os Estados Unidos declinam em sua imagem internacional, sendo alvo de antipatias e hostilidades, eleger um presidente afroamericano e de raízes muçulmanas torna-se aos olhos mais desconfiados um ato reacionário, ou, simplesmente, uma incrível coincidência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É difícil às pessoas não se deixarem se levar pelo apelo midiático, que transforma o Obama em um pop star mesmo antes de sua estréia. Foram 2 milhões de pessoas que chegaram a Washington para acompanhar a cerimônia da posse, sendo mobilizados 45 mil homens para a segurança do presidente. Afinal, Obama parece ter nascido para falar às multidões. O seu discurso de posse talvez tenha sido um dos mais belos já realizados em uma cerimônia de posse americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da perspectiva de uma nova postura americana no mundo, dizer sobre o seu sucesso ou fracasso, se trará paz ou guerra, se refletirá o espírito do imperialismo ou da solidariedade, isso, somente o futuro dirá. Por enquanto, é bom colocar as “barbas de molho”, com se diz nos meios populares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÍTIOS CONSULTADOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Países ricos precisam ampliar ajuda. Disponível no sítio: &lt;http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/entrevistas/index.php?id01=1447&amp;lay=pde&gt; Acessado no dia 31 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia os principais trechos do discurso de posse de Obama. Disponível no sítio: &lt;http://www.jusbrasil.com.br/noticias/638463/leia-principais-trechos-do-discurso-de-posse-de-obama&gt; Acessado no dia 30 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chefe de gabinete de Obama se desculpa por declarações. Disponível no sítio: &lt;http://noticias.terra.com.br/mundo/eleicoesnoseua2008/&gt; Acessado no dia 29 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;Obama será uma decepção, diz Hugo Chaves. Disponível no sítio: &lt;http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/&gt; Acessado no dia 25 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Mandela parabeniza Obama e pede que ele lute contra a pobreza. Disponível no sítio: &lt;http://www.diariodopara.com.br/noticiafull.php?idnot=11664&gt; Acessado no dia 25 de janeiro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4041751686355356388?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4041751686355356388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4041751686355356388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4041751686355356388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4041751686355356388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/01/obama-um-homem-uma-febre-mundial-e.html' title='Obama: um homem, uma febre mundial e várias expectativas.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-9148994093894886098</id><published>2009-01-28T17:50:00.002-03:00</published><updated>2009-01-28T17:59:24.823-03:00</updated><title type='text'>Sede de fraternidade</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas coisas que acontecem, em nossas vidas, nunca esquecemos. São vivências de fatos cotidianos que nos impulsionam para uma breve reflexão sobre a nossa condição humana. Assim, ao iniciar uma prosa com amigos, ou mesmo, nos momentos de introspecção, em que se acenda a faísca das lembranças, um fato que eu terei o prazer de recordar está muito relacionado à última segunda-feira do mês de janeiro de 2009. Dia em que fui testemunha de algo que posso classificar, sem pretensões nem exageros, como    espetáculo sublime. Nessa ocasião, em pleno verão, o sol parecia determinado a incendiar a terra. O mormaço era tão intenso que o suor que escorria do meu corpo encharcava completamente o uniforme de Carteiro. Eu ia de rua-a-rua entregando as correspondências, seguindo o roteiro que é de costume. O trabalho, seguia  sem qualquer sinistro. No trajeto que ia percorrendo, algumas pessoas me cumprimentavam enquanto Carteiro; outras, solicitavam informações para a regularização de correspondências. Entretanto, no momento em que eu realizava as entregas em uma das ruas do bairro, fui surpreendido por um garoto, quando eu transitava pela escadaria em frente à casa de dona Bernadete. O garoto, que tinha, aproximadamente, oito anos, era o neto do senhor Manoel, o patriarca da família. Ao me despedir, logo após a entrega das correspondências, o garoto fez uma observação a meu respeito, dizendo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Carteiro, você está todo molhado de suor.&lt;/span&gt; - E continuou... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Você quer um copo d’água?&lt;/span&gt; Mesmo interpretando essa atitude como uma manifestação de traços de cidadania, fiquei um pouco perplexo. Não por se tratar de estar em uma comunidade periférica da cidade, mas, porque, em virtude dos contextos atuais, percebo que, hoje,  é cada vez mais raro presenciar um ato de cortesia. Muitos dizem que isso é uma coisa de educação familiar, de exemplos da própria família. Aristóteles1, na antiguidade, já tinha afirmado que o ser humano aprende através da imitação. Rousseau2 nos trouxe, através de seus escritos, que o ser humano é produto do meio, ao afirmar que ele nasce puro, mas, o tecido social o corrompe, o transforma. Já no pensamento expressado por Vygotsky3, diz é que os sujeitos constroem o meio social e nele se constroem, ou seja, ao invés de somente produto, os seres humanos são também os produtores, re-significadores do meio. ... Então, retornando ao ocorrido, após a expressão humanista daquela criança, mergulhado em um estado de comoção, agradeci prontamente ao garoto, assim: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Obrigado! Eu estou bem. Já me abasteci de água faz uns 10 minutos.&lt;/span&gt; O garoto insistiu: ... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas, você deve estar cansado. ... Um momento, Carteiro – acenando com a palma de uma das mãos. Vou buscar uma “aguinha” pra você.&lt;/span&gt; Embora não estivesse com sede, aquele gesto de fraternidade do garoto me fez aceitar a cortesia. O avô, senhor Manoel, expectava orgulhoso a cena. Possivelmente, ele devia ter afirmado em pensamento: Esse é um bom garoto. Após aquele gesto sublime, o garoto ainda disse que, sempre que precisasse, poderia pedir água. Esse, é um ato tão singelo que, muitas vezes, não percebemos em nosso cotidiano os valores embrincados nessas pequenas atitudes. Somos, atualmente, submetidos a uma rotina diária alucinante, que nos induz a negligenciar momentos que, apesar da simplicidade, poderiam contribuir para consolidar valores, hoje tão escassos ou desvirtuados. Além de, também, proporcionar alguns instantes de alegria que poderiam trazer mais significado a nossas vidas, como sujeitos das relações sociais. Nesse caso particular, são, justamente, em momentos como esses que sentimos um regozijo em ser Carteiro, em proporcionar, mas, também, de certa maneira, ser proporcionado, valorizado pelos populares etc., sem que isso venha a se constituir em um requisito para o exercício da atividade profissional, mas, pode  se constituir em mais um valor agregado à profissão.&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristóteles&lt;br /&gt;2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosseau&lt;br /&gt;3 http://pt.wikipedia.org/wiki/Vygotsky&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-9148994093894886098?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/9148994093894886098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=9148994093894886098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9148994093894886098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/9148994093894886098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/01/sede-de-fraternidade.html' title='Sede de fraternidade'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-4712448112796282541</id><published>2009-01-20T17:44:00.002-03:00</published><updated>2009-01-20T17:51:17.890-03:00</updated><title type='text'>De hospede a anfitrião:  algumas considerações sobre a trajetória israelense na Palestina.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Após 22 dias de intensa ofensiva das tropas israelenses, o Governo de Israel aprovou, no último dia 17 de janeiro, o cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza. A decisão de interromper os ataques vieram, no entanto, depois que Israel, com todo o seu aparato bélico, tenha praticado um verdadeiro holocausto em solo palestino. Nos últimos dias, milhares de civis palestinos, inclusive, algumas centenas de crianças, foram vitimados com a morte, com a mutilação de partes do corpo, ou ainda, com ferimentos graves. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No entanto, a determinação do cessar-fogo de Israel não foi aceita pelo Hamas. De acordo com o exército israelense, a ofensiva reiniciou um dia após a suspensão dos ataques em Gaza. O motivo, conforme israelenses se justifica pela ação dos militantes do Hamas, que abriram fogo contra as tropas israelenses, perto do campo de refugiados de Jabalya. A condição que o movimento palestino coloca para uma trégua é a de que Israel encerre todas as agressões, retire as suas tropas de Gaza e permita a abertura das fronteiras. &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O curioso, contudo, é que, além parcialidade norte-americana ao empreender esforços diplomáticos para impedir ou atenuar o conflito, como aconteceu em situações anteriores, outras grandes potências mundiais, tem se eximido de  manifestar em uma posição mais convincente que possibilite a pressão sobre Israel para que facilite, imediatamente, pelo menos, o refúgio, a ajuda humanitária e o socorro médico aos civis palestinos no conflito. &lt;br /&gt;Não se pode negar que é uma situação delicada, a intervenção direta no epicentro do conflito, visto que países como EUA e França, acolhem uma grande população de imigrantes árabes e judeus. Isso poderia trazer grande desconforto no clima interno dos países, contribuindo para o surgimento de hostilidades a árabes ou a judeus residentes nessas nações. Embora, os EUA expressem publicamente o interesse pelo fim do conflito, analisam com restrições qualquer iniciativa da ONU no local.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Na tentativa de encontrar um fim  para as hostilidades entre representantes do povo palestino e de Israel, ao longo dos últimos 50 anos, algumas propostas de divisão do território para a criação de dois Estados independentes foram lançadas, uma delas antes da criação do Estado de Israel, as outras, em anos posteriores. A primeira, foi rejeitada pelos representantes árabes-palestinos, em três outras oportunidades, foram rejeitadas pela OLP, quando ainda estava sob a liderança de Arafat. E, existem poucas perspectivas de mudar esse quadro, atualmente, o Hamas, grupo mais a esquerda em defesa da palestina, seguindo a tendência tradicional na região, não aceita sequer a existência do Estado de Israel.  &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Embora, a diplomacia Israelense tenha conquistado, ultimamente, alguns avanços, através da liberação de alguns territórios por Israel para o povoamento Palestino, esses territórios permanecem sob o controle do exército israelense. Com isso, a iniciativa não conseguiu atenuar as ofensivas do Hamas, visto que, até a entrada de suprimentos alimentícios advindos da ajudas humanitárias está sob o controle do governo de Israel. O trânsito de palestinos da Faixa de Gaza para a Cisjordânia também tem que passar pela avaliação do Exército de Israel.   &lt;br /&gt;Entre 1992 e 2000, concessões israelenses significativas obtidas pelos palestinos, tais como volumosas retiradas territoriais, autogoverno local, patrulhas de segurança e ajuda econômica,deram-se não através de atos terroristas, mas pela negociação. Não há dúvida de que, com a continuação do processo de paz, poderiam ter ganhado muito mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(NOVOS ESTUDOS, dezembro de 2006, Peter Demant, p.86)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Pelo vagar com que estão sendo conduzidas as deliberações sobre o assunto, parece cada vez mais distante uma solução permanente para o conflito. Alguns, no entanto, demonstram-se mais interessados em que o problema persista. Esses, podem ser chamados de oportunistas. Antes, durante e depois da guerra, está última quando só restam os escombros, eles estão ali, oferecendo os seus serviços. Não se pode negar que de início são serviços humanitários, mas, acabado o conflito, alguns favores tem que ser retribuídos. Dessa forma, aproveitam-se da condição degradante proporcionada pela guerra para adquirir benesses, sugando o escasso sangue dos derrotados. É assim, em uma guerra, enquanto os envolvidos perdem em vidas e em recursos, alguns países lucram muito com o conflito alheio, fornecendo suprimentos bélicos, alimentícios e hospitalares. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ao imergir no mérito da discussão sobre os aspectos da política externa norte-americana, na perspectiva do mundo árabe, a conclusão provável a ser constatada será a de que os Estados Unidos são especialistas em provocar a desarmonia global. No caso do referido conflito, a atitude de permissividade dos americanos a respeito da carnificina propiciada pelos israelenses na Faixa de Gaza, faz aumentar, ainda mais, o ódio do mundo árabe para com o povo americano. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Desde que foi criado, no ano de 1948, o Estado de Israel, edificado em pleno território palestino, curiosamente, os papéis de hóspede e de anfitrião da região vem sendo invertidos com o passar dos tempos. Nesse período, foram muitos os conflitos envolvendo a causa da Palestina. Israel, no entanto, tem saído vitorioso e se afirmado como a maior potência militar da região. Na tentativa de harmonizar o conflito, em várias ocasiões, a ONU editou um grande número de resoluções, prevendo a retirada dos israelenses dos territórios palestinos ocupados, assim como, o estabelecimento de fronteiras permanentes. Até o presente momento, no entanto, as propostas da ONU não foram aceitas por Israel, apesar de, como dito antes, ultimamente, alguns territórios terem sido “liberados” por Israel para o povoamento palestino, mas, sem autonomia dos palestinos sobre a terra.  &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nos dias atuais, em pleno início do ano de 2009, O território de Gaza, além de ter sido cercado com um enorme muro em toda a sua extensão pelo Governo de Israel, nessa região, ainda existem – e persistem – comunidades israelitas mantidas pela garantia da presença imponente das forças militares do Estado de Israel. E todo esse poderio militar israelense advém da cooperação logística, tecnológica e financeira dos americanos. O governo de Israel conta também com a ajuda de judeus espalhados por todo o mundo, que contribuem para os israelenses comprando títulos do governo. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[...] Desde 1967, o vínculo dos EUA com Israel é forte e vem se fortalecendo. Desde os anos 1980,é uma quase-aliança informal e nos últimos anos eles têm sido os parceiros mais fiéis...A situação privilegiada de Israel na política externa dos EUA não está em dúvida. Recebendo perto de US$ 3 bilhões por ano, Israel é o destinatário da maior ajuda estrangeira oferecida pelos EUA, apesar de seu tamanho e população minúsculos (21.000 km2,6 milhões de habitantes, PIB de US$ 154 bilhões) [...]    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(NOVOS ESTUDOS, dezembro de 2006, Peter Demant, p.76)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Os Estados Unidos, em recente votação no Conselho de Segurança da ONU, absteve-se do direito de votar contra ou a favor de qualquer intervenção que viesse a por fim ao conflito. Os americanos alegam que preferem esperar o resultado da mediação egípcia no conflito. A verdade, é que Israel, além de ser um tradicional aliado dos americanos no Oriente, ainda serve, de forma estratégica, como uma possível base militar americana em uma investida bélica em conflito contra países da região.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Por outro lado, ao contrário de toda a lama em que estão envolvidas as grandes potências, alguém, na América Latina, resolveu tomar uma atitude diplomática no mínimo corajosa em relação a Israel. Hugo Chavez, atual Presidente da Venezuela, assim que foi deflagrada a guerra de Israel contra os palestinos em Gaza, expulsou o embaixador de Israel na Venezuela, Shlomo Cohen, do país. A justificativa, de acordo com Chavez, se funda na constatação de que Israel está praticando terrorismo de Estado. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Apesar de ter sido acusado de violação da Convenção de Genebra pelo relator especial da ONU, Richard Falk, os Israelenses se defendem alegando que os ataques à Palestina são uma medida de proteção da segurança dos cidadãos de Israel. Entre outros atos, as tropas israelenses impedem a saída dos civis do território palestino, além de privá-los do acesso à alimentação e ao atendimento médico dos feridos.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ainda de acordo com Falk, não é adequado classificar a militância do Hamas como um grupo terrorista. Nem de chamar Israel de um Estado terrorista, apesar dos atos ilegais. Isso significaria deixar em segundo plano a política e a diplomacia, priorizando unicamente o uso da força. Para Falk, as nações unidas só podem cumprir de forma relevante o seu papel se os principais países membros reunir os esforços para que isso aconteça.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O Hamas, cujo significado da sigla em árabe que dizer Movimento Islâmico de Libertação, foi criado a partir de dissidências surgidas na OLP (Organização para a Libertação da Palestina), chegou  ao poder na Palestina vencendo as eleições de 2006, por maioria de votos e de deputados. A instabilidade interna em Gaza, entre o Hamas e o Fatah, no entanto, fez com que os principais inimigos dos palestinos, Israel e Estados Unidos, respirassem aliviados com a cisão pela disputa da autoridade Palestina. &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Com o enfraquecimento dos líderes locais, devido às disputas internas pela autoridade palestina, o solo palestino tornou-se ainda mais vulnerável às investidas das tropas israelenses. Além disso, a força militar de que é dotado Israel é muito desproporcional se comparada com a frágil resistência dos grupos de guerrilheiros palestinos. Pode-se considerar uma covardia o confronto entre essas duas forças, visto as disparidades entre o poder bélico de cada um. O massacre que Israel promoveu nos últimos dias com o povo palestino é, de acordo com o posicionamento do relator especial da ONU, Richard Falk, uma violação aos direitos humanos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[...] na realidade, armas externas foram fundamentais à sobrevivência do nascente Estado judeu, e difíceis de conseguir. Se a imagem “Davi contra Golias” da propaganda sionista exagerou na desigualdade das forças e recursos, proclamar o lado árabe como um novo Davi não é menos absurdo. Ainda que mal treinados e dirigidos,os exércitos árabes tiveram à disposição uma quantidade muito maior de equipamento; o número de soldados nas batalhas era aproximadamente igual, mas o lado árabe tinha amplas reservas (não usadas); os judeus não. [...] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(NOVOS ESTUDOS, dezembro de 2006, Peter Demant, p.81)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Diante da atual conjuntura, o recente cessar-fogo unilateral aprovado por Israel (2009) não contribui muito para instauração da paz na região. A paz não pode ser obtida pela força, ainda mais, quando se trata de incluir no contexto a presença de grupos radicais. Além disso, o cessar-fogo de Israel não inclui a retirada imediata das tropas da região de Gaza, na Palestina, que não é reconhecida como país nem como território anexado. A presença militar israelense no território palestino é um convite à perpetuação do ódio e ao surgimento de novos conflitos. Infelizmente, a região se tornou, por influências externas e internas, em um verdadeiro barril de pólvora, (retro)alimentada por questões que perpassam pelas vias religiosas, políticas, culturais e ideológicas.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[...] Nem Hamas, Al-Qaeda, Hizbollah ou Irã consideram desejável a paz com Israel: todos dizem abertamente que querem sua destruição e aceitam a violência maciça, inclusive massas de vítimas árabes e muçulmanas, como um preço aceitável.[...] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(NOVOS ESTUDOS, dezembro de 2006, Peter Demant, p.101)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Para que se possa por um fim a esses ódios, a fim de encontrar um consenso para essas relações complexas entre etnias árabes e israelenses, que além das divergências sobre as linhas territoriais como um todo, lutam pela legitimidade da posse dos lugares venerados religiosamente tanto pelos judeus, como também, pelos cristãos e pelos árabes mulçumanos. Entre esses lugares, a denominada Terra Santa de Jerusalém, ocupa um lugar de destaque nas ambições de árabes e judeus. Assim, um esforço político-diplomático, envolvendo os países do eixo do conflito, sob a mediação da ONU, pode contribuir muito para que o consenso um dia possa prevalecer na região. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;As ambições do sionismo, movimento em prol do retorno dos judeus a Jerusalém (Síon), fundado formalmente por Theodor Herzl, em 1897, estão consolidadas. Os judeus retornaram à Terra Santa e o Estado de Israel já é constituído faz pouco mais de meio século, graças às primeiras formações de kibutz e ao apoio dos Estados Unidos, como também, em função da incompetência dos ingleses em governar o território palestino, em que mantinha na região uma espécie de colonialismo, interessado no Petróleo da região árabe.  &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;No entanto, qualquer um que analise a história Israel-Palestina, irá perceber que, sem dúvida, o que vem sendo praticado por Israel, aos olhos da ONU, constituem-se em uma das ações mais perversas da humanidade. Em primeiro lugar, o sionismo ganhou força à partir da idéia que o anti-semitismo na Europa só encontraria uma solução quando fosse criado um Estado para os judeus, que viria a ser na Palestina. Em segundo, mais trágico ainda, foi a ONU ter deliberado sobre a validade de formação de um Estado dentro dos limites de território ocupado, sem levar em consideração o impacto na organização social que lá vivia. Hoje, centenas de milhares de palestinos, expulsos de suas casas, vivem refugiados em acampamentos precários na Faixa de Gaza. Após tantos conflitos, a imigração de civis palestinos para essa região foi tão intensa que a sua densidade demográfica se tornou a maior do planeta.  &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;* Graduando em Pedagogia, escreve sobre assuntos diversos. Outros textos podem ser encontrados no sítio:&lt; http://pauloandrdossantos.blogspot.com/&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONU exige cessar-fogo, mas Israel mantém ataques. Disponível no site:&lt; http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090109_gazaisrael_tp.shtml&gt; Acessado no dia 17 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chávez expulsa embaixador israelense. Disponível no site:&lt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2009/01/06/ult34u216553.jhtm&gt; Acessado no dia 17 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relator da ONU acusa Israel de violar Convenção de Genebra. Disponível no site :&lt;http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/07/e070117315.asp&gt; Acessado no dia 17 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;A questão da Palestina. Disponível no site:&lt; http://www.ljib.hpg.ig.com.br/a_questão_da_palestina.htm&gt; Acessado no dia 17 de janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divide et Impera. Disponível no site: &lt;http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=20119&gt; Acessado no dia 17 de janeiro de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amigos assim, quem precisa de inimigos? Dois neo-realistas reduzem a amizade entre os EUA e Israel ao tráfico de influência. Disponível no site: &lt;http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/&gt; Acessado no dia 17 de Janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lobby de Israel. Disponível no site:&lt;http://www.cebrap.org.br/imagens/Arquivos/o_lobby_de_israel.pdf&gt; Acessado no dia 18 de janeiro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-4712448112796282541?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/4712448112796282541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=4712448112796282541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4712448112796282541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/4712448112796282541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/01/de-hospede-anfitrio-algumas-consideraes.html' title='De hospede a anfitrião:  algumas considerações sobre a trajetória israelense na Palestina.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8028995610538168998</id><published>2009-01-17T15:47:00.003-03:00</published><updated>2009-01-17T16:13:34.530-03:00</updated><title type='text'>A palavra lei, para alguns...</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo dia, estava eu a realizar compras em um mercado quando, repentinamente, veio-me a perplexidade, a inércia diante de uma situação que, para alguns, é um fato trivial, mas, para mim, não deixa de ser uma das coisas mais problemáticas de nossa sociedade. Assim que cheguei ao mercado – sem querer tomar parte da conversa alheia – mas, pelo assunto que estava sendo tratado, fui atraído e compelido a participar da cena na condição de expectador. Foi inevitável, não pude escapar à escuta, era um assunto relevante a todos, que estava sendo exposto. Apesar de ser uma conversa informal a respeito da atividade policial, significava a expressão de uma tendência &lt;a href="http://bacaninha.uol.com.br/home/secoes/charges/2002/06/corporativismo/corporativismo.html"&gt;corporativista&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clientelismo"&gt;clientelista&lt;/a&gt; da Polícia Militar do estado da Bahia. Um policial (anônimo, mas, confesso e sem farda) estava conversando na recepção do mercado com o atendente e com mais dois terceiros. Entre outros assuntos, falavam a respeito das atitudes tomadas em situações na qual um policial flagra outro policial em situação delituosa. Para minha surpresa – como expectador –, o policial declarara que jamais iria prender um companheiro de farda. Fiquei um pouco perturbado com isso, apesar de saber dos vícios de violação da parcialidade culturalmente impregnados nas instituições públicas, ouvir a confissão não-pública, mas, em público, de um policial sobre a aplicação da lei de forma parcial, infelizmente, posso dizer, caro leitor, essa constatação não é somente a manifestação de um caso isolado, mas, é possível, aos observadores mais atentos, perceber que o fato, nada mais é do que a identidade corporativista e clientelista das instituições públicas brasileiras. O ocorrido, chegaria a ser irônico, se não fosse trágico. Fatos como esse, quando estamos sensíveis ao assunto, sempre nos remetem à &lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/artigo5.htm"&gt;imagem simbólica da Justiça brasileira&lt;/a&gt;, caracterizada pela sua imparcialidade, pela sua cegueira em relação às distinções entre as pessoas de classes, gênero e etnias diferentes. Situações como essas são comuns no dia-a-dia, são em alguns casos encarados pelas pessoas mais alienadas como um fato normal. A osquestração do Sistema Judiciário e a sua aplicação é incubência do Estado brasileiro. O problema, para desajuste da maioria, é que o Estado brasileiro, de acordo com as suas deliberações, parece se confundir com a ideologia burguesa. De modo que, em situação de desamparo, as camadas mais oprimidas da sociedade (se) perguntam sobre o que se pode dizer, hoje, da justiça? Com as tantas distorções evidenciadas, como  pode o povo caracterizar esse Sistema? Será que é realmente os baixos salários que propiciam o surgimento de desvios de conduta nas instituições? Ou será, a falta de imparcialidade do Sistema Judiciário – inclusive, do Sistema de Segurança Pública – nas suas operações de rotina? Será que, enquanto um grupo pequeno de cidadãos usufruem de mais direitos do que a imensa maioria, pode-se falar realmente em justiça? E, a partir desse contexto, para aqueles que não caíram nas graças da justiça, torna-se confusa a noção da própria justiça, de modo que, poderia ser uma indagação dos populares o conceito do que é realmente justiça e a quem ela serve, de fato. Uma vez que, muitos figurões da alta sociedade brasileira conseguem se livrar das grades depois de terem cometido crimes que prejudicam a população, somente por que possuem posses e podem pagar...isso mesmo! Porque podem pagar um bom advogado. Já aquele cidadão pobre-miserável que, para alimentar os vermes da barriga, rouba algo para comer, em muitos casos, padece nas prisões mais infectas e amontoadas, ficando por lá alojado por anos. Aqui na Bahia, por exemplo, a mídia costuma promover uma espécie de celebração do êxito da caça aos delinquentes pobres, consiste em uma exposição humilhante dos criminosos capturados. A sua casa caiu! É assim que muitos ditos jornalistas fazem o ódio da população contra esses delinquentes, como se não fosse suficiente a humilhação degradante do Sistema Prisional. Para se ter uma idéia, se fossemos fazer a biografia da maioria dos presos, algumas características comuns entre eles seriam constatadas...Negros, pobres e vítimas da violência familiar e do descaso dos poderes públicos, além de possuírem, na maioria dos casos, poucos anos de escolaridade. Entre aqueles que conseguem se livrar do sol quadrado, no entanto, pode-se observar, à partir da análise de dados estatísticos, outro panorama. Geralmente, possuem um grau de escolaridade elevado e de um poder econômico relevante. Diante disso, fica uma série de incômodos questionamentos: Será que somente os pobres vão para a cadeia? Que Sistemas são esses? Será um Sistema dedicado a criação e manutenção de privilégios? Até que nível existe essa anistia dos amigos – e dos amigos dos amigos de agentes do poder público? E aqueles que sobraram, como fica? Bom, isso, constate você mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-8028995610538168998?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/8028995610538168998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=8028995610538168998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8028995610538168998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/8028995610538168998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/01/palavra-lei-para-alguns_17.html' title='A palavra lei, para alguns...'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-5239858645528549355</id><published>2009-01-04T02:14:00.004-03:00</published><updated>2009-01-04T02:37:29.017-03:00</updated><title type='text'>Cadê? Hein?!? ... Democracia.</title><content type='html'>POR: PAULO ANDRÉ DOS SANTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó! Democracia,... Ó! Democracia, tu nos alegraste com o ungüento de mel que, dia-a-dia, nos abençoa. És a palavra de salvação para um povo que há décadas vive oprimido. Democracia,... Democracia,... és o sol que faz brilhar os olhos do povo; és tu o vento que faz ecoar as vozes mais profundas do porão. Vejo agora, Democracia, corpos e caras pintadas, jovens verdes e amarelos que me fazem relembrar os ancestrais nativos da terra-mãe gentil. Tu, Democracia, és quem devolve a este povo os braços e as pernas; permites agora, com isso, que os rumos deste grande navio sejam decididos pela maioria dos tripulantes. É verdade, que, ainda continua a ser um barco com um só comandante, mas, é verdade, também, que o espírito desse comando, agora, é o espírito glamouroso da vontade do povo. Assim, como um pescador é capaz de trazer do mar, em sua rede, uma legião de peixes, tu, Democracia, és a essência potencial que arrebatará os homens do cativeiro para se tornarem livres. Ave-Democracia,... Ave-Democracia, por muitos anos, pode-se dizer que foi assim que ela foi por muitas vezes saudada. Hoje, época de novos tempos e de velhos e novos problemas, o Povo ainda exalta a Democracia, mas o seu louvor já não possui o mesmo sabor de antes. A consciência do Povo, depois de todos esses anos, mudou e, a Democracia, também. Ah! Democracia, é lamentável que aos teus olhos – e sob a vigilância cega do Povo – as velhas promessas do passado vieram a se constituir, hoje, em grandes e complicadas tragédias. É, Democracia, clarividente que em todos esses anos, em que o povo vestiu a tua camisa, muitos direitos legitimamente humanos foram conquistados. O que, porém, assusta, Democracia, é que foram, justamente, os homens-bons, aqueles a quem tu – e o Povo – confiaste, agora, te usastes e te violentastes a fim de permitires sórdidas distorções na justiça humana. Tu, Democracia, e também, o Povo, que te consolida, foram fragilizados pelas ideologias dominantes. Tornaram-te uma caricatura de si mesma, de modo que, desintegrou-se parte da sua materialidade. Tu, Democracia, (sub)existe agora nas sombras, adormecida, sedada, surda, cega, muda, ...quando se toca em questões que lhe remete a igualdade entre os cidadãos, tu, Democracia, vê-se obrigada a fechar os olhos – de vergonha – quando ouves falar de justiça social. Ó! Democracia, que destino será que te aguarda? Será que tu será enterrada - ainda viva no coração do Povo - sem direitos religiosos? Tu, Democracia, é hoje uma infeliz, pois, permitiste que as questões mais justas fossem negligenciadas. O Povo ainda é a sua morada, Democracia. Cheio de amor e esperança, o Povo ainda pergunta a ti. Na verdade, são verdadeiras súplicas: Cadê o direito à terra para todos, Democracia?... Aonde se escondeu a Reforma Agrária, Democracia?... E a Distribuição de Renda, Democracia? Por que tu permites que as esmolas sejam jogadas ainda ao chão das calçadas, Democracia? Por que, Democracia? Por que? ... Por que permites?... O teu Povo ainda sofre do Apartheid, o teu Povo ainda se vê privado do direito a tua riqueza Democracia. ... Democracia, depois de tanto ouvir, exclama ao Povo: Ó! Povo. Por que não percebes? Por que não cai diante dos teus olhos que eu sou pura expressão?... Sem você, Povo, só existo no imaginário, sou um imenso mar de ideais. És tu, Povo, que me dá a vida. Tu, Povo, és o meu espírito,... és o ar que adentra em meus pulmões. Aprendes agora, pois, que sou apenas um princípio, o meio-termo que te conduzirá à liberdade, se te alinhares comigo e se vigiares e se protegeres os meus valores. Ó! Povo, no dia em que notares as tábuas de minha lei, o jugo de que tu sofres será desfeito. No dia em que se perceberes como Povo – e não, homens e mulheres – tu se dará conta de que é em tu que está o poder de transformação e da liberdade. És, portanto, Povo, o senhor do teu destino, embora, não sejas o comandante do navio, és, legitimamente, quem deve dar as ordens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-5239858645528549355?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/5239858645528549355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=5239858645528549355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5239858645528549355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/5239858645528549355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2009/01/cad-einh-democracia.html' title='Cadê? Hein?!? ... Democracia.'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-2792621018692625664</id><published>2008-12-26T14:30:00.006-03:00</published><updated>2009-03-15T01:27:10.767-03:00</updated><title type='text'>Entre o Submundo e o Purgatório</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyDlVADPVI/AAAAAAAAAEI/jodEBaccnrs/s1600-h/menino+de+rua.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyDlVADPVI/AAAAAAAAAEI/jodEBaccnrs/s320/menino+de+rua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313266337706098002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por: Paulo André dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez em que ousei trilhar sozinho pelos caminhos desconhecidos da cidade. Ao seguir pela escuridão das vielas, ao mesmo instante em que me sentia inclinado a arregalar os olhos, o horror que se fazia presente na realidade funesta, aonde se guardava os escombros da produção sócio-histórica, coagia-me a não olhar a expressão do medo e da necessidade daqueles esquálidos meninos e meninas, de olhos profundos e tristes, deitados à beira das calçadas infectas da cidade. Era um cenário de forçosa penúria a que estavam condenados a padecerem, até à carcaça, os filhos do descaso e da desonra do Estado. Não era possível perceber neles a mais ínfima expressão de felicidade, os seus momentos eram sempre mais marcados pelos simbólicos velórios do que pelo regozijo. Diante de uma dor intensa e duradoura, provocada pela história cíclica da miséria e da violência física e moral, que abrange tanto a privação dos aspectos sócio-econômicos e culturais, como as questões psicológicas. Para eles, limitados pela cegueira existencial, não haveria outro horizonte visível (e possível) a não ser recorrer a todo tipo de morfina. Em estado de perplexidade intensa, eu observava aqueles meninos e meninas, abandonados ao desprezo, na fronteira entre o Submundo e o Purgatório, ainda encontravam forças para resistir à morte anunciada ao recorrerem às várias formas (ou fórmulas) de anestesia psicológica. O estado de inércia que eles procuravam – para a própria infelicidade deles – era o motor central da imobilidade deles enquanto sujeitos sociais da mudança. O distanciamento almejado dos problemas que roem constantemente as suas carnes não resolvem em si os problemas. E eles ficam ali,... incubando e se multiplicando, tornando a realidade concreta ainda mais insuportável. O que é pior: ao recorrer constantemente a esse distanciamento psicológico da realidade, os meninos e meninas, que pintam com sombras a história da humanidade, tornam-se viciados no esquecimento e cegos de discernimento entre a realidade e a ilusão. Dopados pelos ventos que sopram aos seus ouvidos mensagens de confusão, eles ouvem, cantam e dançam – e introjetam – o escárnio promovido pela sociedade burguesa. Entre esses meninos e meninas, porém, existem aqueles mais velhos ou envelhecidos pelo tempo. São ex-meninos (as), ex-jovens, que também sonharam um dia, até que, diante da humilhação que lhes acompanhava, fizeram de tudo para fugirem, para também se distanciarem, mas a sina os perseguiam – pelo menos foi disso que eles se convenceram – e, por várias vezes, entraram e saíram do abismo em que se colocavam (ou eram colocados?), muitos perceberam o caminho das pedras, mas, já era tarde, os seus corpos já não tinham o vigor necessário para a caminhada. ...Triste melancolia. A essas vítimas da desilusão, restava nada mais do que, entre bares e bebidas, esbravejarem aos mais novos a sua insatisfação: “Ó! Senhor. Pão e circo para esse povo tão sofrido e carente”. Ao ouvir essas tristes histórias, dou-me conta de como o fatalismo se instala nas pessoas. Infelizmente, toda vez que mais uma derrota se anuncia, até os mais sonhadores se convencem a se despencarem de seus aviões, admitindo cegamente a nefasta derrota já desenhada nos bastidores. Pergunto-me: Será que há solução? Ao observarmos de maneira reflexiva o cotidiano, cientificaremo-nos de que, quando sonhamos sozinhos tudo se torna mais difícil, mas quando, esse mesmo sonho é partilhado e abraçado por todos os desvalidos, a esperança torna-se mais concreta e mais ardente do que o sol. A caverna em que somos criados e obrigados pelos sistemas de (re)produção cultural a viver, nos podam as possibilidades de emancipação nos ensinando a cultura à partir das sombras distorcidas da verdadeira realidade, nos privam de perceber a realidade concreta das coisas e, portanto, nos tiram a liberdade para divergir, questionar, opinar e re-significar a própria situação-limite estabelecida. Mediante isso, os paradigmas que servem de grilhões para as nossas mãos e de tapume para os nossos olhos, precisam dar lugar simplesmente a outro paradigma, o das possibilidades.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 2.ed. - Rio da janeiro: Paz e terra, 1975.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3003726773187291710-2792621018692625664?l=viadasletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viadasletras.blogspot.com/feeds/2792621018692625664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3003726773187291710&amp;postID=2792621018692625664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2792621018692625664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3003726773187291710/posts/default/2792621018692625664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viadasletras.blogspot.com/2008/12/entre-o-submundo-e-o-purgatrio.html' title='Entre o Submundo e o Purgatório'/><author><name>PAULO ANDRÉ DOS SANTOS</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17712759641361599479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/Szvw9h28vZI/AAAAAAAAAGc/itqQlx6Hd7I/S220/PIC00010.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JrnVbNinZTE/SbyDlVADPVI/AAAAAAAAAEI/jodEBaccnrs/s72-c/menino+de+rua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3003726773187291710.post-8437387716728349039</id><published>2008-12-25T23:17:00.004-03:00</published><updated>2009-03-15
